Menu Navegação

Quem sou eu

Minha foto
Durante 25 anos apoiei a formação de equipes e líderes, bem como busquei ser uma pessoa melhor, respeitando meus valores e mantendo um posicionamento ético diante da vida. Neste momento me entrego à minha missão de vida. A vivência adquirida até aqui me levou à uma visão crítica da maturidade dos ambientes corporativos em pequenas, médias e grandes empresas, bem como dos comportamentos que possibilitam estratégias eficazes para alcance de resultados e formação de equipes altamente produtivas e colaborativas. Minha busca é para que as pessoas busquem seu empoderamento e tenham as rédeas da própria vida nas mãos, perseguindo a felicidade como sua principal meta. Esta formação se dará através de consultorias e treinamentos comportamentais, workshops, palestras motivacionais e personal e/ou professional coaching.
Mostrando postagens com marcador Urbano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Urbano. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de agosto de 2016

Coworking : Tamanho G - Tudo por hora: Estações, sala de reunião, sala de treinamento, todo o espaço

Agora que você já deixou de preconceito com o coworking e entendeu que para cada modelo de negócio cabe um "tamanho" de serviços que pode ser P, M, está faltando falar do G.

O G é uma combinação que você monta a seu critério e não necessariamente precisa incluir o que tem no P ou no M. É G porque é customizado por você e não necessariamente mais caro. Confuso?! Vamos lá:

  • Estação fixa por mês
    • Uma ou mais estações exclusivas, com toda a infraestrutura e acesso a internet para ser usada por você e equipe mensalmente em horário comercial;
  • Estação fixa por período
    • Nas agendas pré definidas - 2 ou 3 vezes por semana - só no período da manhã, em horário comercial
  • Estação  por hora
    • Sem agenda pré-programada, você chega e usa. Simples assim. Neste caso você depende da disponibilidade de estações, mas não assume um compromisso de reserva regular. Só paga se usar.
  • Sala de reunião/treinamento por dia
    • Reserva da sala de reunião por dia, horário comercial para reuniões, entrevistas ou treinamentos (em função de sua demanda;
  • Sala reunião/treinamento por hora, horário aleatório para qualquer demanda acima.
  • Reserva de todo ou parte do espaço para eventos: Vernissage / Lançamento de Livros / Encontros Pessoais, Profissionais ou Acadêmicos / Oficinas de Faça Você Mesmo / etc... Já pensou no seu evento num lugar que lhe propicia tantas opções?!

No tamanho G você configura a sua necessidade da forma como você quer. Por hora, sem complicação.

Os espaços compartilhados são uma tendência muito interessante e já estão sendo praticados por alguns coworking's com sucesso. A proposta é adequar o espaço à necessidade e não o contrário como ocorre em ambientes convencionais.

Na próxima sexta feira(12) é o dia internacional do Coworking e muitos deles estão abrindo suas portas gratuitamente para você viver esta experiência.

Por que não aproveita e assiste de perto aquilo que estou recomendando?!

Em breve falaremos de outros aspectos. Aguarde!

terça-feira, 26 de julho de 2016

Coworking : Tamanho M - Domicílio Comercial + Atendimento Personalizado

Dando sequência aos posts sobre coworking e entendendo que as necessidades são diferentes em função do momento e modelo de negócio de cada cliente, vamos falar agora de mais um serviço.

Trata-se do Atendimento Personalizado.

Criação de Marcelo Aversano da Upper Propaganda
Além daquela questão sobre a importância e serviços agregados em ter um domicílio comercial, há outra questão que é a sua disponibilidade para o atendimento telefônico de seus clientes. 

Nem sempre você pode atendê-los: por estar em deslocamento no trânsito, viajando, em reuniões, em lazer, então para estes casos, você pode contar com esse suporte. 

Entenda melhor o que este serviço disponibiliza:

  • Atendimento de ligações em horário comercial de segunda a sexta das 08h às 18h, minimizando perda de chamadas;
  • Saudação personalizada em nome de sua empresa (num script que você escolher);
  • Anotação de recados, e
  • Transmissão de recado pelo canal escolhido (email, whatsapp, sms, etc)

Este plano pode ser feito utilizando aparelho e linha celulares disponibilizados pelo cliente ou através da configuração de uma linha VoIP(¹) exclusiva. Por qualquer uma das soluções este serviço pode ser feito para qualquer ddd em todo o Brasil.

(¹) VoIP, ou Voz sobre Protocolo de Internet, é uma tecnologia que permite a transmissão de voz por IP (Protocolos de Internet), ou seja, transforma sinais de áudio analógicos, como em uma chamada, em dados digitais que podem ser transferidos através da Internet. 
Criação de Marcelo Aversano da Upper Propaganda


Então no conceito de tamanho de demanda, o "M" compreenderia o domicílio comercial e o atendimento telefônico. 

