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Quem sou eu

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Durante 25 anos apoiei a formação de equipes e líderes, bem como busquei ser uma pessoa melhor, respeitando meus valores e mantendo um posicionamento ético diante da vida. Neste momento me entrego à minha missão de vida. A vivência adquirida até aqui me levou à uma visão crítica da maturidade dos ambientes corporativos em pequenas, médias e grandes empresas, bem como dos comportamentos que possibilitam estratégias eficazes para alcance de resultados e formação de equipes altamente produtivas e colaborativas. Minha busca é para que as pessoas busquem seu empoderamento e tenham as rédeas da própria vida nas mãos, perseguindo a felicidade como sua principal meta. Esta formação se dará através de consultorias e treinamentos comportamentais, workshops, palestras motivacionais e personal e/ou professional coaching.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

My Way

Sempre que ouvi essa música do Frank Sinatra na voz do Elvis me remeti ao meu jeito de fazer as coisas.

Muitas vezes me comprometi com muito mais que tinha condição de entregar... muitas vezes assumi responsabilidades que não eram só minhas... muitas vezes magoei pessoas à quem queria bem...muitas vezes fui magoada por elas. Tudo isto por causa da forma que tenho de levar a vida e os meus compromissos.


A tristeza, a incompreensão e a solidão são os sentimentos que tenho de experimentar por não ter aprendido ainda a fazer de outro jeito.


A minha lição ainda não está completa e aprendida. Há muito para melhorar em mim mesma.


Mortal é o que sou!


Para quem não conhece a música, acesse o link

sábado, 17 de outubro de 2015

Os meus outubros rosa

Maria Elisa Lacerda Ribeiro, minha tia paterna. Era aquela que nos recebia com o peito aberto nas férias. Arrastava e apertava os próprios filhos para dividir o espaço com meus pais, irmãos e eu. A frequência com que íamos para sua casa fazia com que fosse a nossa tia preferida (sem desmerecer nenhuma das outras).

Descobriu o câncer de mama aos 42 anos. Tratou-se, porém mais tarde ele voltou e a levou de nós. A amizade dela com minha mãe era algo admirável. Amigas até o fim. A promessa de olhar pelos filhos, sempre que pudesse, até que eles tivessem condição de seguir a própria vida. Promessa cumprida.

Meu pai quase foi com ela, não fosse a responsabilidade com minha mãe, meus irmãos e eu. Não me lembro de ter visto meu pai tão triste. Não é natural enterrar pessoas queridas mais novas que nós. Ele demorou a refazer-se.

Já faz quase 20 anos que meu pai também se foi.

Alguns meses depois que me despedi dele, tive 3 dias de sonhos seguidos com ele me pedindo pra ir ver o que era o cisto no seio esquerdo. Na primeira noite atribuí aquele sonho à uma novela que trazia o tema e alertava sobre a importância da autoexame. Apalpei-me e nada. Segunda noite, o mesmo sonho. Terceira noite, de novo. Enfim, admiti o conselho e marquei o ginecologista. Contei ao médico o sonho e ele examinou-me no próprio consultório e nada encontrou, mas devido o alerta e o quanto estava impressionada com os sonhos seguidos e ainda ao histórico de minha tia, contrariou o fato de eu ainda não ter completado os meus 40 anos, e pediu-me os exames : ultrassonografia mamária e a mamografia.

Não é um exame agradável a tal mamografia. Senti muita dor e achava que aquilo de alguma forma pudesse significar algo ruim. Até o dia do retorno ao médico a minha cabeça criou muitos cenários trágicos. Olhava para os meus filhos pequenos e pensava se eu também teria a mesma interrupção que minha tia. Até o dia do retorno senti pontadas no seio, como nunca tinha acontecido. Impressionante a forma como nós somatizamos. 

Não abri os exames como tinha hábito. Temia pelo que ele pudesse entregar. 

No dia da consulta a taquicardia. Ao entregar-lhe os exames ele leu o resultado do ultrassom com uma expressão tranquila, o que causou a mim o mesmo alívio. Porém, ao projetar o resultado na mamografia....lá estava ele, no seio esquerdo, como meu pai alertara. Meu médico disse que o aspecto e tecido que o exame entregava não apresentava característica que apontasse ser maligno, mas me recomendou ao mastologista. 

Lá fui eu. Mais exames e a punção. Outro prazo de angústia ao diagnóstico. Taquicardia e medo. 

Tudo bem no final.

Desde então, monitoro anualmente. Ele está lá ainda, mas continua com mesmo tamanho e aspecto. Até hoje o ultrassom não o vê. 

                                          


Quero aqui mudar a visão sobre o que isso significa pra mim.

Há quase 20 anos vivo o meu dia a dia de uma forma diferente. Desde o primeiro exame procuro agradecer pela saúde e atentar-me para a oportunidade de poder ver os meus filhos crescerem sem a sombra do que esta doença poderia me privar. Assisti feliz e saudável o crescimento de filhos e sobrinhos. Vi meus filhos formarem-se na faculdade, minha mãe tornar-se bisavó e aguardo, com paciência, a minha vez de embalar um neto.

Fiz amigos e os preservei. Tornei-me uma profissional na minha área e conquistei o respeito de pessoas que admiro.

Todos os anos me submeto ao exame, e ainda hoje sinto o desconforto que apenas algumas mulheres sentem, e até que a medicina encontre uma outra forma de fazer um diagnóstico tão preciso, é lá que estarei para garantir que a saúde continue a me acompanhar e eu não seja privada das grandes emoções da vida.