Menu Navegação

Quem sou eu

Minha foto
Durante 25 anos apoiei a formação de equipes e líderes, bem como busquei ser uma pessoa melhor, respeitando meus valores e mantendo um posicionamento ético diante da vida. Neste momento me entrego à minha missão de vida. A vivência adquirida até aqui me levou à uma visão crítica da maturidade dos ambientes corporativos em pequenas, médias e grandes empresas, bem como dos comportamentos que possibilitam estratégias eficazes para alcance de resultados e formação de equipes altamente produtivas e colaborativas. Minha busca é para que as pessoas busquem seu empoderamento e tenham as rédeas da própria vida nas mãos, perseguindo a felicidade como sua principal meta. Esta formação se dará através de consultorias e treinamentos comportamentais, workshops, palestras motivacionais e personal e/ou professional coaching.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Porque Santo dos Anjos não devia morrer

Santo era o neto e filho amoroso que tentou cumprir os desejos de integridade herdados da sua descendência.

Santo era o pai e esposo amoroso e íntegro que apesar da vida dura tinha sempre o colo para aninhar as tristezas da vida de quem amava.

Santo era o guardião fiel do amor de adolescência, renascido e intenso. Que tem a coragem de resgatá-lo apesar de seus valores familiares, como homem que cede aos encantos da paixão.

Domingos Montagner - Homenagem ao Homem e Ator

Santo era o personagem que atendia à todos os sonhos...sonhos de avós, sonhos de pais, sonhos de filhos, sonho de esposas, sonho de amantes, dos cidadãos e amigos que precisam de uma referência e um exemplo. Era, apesar da ficção, um exemplo que entrava em nossa casa todos os dias para defender a dignidade, honestidade e o amor.

Domingos e Santo dos Anjos se vão deixando-nos órfãos (na realidade e na ficção) do lado humano mais bonito que há em todos nós.

domingo, 11 de setembro de 2016

O que o 11 de Setembro e os traumas coletivos tem em comum com a crise econômica brasileira?

11 de Setembro de 2001, impossível esquecer aquele dia, quando dezenove terroristas sequestraram quatro aviões comerciais de passageiros e colidiram dois deles intencionalmente contra as Torres Gêmeas do complexo empresarial do World Trade Center, na cidade de Nova Iorque, matando todos a bordo e muitas das pessoas que trabalhavam nos edifícios.
Sei exatamente onde eu estava, a minha indignação e a falta de compreensão sobre o que estava ocorrendo. Tudo passava em rede mundial de TV, rádio, internet e com requintes de detalhes ao vivo e em vídeo com coberturas jornalísticas impressionantes. Quase três mil pessoas morreram durante os ataques, incluindo os 227 civis e os 19 sequestradores a bordo dos aviões.

26 de dezembro de 2004  como consequência de um terremoto de 9,1 graus na escala Richter que atingiu as ilhas do oceano Índico, com ondas gigantes (tsunamis) que devastaram zonas costeiras em 11 países, tivemos um saldo de mortos que chegou a 250 mil.

Março de 2011 inicia uma guerra civil na Síria que já se arrasta há cinco anos, fazendo com que mais de 4 milhões pedissem refúgio ao Egito, Iraque, Jordânia, Líbano e Turquia. Sem contar os quase 900 mil que vieram pela Europa. Segundo dados divulgados pela ONU mais de 270 mil pessoas morreram na guerra na Síria e outras centenas estão morrendo afogadas na tentativa de cruzar o mediterrâneo.

Janeiro de 2015 até agora - mais de 10 atentados terroristas afetam a França. Eles são ligados ao radicalismo islâmico e está se repetindo nesse país devido ao fato de ele tem  operações militares em países como a Síria e o Iraque, contra o Estado Islâmico. Outra razão é o fato de a França tem a maior comunidade muçulmana da Europa, estimada em 6 milhões de pessoas, o que corresponde a quase 10% de sua população. Esse público de origem estrangeira sofre há décadas problemas de integração no país e é, em boa parte, desfavorecida socialmente, o que leva à leis específicas e não inclusivas de suas crenças. Apenas em 2015, o terrorismo matou 149 pessoas e deixou centenas de feridos, segundo dados do parlamento francês.

Estes são exemplos de traumas coletivos.

Difícil não se sensibilizar enquanto assistimos à tudo de tão perto. As guerras mundiais também tiveram seus registros nas gerações que nos antecederam. Estou falando de algumas mais recentes e que mais me impressionaram e ficam batendo em minha memória e tentando montar a razão de tudo.