É claro que você pode compor apenas este serviço e contratar outros adicionalmente conforme sua necessidade, o que é ainda mais vantajoso: Não usou, não paga, simples assim. 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

O Parque Botânico Eloy Chaves e o Mestre Afonso


Há muitos anos atrás optamos por mudar-nos para Jundiaí para que as crianças pudessem usufruir da liberdade que a grande São Paulo já restringia aos condomínios. Nós tínhamos um sonho: viver no interior e ver nossos filhos crescerem com menos medos.

Moramos em vários bairros mas compramos o nosso imóvel num bairro próximo à Serra do Japi. Um bairro afastado do centro mas era onde podíamos pagar. Moramos ao todo 8 anos na cidade e eles puderam brincar de bola e andar de bicicleta na rua; aprenderam a nadar no Bolão que é um ginásio de esportes bem conhecido aqui...Deu tudo certo. Tornaram-se adultos felizes e seguros.

Tivemos uma oportunidade e passamos alguns no Rio de Janeiro e depois de 3 anos, voltamos pra São Paulo quando Juliana atingiu a idade da faculdade optando por Biologia Marinha na cidade de Santos. Nós nos empregamos e fomos ficando em São Paulo. Quando ela terminou a Biologia em Santos, prestou Gestão Ambiental na FATEC de Jundiaí e voltou ao seu berço, sozinha.

Voltamos todos pra cá em abril último e a vimos concluir sua segunda graduação neste mês.


O bairro do Eloy Chaves tinha se transformado. A avenida onde vivemos, hoje tem banco, restaurantes, lojas, academias, bares, padarias, supermercado....e um lindo parque botânico onde antes era apenas um terreno baldio. Felizmente não fizeram ali um condomínio.



O parque que tem 41 mil m² de área verde. Um projeto da prefeitura de Jundiaí e o único que acomoda uma academia a céu aberto com aparelhos hidráulicos e onde parte deles é dedicado  à portadores de mobilidade reduzida. Hoje estivemos lá: Juliana, Nico e eu, pela manhã.





A pista de caminhada, o banco de areia, os pássaros e as pontes de madeira somam-se ao projeto de paisagismo e conservação do ambiente que foi reflorestado nestes anos que nos ausentamos por aqui.





Tudo tão lindo...os pássaros....os bancos para o descanso ao longo do trajeto...as pontes de madeira que facilitam atravessar de um lado para outro.










Nico viu os patos, os gansos, a família de capivaras e o GALO. Isso mesmo. Um galo que esganiça atrapalhado com tanta beleza à sua volta. Vejam e ouçam.

Que lindo tudo isso. E mais um parque gratuito na cidade. O segundo que visito em 10 dias. Bonito ver o que a administração ética e responsável que uma prefeitura é capaz de produzir com a aplicação correta de nossos impostos.

Este post é uma homenagem à todos que direta e indiretamente buscam, apesar dos escândalos na política e administração pública.... e alguns movimentos que ainda estou tentando entender, como a desativação do IAC de Jundiai,... a fazer a vida das pessoas melhor e garantir o mesmo para as gerações que virão. Que tenhamos tempo para elogiar aqueles que fazem a diferença e não apenas para maldizer aqueles que não fizeram por merecer nossos votos.


Em especial quero agradecer o professor e pesquisador Afonso Peche Filho, do IAC de Jundiaí, pela incansável influência  em tantos projetos na Cidade e ao olhar crítico desenvolvido em minha filha nos anos de convivência e aprendizado. Que ele tenha certeza que deixou um legado. Obrigada mestre, por tudo!

domingo, 17 de julho de 2016

Coworking : Tamanho P - Domicílio Fiscal e Domicílio Comercial

Agora que já nos conscientizamos sobre onde surgiu e o que é o coworking, vamos entender um pouco mais do que estamos falando em relação aos serviços.

A maior parte dos serviços oferecidos por um coworking são:

  • Domicílio Fiscal e Domicílio Comercial
  • Atendimento Personalizado
  • Coworking - estação individual
  • Office - sala de atendimento
  • Sala de Reunião 

Embora a composição de serviços possa variar, penso que o tamanho de nossa necessidade determina o tamanho dos serviços que devemos contratar. 
Exemplo:

Vamos falar dos serviços de empresa tamanho "P" : Domicílio Fiscal e Domicílio Comercial. 
Mas o que é isso?!

Uma das principais exigências, quando uma empresa é criada, é que seja declarado um endereço de registro da empresa, o chamado Domicílio Fiscal. Entretanto, esse endereço não precisa necessariamente ser o mesmo usado comercialmente : Domicílio Comercial, isto é, o local onde sua empresa realmente está localizada ou o endereço que você deseja utilizar para divulgar em seu website ou cartão de visita. E isto não é ilegal.

Quando abri minha empresa em 2011 meu contador me orientou a registrar a empresa no meu endereço residencial, pois serviria apenas como ponto de referência, o que é aceito pela prefeitura para profissionais autônomos ou liberais. Assim o fiz. 

Mas se você vai utilizar outro endereço, é importante ressaltar que para usar essa opção, você precisará de autorização do proprietário do imóvel, caso não seja você. Se eu não tivesse essa opção, provavelmente minha única opção seria contratar um serviço de Endereço Fiscal. Esse tipo de serviço é oferecido por empresas do ramo de escritórios virtuais há muitos anos. Agora muitos espaços de coworking também passaram a oferecê-lo devido a grande demanda. Sabia disso?!

Então vamos à um exemplo:

Empresa XPTO 1
Rua Sérgio da Silva, 94, Bloco 2, Aptº 171, Vila Ideal - São Paulo-SP.

Empresa XPTO 2
Avenida Paulista, 500, Sala 806 – Bela Vista, São Paulo-SP

Se você pudesse, qual dos endereços acima você escolheria para sua empresa? 
É bastante provável que você tenha escolhido o segundo. A razão é simples: é um endereço que passa credibilidade e não um apartamento residencial que parece amador.

De 2011 a 2013, fiz projetos pontuais: um em Santa Catarina e outro no Rio de Janeiro. Minha empresa tem domicílio fiscal em São Paulo. Para estes projetos viajei o tempo todo. Não precisava de uma estrutura física para receber meus clientes, já que eles haviam me contratado para fazer os projetos nos seus ambientes. Meu domicílio comercial então era o mesmo, mas no meu cartão de visita não possuía endereço comercial e nem no site. Isso não foi muito profissional, confesso.

Criação de Marcelo Aversano
da Upper Propaganda
Este ano (2016) quando quando me mudei pra Jundiaí, no interior de São Paulo, precisei de um novo endereço comercial pois aqui tenho clientes de atendimento regular presencial, além de precisar receber empresas para projetos de consultoria. Então, eu busquei um coworking que oferecesse este serviço.

O serviço de domicílio comercial é um serviço com custo bem acessível e os escritórios de coworking permitem que você utilize-o para divulgar em seu site, cartões de visita, assinatura de e-mails, dentre outros lugares. A maior parte das empresas também incluem uma caixa postal para recebimento de correspondências, com aviso de recebimento. 

Basicamente, o serviço de domicílio comercial é mais indicado para divulgação de sua empresa, caso seu endereço fiscal não seja útil ou apresentável, ou pouco para os propósitos de expansão de seus negócios. Já o domicílio fiscal, é voltado para quem deseja abrir uma empresa e não tem opção de endereço para registrá-la. Se você estiver abrindo a sua, pense num domicílio fiscal que seja apresentável para que você também possa utilizá-lo como domicílio comercial. Facilite as coisas.

Em termos de economia, caso você tenha um modelo de trabalho que não exija uma posição de trabalho diário, mas um domicílio fiscal e comercial são bem vindos, saiba que você pode contratar apenas isso. 

O coworking se responsabiliza e assina correspondências com aviso de recebimento, e pode ter uma caixa postal para ela. Daí você retira lá quando puder ou voltar de suas viagens. Não lhe parece otimizado?! Pois então!

Em breve falaremos do Atendimento Personalizado. Tamanho M. 

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Coworking : Você tem preconceito? Deixa disso!

Trabalhei 25 anos em ambientes corporativos. "Uma vida" como diria minha mãe.

Em todos eles recebia um crachá com o logo da empresa, uma mesa, um ramal, um ponto de rede, depois o celular corporativo e mais tarde um cartão de visitas com o "título", endereço comercial e contatos impressos nele. Para minha geração (e pra mim também) isso era considerado estabilidade e status. Duas sensações boas: de pertencimento e conquista. 

Mas, do outro lado do mundo, desde 2005 os Estados Unidos, que já liam os resultados da crise imobiliária iniciada em 1990, já iniciavam um conceito diferente para atender as empresas que foram vitimadas pela recessão. Lá os profissionais de diversas empresas e áreas, optavam por compartilhar o mesmo espaço para diversas necessidades. Entre os motivos originais alegados estavam:
  • Networking 
  • Colaboração 
  • Parcerias 
  • Convívio social 
  • Amizades 
Mas haviam muito mais motivos. Claro.