Mas qual a relação entre esses fatos e a crise econômica brasileira?

Agosto de 2016 somamos mais de 12 milhões de desempregados no Brasil. Todos temos nos últimos 3 anos acompanhado a evolução desse número, estando inclusos nele ou por pessoas perto de nós. As estatísticas apontam que até o final de 2016 teremos 14 milhões.

Mas e daí?! Vou explicar, mas quero falar antes do que ocorreu depois de alguns desses eventos.

Os EUA aumentaram o rigor com a imigração, colocaram novos equipamentos e monitoração em aeroportos, controla mais a concessão de vistos, monitora aos passos de turistas, estudantes, bem como fez investimentos da inteligência das agências para controlar as conexões em tempo de desarmar novos atentados. Fizeram também um museu onde existiam as torres para fazer lembrar ao mundo as pessoas que se foram e também de que eles não esquecerão seus traumas. Eles estão perpetuados em cada mostra contida lá. Os que se feriram e sobreviveram passaram a olhar o tempo e seus valores de uma forma totalmente nova. Há pessoas que viraram a mesa e passaram a viver de outro jeito.

Algumas poucas pessoas que não aceitaram ter perdido pais, filhos e amigos nas ondas Tsunami, reencontravam um ou outro vivo, dez anos depois do ocorrido.  Pessoas que não desistiram. Que mantinham a esperança e continuavam procurando. Histórias fantásticas de encontros e de superação. Muito emocionante.

Muitos refugiados sírios começaram nova vida, órfãos ou não, em diversos países. Protegidos por aqueles que os acolheram tem devolvida sua parcial "liberdade". Tem a dignidade de poder trabalhar e comer. Não está tudo bem, mas para quem vivia o horror como o deles, muito melhor. Motivados pela esperança os que ainda não conseguiram fugir, mantém o movimento de travessia porque sabem que é possível, embora exista o risco de morte e muitas questões econômicas naqueles países que os recebem, optam por tentar.

Na França há muito ódio e racismo dividindo opiniões. Hostilidade com muçulmanos e estrangeiros ainda são comuns por quem perdeu família ou amigos, ou simplesmente por temerem que mais atentados ocorram. O medo e a tristeza são os ativadores da raiva. Vai passar quando entenderem.

Agora sobre a crise brasileira.

Algumas empresas e comércios estão contratando e há uma avalanche de candidatos para elas. Está bem difícil porque as vagas que existem remuneram bem abaixo daquilo que propiciaria manter o padrão de vida de antes, ou exigem competências de outros níveis de hierarquia, antes da crise. Competências essas que muitos não tem.

Mas também existem pessoas que não estão buscando trabalho. De nenhuma forma. Estão esperando algo que eu ainda não consigo entender. 

Pois bem. Um exemplo bem próximo de mim. Meu marido formou-se em Logística na faculdade e trabalhava como Auditor no varejo quando a crise o alcançou. Buscou vários caminhos autônomos que não se confirmaram possíveis, e hoje trabalha na Uber como motorista. Tem muitas competências inclusive a de ser um excelente motorista e saber tratar bem as pessoas. Conhece todos os dias várias pessoas mantendo uma rotina de 8 a 12 horas de trabalho, 6 dias por semana. 

O que quero dizer é que as histórias de superação em traumas coletivos, passam, pós primeiro impacto, pelo comportamento que as pessoas assumem a partir dele. Se elas se desesperarem, se entristecerem, se revoltarem, se paralisarem não encontrarão glória. Ela só é visitada por aqueles que insistem, persistem, caminham corajosamente em busca de seus desejos e esperança.

Seja nas grandes guerras ou catástrofes naturais o principal instinto é manter-se vivo e com a mente em movimento. Este foi o raciocínio de todos, em tudo que li. Depois pensaram no resto.

E você? Que comportamento está assumindo sobre seus traumas? A economia não gerará 12 milhões de empregos de uma hora para outra, e ao que os economistas estão prevendo ainda teremos esse número aumentado. O que você está fazendo para manter-se vivo e atento às oportunidades?! Com quem estão as rédeas de sua vida? 



Meu marido está se mantendo vivo e atento às oportunidades. Está fazendo algo que gosta, sabe fazer e que só depende dele. Não está atribuindo culpa à ninguém e nem se fazendo de coitado.  Está fazendo a sua travessia e mostrando pra nós, que estamos atrás dele, que há um caminho que aponta para frente!

CORAGEM!!!