Criação de Marcelo Aversano 
da Upper Propaganda
No Brasil o conceito teve sua primeira versão em 2008 com "PTO de Contato" em São Paulo - Capital. A inovação copiada foi derivada da crise financeira que se deu neste ano por aqui e nos afetou em cadeia, partida da sucessão de falências de instituições financeiras, nos Estados Unidos e na Europa.  
Aqui estes espaços foram primeiramente fundados por empreendedores e autônomos da área de tecnologia (os primeiros afetados pela crise), que buscavam locais de trabalho alternativos aos Cyber Cafés  ou suas próprias casas, onde se sentiam isolados e pouco profissionais.

Hoje são milhares de espaços de coworking em todo o Brasil.
Estamos em 2016 e ninguém se atreve a dizer que este modelo é uma "modinha" que vai passar. Aquela crise e a de agora voltam a nos ensinar e remetem a avaliação da forma e com o que estamos gastando nosso dinheiro e nos colocam em xeque num repensar constante: preciso mesmo disso?!

Cada vez mais somos convidados a pensar "FORA DA CAIXA", aliás tem um link aí pra você conhecer um grupo no Facebook que leva este nome e que promove conhecimento, comportamento e networking. 

Muitos profissionais que migraram para o empreendedorismo ainda pensam ser necessário ter um lugar seu, imitando aquele modelo que vivemos lá atras: "...Essa mesa é minha, essa cadeira é minha, esse armário é meu, esse telefone fixo é meu, esse ponto de rede é meu...o endereço comercial é só meu...".... mas finalmente começam a travessia para modelos mais otimizados. 

Pois bem. Considerando que o DRE(¹) de uma empresa esteja na última linha do relatório, devemos buscar tanto a venda quanto reduzir nossas despesas, pois é na resultante de tudo que saberemos se vamos ou não, indo bem.
(¹) O Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE) é um relatório que oferece uma síntese econômica completa das atividades operacionais e não operacionais de uma empresa em um determinado período de tempo, demonstrando claramente se há lucro ou prejuízo.

Trabalhar em outros modelos de contrato é cada vez mais comum. Além disso profissionais seniores já estão sendo compartilhados entre as empresas, e são chamados sob consultoria quando a necessidade pontual ocorre. É muito caro mantê-los para tocar a operação. Aceite ou sofra.

E onde estão estes profissionais enquanto esta oportunidade não se manifesta?

Pois então...o Coworking se dispõe a prover esta infraestrutura para recebê-los:


  1. Ele foi concebido para ser flexível e fornecer diversos planos e serviços à este grupo de profissionais (ao qual eu pertenço) que trabalham de forma independente umas das outras, e em modelos de negócio que tem tempos e necessidades de estrutura bem diferentes. 
  2. Propõe o compartilhamento de despesas comuns, fazendo com que o rateio delas se torne não apenas mais econômico, mas muito mais inteligente. 
  3. E finalmente propicia um ambiente com outras pessoas para nos dar aquele sentido de pertencimento, e com estrutura de endereço e salas para receber nossos clientes de forma profissional. Neste ponto nos temos diversas opções de coworking e cada uma num estilo que se alinhem ao nosso negócio.

Criação de Marcelo Aversano
da Upper Propaganda
Não estou dizendo que este modelo sirva à todos. Estou sugerindo que reflitam.

Em breve trarei mais detalhes para levar consciência e entendimento sobre o que precisamos ou não em nosso "pacote".

Vão pensando. Até breve!

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Dia da Mulher

O Dia da Mulher foi instituído para homenagear os diversos movimentos daquelas que se posicionaram e brigaram por várias causas e não apenas por aquelas que morreram no tal incêndio. Cuidado com o que tentam lhe convencer. Leia aí como foi que definiram o dia da mulher.

Mas... li noutro dia uma matéria sobre uma mulher que estava sendo perseguida em redes sociais porque declarou que detestava ser mãe. Corajosa ela.

Vi em seu depoimento um pouco do que eu mesma vivi e compreendi o seu desabafo. Os hormônios, as horas de pouco sono, as emoções de ter um ser que depende de você 24 horas por dia quando é bebê, a responsabilidade de educar(para sempre), o medo de que algo de ruim ocorra...nossa. É muito desgaste para qualquer SER HUMANO. Mas a mulher não pode falar né gente?! Tem que aguentar CALADA.

Conheço mulheres que batem no peito e dizem que aceitam o seu papel de mãe, blá, blá, blá, mas na primeira necessidade de serem acolhedoras e compreensivas (como qualquer ser humano deve ser), julgam ou ainda condenam os filhos porque eles não fazem do jeito que elas acham melhor. 

Gosto muito do posicionamento da Lya Luft quanto a este assunto. Se puderem leiam mais sobre ela. Ajuda muito a ver que não estamos sozinhas.

Rezo aqui e agora para que nos libertemos do roteiro que escreveram para nós. Que nossos testemunhos não sirvam ao booling de nós mesmas e sim ao conhecimento para quem está a frente, que possamos avaliar tudo isso antes de assumirmos papéis que não temos nenhuma inclinação ou aptidão. Que respeitemos nossos desejos e limites.

Há muita cobrança a respeito do papel da mulher: que temos que ser fortes, vitoriosas, poderosas. Mas se a nossa escolha não é sermos heroínas que assumem a responsabilidade dos 3 turnos caladas, que tenhamos direito ao grito, e que não sejamos vistas como menores, as "desertoras" simplesmente por não engolir a insatisfação.

Que possamos decidir por querermos ou não sermos mães, profissionais funcionárias ou liberais, do lar, atletas, voluntárias, missionárias... e que se nossas experiências não nos fizeram felizes que possamos declarar nossa frustração sem sermos recriminadas ou julgadas

Todas nós quando assumimos responsabilidades certamente tentamos fazer o nosso melhor, mas pode ser pouco para ficar excelente e a sociedade não está disposta a pegar leve na "qualidade" de nossas entregas. 

Devemos no entanto estarmos prevenidas com relação aos discursos demagogos que podem advir desse posicionamento e que saibamos exatamente como nos posicionar se alguém desejar nos atribuir culpa sobre nossas escolhas e sentimentos.


Aí sim, teremos motivos para comemorar o "dia da mulher", fazendo valer nossos posicionamentos e defendendo os nossos direitos: direitos inclusive de não querer exercê-los.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Às mães e avós de primeira viagem!

Quando tive minha primeira filha não estava preparada para as emoções que viriam. Ela chorava e eu também. Ela se sentia insegura nos meus braços e eu também. Não fosse minha mãe para apoiar-me sei lá o que teria sido. 
Fico pensando nas minhas amigas que tiveram filhos e que não puderam contar com suas mães. É muita emoção de uma vez e o desiquilíbrio trazido pelos hormônios e a responsabilidade por uma vida são extremamente grandes.

Acredito que toda mãe de primeira viagem tenha a sensação de que não dará conta: nem das emoções e nem de manter a criança viva. 

Perdi a conta de quantas vezes cutuquei minha filha no berço para saber se estava respirando. E fiz o mesmo quando tive meu segundo. Isso não passa. Sono de criança é tão profundo que as vezes a gente duvida. Vai dizer que estou mentindo?!

Depois a separação da criança  no retorno ao trabalho após a licença maternidade. Se de um lado sentia falta do trabalho, de outro a ausência dela nos meus braços, a amamentação e o cheiro do bebê prometem explicar o que é saudade. Quase morri de tristeza. Mas dizem que para ela é ótimo conviver com outras. Tomara.
As despesas que se seguem com berçário, fraldas, alimentação, leite, remédios e as jornadas de levar, buscar e etc...difícil. É uma nova rotina que também era iniciante. 

A todo momento fui provada quanto ao egoísmo e visão centrada em mim mesma de outrora. Nunca mais fui a mesma. Durante os primeiros anos do bebê não havia outra prioridade em minha mente. 

Há um grande desgaste emocional. Culpa se vai ao trabalho, culpa se falta à ele para cuidar de uma doença ou acidente do bebê, correndo o risco de uma demissão. Se ele cai e se machuca à um passo de você e não conseguiu evitar...culpa, culpa, culpa.

Noutro dia li uma reportagem que dizia que algumas mulheres começaram um movimento bem interessante. Segundo a matéria elas fizeram contas e optaram por reduzir ou excluir alguns hábitos e necessidades que geravam despesas para que pudessem acompanhar o crescimento dos filhos. Voltaram para a casa e como nossas mães no passado se dedicam aos seus bebês. É uma escolha consciente e que busca acompanhar os anos mais importantes da vida da criança. Que lindo. 

Mas, em tempos de crise nem todas podem fazer o mesmo, pois mal conseguem dar conta das despesas básicas. Fase difícil e longa onde todo o suporte é pouco. Como não pude abrir mão do trabalho, busquei dedicar-me à carreira para que tudo que fosse essencial à educação que queria dar-lhe acontecesse. 

Se você é mãe quero lhe recomendar que acredite que esta fase difícil vai passar e que tome cuidado com a demasiada atenção que dá ao trabalho. O tempo não volta. Curta o seu bebê. Quando em casa, esqueça tudo o mais. Faça valer a qualidade deste momento.

Se você tem ajuda, da mãe, da sogra ou de uma pessoa, que nunca vai remunerar o suficiente pelo carinho que entrega ao seu bebê, o que pode fazer é agradecer e ouvi-la! Ela quer o seu melhor e para o seu bebê.

O tempo passou e os meus filhos cresceram e sobreviveram à tudo, junto comigo. Tudo deu certo.
Aguardo calmamente o momento de ter um neto nos braços, quando poderei devolver a atenção que minha mãe deu aos meus filhos. 
Se você é avó, não perca a oportunidade de viver este momento sem as inseguranças da sua primeira maternidade. Entregue o seu amor à sua filha e seus netos. Não há nada melhor que deixar de legado o reconhecimento de ter sido uma vó carinhosa e participativa. Tudo passa e os momentos felizes valem mais do que ter razão. Seja compreensiva com as inseguranças dela como a sua mãe ou babás foram com as suas.

domingo, 17 de janeiro de 2016

O dom da oratória e o stand up



Ao apreciarmos alguém com habilidades de oratória podemos correr o risco de esquecer de que o mais importante é o que se diz, qual a idéia que se defende, porque ao contrário disso não haverá ninguém disposto a ouvir discursos, porque são vazios. 

Hoje essa habilidade é exigida por diversas profissões. Há quem acredite que o fato de não ser um palestrante, político ou instrutor de treinamento, que isto não lhe será exigido. 

Hoje é preciso "discursar" para marcar ou defender o seu lugar no mundo, seja para uma função em ambientes corporativos que pode se apresentar numa pergunta numa reunião com toda uma diretoria, até para investidores num projeto humanitário. 

Quem o está ouvindo precisa ser convencido de sua idéia, do que se ganha, o que se perde e etc. Não estou falando aqui de falar alto ou a frente, num microfone, num auditório ou estádio lotado, ou ainda para uma câmara de vídeo. Estou falando do dia a dia, quando você encontra um público hostil ou pouco sensível ao que você defende ou deseja "vender", mesmo que sejam risos.

Isso levou-me à uma lembrança antiga onde, meus irmãos e eu sentávamos à frente de um primo  "nerd" carioca - Claudio Cordeiro, que na época tinha entre 5 e 6 anos, para ouvi-lo reproduzir aquilo que decorava das estórias infantis.

A Disney lançou na época uma coleção de estórias contadas em discos de vinil coloridos e pequenos. Lindos. A preferida dele era: "Os três porquinhos e o lobo mal". 

Pois bem, ele empostava a voz e entonava cada personagem, mudando as vozes, repetindo a respiração, fazendo o som do vento ao soprar e derrubar as casas imaginárias...como no disco. Mas não pense que falava algo errado...não senhor...repetia o  texto perfeitamente....sem gaguejar... numa verdadeira prova para ganhar o papel principal de uma das peças de William Shakespeare. Ele levava muito a sério.

E começava com seu sotaque carioca:

"Era uma veissss, no fundo da floresssta, viviam os treissss porquinhossss perseguidos pelo lobo mal....."

Quando o trecho da estória permitia que o sotaque carioca se acentuasse nós(os primos paulistanos que não tem sotaque "né meu" hahah) caíamos na risada, o que o deixava muito nervoso. Ele tentava continuar mas dado que as gargalhadas não cessassem ele ameaçava: 

   - Fiquem quietossss senão eu começo tudo outra veissss". 

hahahah...aí sim ninguém aguentava hahaha....e o que tinha começado com a disposição em deixá-lo discursar já não permitia que ninguém mais o ouvisse...hahaha. Nossa mãe e minha tia(Tia Martha querida) se juntavam a nós nas gargalhadas o que o deixavam ainda mais nervoso. Nossa...saía pisando duro! Coitado! O orador estava morto e desempregado!


Hoje com tantos shows stand up's fico pensando que já naquela época ele começou isso usando-nos como cobaias, sem usar um só palavrão...e  se pudéssemos dar um nome à esta série seria: "Do drama ao humor - parte 1/parte 2" hahah


Suas histórias de hoje fazem com que todos parem para ouvi-lo. No seu olhar há sempre um sarcasmo com as situações do cotidiano e dos personagens da vida real (o ancião de Pedra de Guaratiba por exemplo) que os programas humorísticos não conseguem naturalmente repetir. Muitas gargalhadas ainda são dadas ao seu entorno. Ele é engraçado por natureza. Sua habilidade de oratória já se manifestava aos cinco anos, embora sua veia fosse mais dramática do que engraçada como agora. Mas estava lá, latente. 

O que quero dizer é que o discurso tem que ser verdadeiro, você deve fazê-lo com sua verdade, seja sério, seja comovente, seja introspectivo, pois assim ele tocará o sentimento das pessoas. Você poderá aprender alguns truques em alguns cursos mas somente a sua verdade e naturalidade irão tocar o coração delas. Não se engane. 

Beijão primo, obrigada pela inspiração! hahahah!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Caminhando ao Lado

Muitos são os caminhos da vida. Muitas são as formas de estar juntos ou separados.

Muitas vezes nos sentimos sós e por vezes nossas opções na vida, decisões estas que tomamos há muito tempo, nos impedem de seguir para a direção que gostaríamos.

A ausência é algo relativo, porque escolhemos onde queremos estar todo o tempo. Se queremos, lá estamos. Se não queremos, não, mesmo que fisicamente possa ser palpável. Estamos onde o nosso pensamento está.

Caminhar ao lado não significa que possamos estar perto, próximos o suficiente para que o outro possa sentir a nossa presença. Caminhar ao lado é um estado de consciência que gera um
a sintonia cuja energia encontra o outro...temos certeza de que o outro está lá....talvez olhando para a lua de ângulos diferentes.

Há uma força que faz com que as coisas se encaminhem, que os caminhos se abram e  que todos os obstáculos se dissolvam...caminhar ao lado é tornar a cadência tão precisa, que por vezes pareça ser apenas uma sombra que nos acompanha....tão juntos estamos. Sinta!!!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Mais mistérios da lavanderia

Não sei se você sabe, mas tem uma fada que mora lá na lavanderia. É sim gente!!! 
Vai dizer que todo mundo vê como toda roupa suja chega na lavanderia?!
E depois como é que ela vai e sai da máquina de lavar pro varal? e depois que seca quem a tira de lá?

E o mais fantástico: como ela aparece toda passada nas gavetas e nos cabides dentro do guarda roupa?!

Hahaha, Lembro da "Jennie - é um gênio" - uma série fantástica onde uma "gênia" saía de dentro da garrafa - e em piscares de olhos cuidava de todas as coisas que ninguém queria (e quer) fazer: arrumação de casa, comida todo dia, supermercado, etc, etc, etc.

Me lembrou também de uma amiga mineira que veio morar em Sampa com a transferência da empresa e ao ser convidada para um happy hour com o pessoal do escritório, recusou o convite com a seguinte alegação: "hoje não posso, marquei meu nome lá na lavanderia e tenho de ir pra casa". 


Hahahah, me lembro da minha própria gargalhada àquela desculpa... que era a mais esfarrapada do mundo....e de depois ser surpreendida pelo entendimento que o lugar onde ela morava compartilhava a lavanderia com vários apartamentos... então, tinha de ser feita a reserva!




Não tem graça nenhuma....desculpa amiga...coitada da fada!!!

sábado, 5 de dezembro de 2015

O Leão que come meias!



Quem já não ouviu falar do sumiço de um dos pés de meias nas máquinas de lavar?! 

Pode ser um conto, mas a verdade é que há algo estranho acontecendo por lá e ninguém nunca conseguiu entender....exceto minha sobrinha. 

Quando meus filhos eram pequenos morava numa cidade pequena próxima à São Paulo. Apesar da proximidade do grande centro, Jundiaí mantinha muitas características da vida interiorana. Meus filhos puderam ir a pé para a escola, jogaram bola na rua de noite com as crianças vizinhas, enfim, viveram de certa forma alguns privilégios que a minha geração gozou.

Nesta ocasião, meu marido e eu tínhamos o hábito de levar pra lá meus sobrinhos para passar um fim de semana ou até alguns dias nas férias. Era uma bagunça mas tenho certeza que na memória deles ficaram marcados os bons momentos que vivemos. Eu sinto saudades. O tio era muito paciente.

Numa dessas vezes, minha sobrinha Fernanda, então com uns cinco anos, contou-me uma história incrível.

Estava eu fazendo almoço e as crianças brincando na casa. Corriam entre os cômodos, saindo por uma porta e voltando pela outra. Daí ela pára na cozinha e diz:

- Tiiiiiaa, posso te contar uma coisa?

Dado que ela tinha hábito de esticar as palavras quando ia mentir ou ainda de contar as brigas que tinha com os primos (e eu não alimentasse esse tipo de discussão) respondi:

- Fernanda, se você tá vindo contar briga com os seus primos pode voltar de onde veio!
- Não tiiiiiaa, eu quero contar uma história que aconteceu comigo, meu pai e minha mãe!
- Ah tá...então pode contar. O que foi que aconteceu? conta pra mim.

Parei de cozinhar, ajoelhei-me diante dela e fiquei olhando nos seus olhos. Toda criança merece este respeito.

- Um diiiia, eu fui no zoológico com o meu pai e minha mãe e a gente tava passeando lá e aiiiií....(levantou as sobrancelhas e revirou os olhos como sempre fazia quando mentia)...e aiiiií...(silêncios infindos)...e aiiiií.... VEIO UM LEÃO E COMEU MINHA MEIA.

- Sai daqui Fernanda com essa estória!

Ela saiu sacudindo os ombros de tanto rir e por ter me feito parar de cozinhar para prestar atenção àquele conto fantástico que ela acabara de inventar e que por alguns momentos não sabia como terminar. Sempre me enganou.


Passados tantos anos e hoje a vida esteja temporariamente nos afastado fisicamente, fico pensando se aquele Leão lá do zoológico não é primo ou um parente distante daquele bicho que mora na máquina de lavar e está nas lavanderias, repetindo o apetite que minha sobrinha tentava me alertar.

Será?! Fê você não estava mentindo pra tiiiia?!

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

My Way

Sempre que ouvi essa música do Frank Sinatra na voz do Elvis me remeti ao meu jeito de fazer as coisas.

Muitas vezes me comprometi com muito mais que tinha condição de entregar... muitas vezes assumi responsabilidades que não eram só minhas... muitas vezes magoei pessoas à quem queria bem...muitas vezes fui magoada por elas. Tudo isto por causa da forma que tenho de levar a vida e os meus compromissos.


A tristeza, a incompreensão e a solidão são os sentimentos que tenho de experimentar por não ter aprendido ainda a fazer de outro jeito.


A minha lição ainda não está completa e aprendida. Há muito para melhorar em mim mesma.


Mortal é o que sou!


Para quem não conhece a música, acesse o link

domingo, 19 de julho de 2015

Amor de Irmãos homens !

Meus três irmãos mais velhos foram meus primeiros exemplos, fora meu pai, do comportamento masculino. Um diferente do outro no entanto me fizeram entender, desde cedo, que não dá pra generalizar.

Minha mãe nos protegia da tirania do mais velho que nos chamava de "os cocozinhos da Dona Milian", Ele tentava nos submeter(as irmãs) aos desmandos, que sua condição evolutiva parecia ter lhe colocado. Lembro algumas cenas: Com os dedos invertidos e entrelaçados ditava e já nos colocando em dor de joelhos, ditava: "Me chama de meu rei", "Diz que sou seu mestre"...e nós, preservando os ossos repetíamos, obedientemente, tudo que ele mandava.

Um pouco mais tarde e tomando tamanho e velocidade para fugir da força bruta, minhas irmãs e eu, 
Resultado de imagem para amor fraterno tumblrcrescemos provocando-o à distância...ridicularizando a autoridade que ele nunca alcançou, hahah. Costumo dizer que lá em casa as mulheres são mais bravas que os homens. Hoje somos muito amigos, apesar dele achar que nossa mãe é mais dele do que dos outros! hahah

O irmão do meio gostava de dançar e nos ensinou muitos passos. Na adolescência assistiu oito vezes os "Embalos de Sábado a noite" para aprender com John Travolta. Não tinha internet não e nem canal de assinatura gente!!! Ele pagou por cada ingresso no cinema e levada para as pistas, nos fins de semana seguintes, o que aprendia nas telas. Lembro de uma bronca que ele levou do meu pai quando voltamos(ele e eu) de madrugada e encharcados da chuva, sem ter avisado ao telefone fixo, onde estávamos. Coitado. Assumiu sozinho a culpa conjunta e nesse momento não puxei pra mim parte da responsabilidade. Fiquei no alto da escada, escondida, ouvindo a lição de moral que meu pai lhe aplicava: "Você é mais velho e tem que dar exemplo...sua irmã sai da faculdade com você e vai pra danceteria e você esquece da hora do último ônibus? Ainda sai debaixo dessa chuva e chama isto de diversão?!...bla bla bla". Tinha na dança prazer paralelo ao que sinto até hoje com a música. Fomos muito amigos e companheiros no gosto pelos bailes, azaração e dança. Saudades desse tempo. Esse morreu num acidente doméstico aos 50 anos em 2011.

O último irmão, mais caseiro, gostava de ver televisão e de conversar nos antigos rádios de baixa frequência. Era capaz de passar o fim de semana inteiro vendo : "Perdidos no Espaço", "Terra de gigantes", "Tom e Jerry", "Chaves"...não sabe o que são estes seriados?! Então você não tem cinquenta anos, hahah. Dono de uma voz grave lindíssima, quando os Karaokês arrebataram os jovens a música ele subia lá e não deixava nada a desejar às interpretações de Tim Maia. Guardou seu dom e o entregou ao filho, que hoje começa uma carreira promissora com o mesmo timbre. 


O amor de meus irmãos homens ensinou-me as desculpas esfarrapadas dadas às namoradas que eu deveria desconfiar; que os amigos deles não deviam namorar conosco sob ameaça de morte; que sempre haveria alguém pra compartilhar um gosto por filmes, ou passos de dança sob a luz estroboscópica, ou ainda o ombro amigo nas perdas comuns que a vida nos submeteria.

Amor de irmã é outra coisa, mas este fica pra outro momento!