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Quem sou eu

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Durante 25 anos apoiei a formação de equipes e líderes, bem como busquei ser uma pessoa melhor, respeitando meus valores e mantendo um posicionamento ético diante da vida. Neste momento me entrego à minha missão de vida. A vivência adquirida até aqui me levou à uma visão crítica da maturidade dos ambientes corporativos em pequenas, médias e grandes empresas, bem como dos comportamentos que possibilitam estratégias eficazes para alcance de resultados e formação de equipes altamente produtivas e colaborativas. Minha busca é para que as pessoas busquem seu empoderamento e tenham as rédeas da própria vida nas mãos, perseguindo a felicidade como sua principal meta. Esta formação se dará através de consultorias e treinamentos comportamentais, workshops, palestras motivacionais e personal e/ou professional coaching.
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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Vander Lee - Mais um "Romântico em Extinção"

Fomos surpreendidos com a morte precoce de Vander Lee. 50 anos. Coração.
Perdemos um dos melhores poetas brasileiros da nova safra. Não conhece?! Que pena.

Alguns de seus versos ficam ecoando em sua despedida:

"A vida anda louca, as pessoas andam tristes, meus amigos são amigos de ninguém"/
 "Eu queria viver morrendo em sua teia / Seu sangue correndo em minha veia / Seu cheiro morando em meus pulmões / Sou pista vazia esperando aviões", "Românticos são loucos desvairados, que querem ser o outro, que pensam que o outro é o paraíso...e passam a noite em claro e conhecem o gosto raro de amar sem medo de outra desilusão" / "Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores, refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores..tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores, tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho, tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho, tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho ...escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho, estou podando meu jardim, estou cuidando bem de mim".
Fui com uma amiga num show dele em 2011, no dia seguinte ao falecimento de meu irmão. Obrigada Aparecida Costa pela companhia em hora tão difícil. Coincidência ou não, meu irmão também tinha 50 anos quando se foi. Quando ele cantou essa eu desaguei toda a minha indignação com aquilo que fazemos da vida porque achamos que temos tempo. 

Lá eu tomei as rédeas de minha vida para defender os valores que acredito. Para isso os poetas nos servem... transformando aquilo que sentimos em letras e músicas para acalentar nosso coração e embalar nossos sentimentos. Mas também para nos emocionar e nos motivar.
É Vander Lee... Vá com Deus. Obrigada por todas as emoções que me fizeram ser mais humana, mais romântica, mais gente!

terça-feira, 26 de julho de 2016

Vim falar de homens e não apenas de pais


Vim falar de HOMENS e não apenas de PAIS.
Vim cumprimentar aqueles que além de se sentirem responsáveis pelas tarefas que envolvem a paternidade (natural ou escolhida), DESEJAM fazer parte dela, vivê-la em sua plenitude. SÁBIOS é o que são.


Vim homenagear aqueles que acompanham a maternidade e respeitam o que os hormônios fazem com o humor, emoções e o corpo daquela que ama; que curtem a escolha do enxoval e dos móveis(aqui ou no exterior) carregando toda a tralha sem reclamar; que se levantam quando o bebê acorda na madrugada; cuidam de pentear os cabelos e vestir o uniforme naquela criança ainda sonolenta; que carregam sacolas de fraldas, roupas e mamadeiras,
além do próprio neném com a cabeça encaixada entre o ombro e o pescoço, compensando em seus braços e força nas pernas, o outro pêso que vai na outra barriga - mais um filho - verdadeiros HERÓIS é o que parecem.

Vim cumprimentar aqueles que mesmo separados da esposa, tem tempo para ouvir aquela que amou e se faz amigo dela; que dá um conselho com carinho para ajudar na educação dos filhos; que acompanham as reuniões escolares; que dividem ou assumem as despesas quando podem, mesmo não estando lá no dia a dia; que levam ao médico e aos passeios porque nem tudo é tristeza; que não esquecem os dias comemorativos, seja como for! PRESENTES é como estão.

Vim solidarizar com aqueles que mais tarde respeitam as escolhas dos filhos. Que entendem o arbítrio mesmo que discordem, sofrendo antecipadamente o que a experiência lhes antecipa, mas não se limitando pois presumem (ou rezam fervorosamente) para que o tempo tenha mudado o rumo de suas certezas e poupem suas crias do sofrimento. é o que lhes sustenta.

Vim prestigiar os homens que precisaram assumir sua família INTEIRA, todos eles, como filhos pelos infortúnios da vida. Que apesar ou além dos filhos biológicos não negam a missão dos outros (pais, irmãos, sobrinhos e netos) do coração. ABDICAÇÃO é sua vida.


Por fim, vim lembrar as saudades do meu pai, que mesmo pertencendo à gerações machistas, fez tudo isso sem se preocupar com os julgamentos e deixou em mim a certeza de que eu saberia escolher aquele que seria não apenas o meu companheiro de jornada mas o pai daqueles que Deus nos confiaria! 
BRAVO para ele também!


domingo, 19 de junho de 2016

Carreira: Que valor você dá ao networking?

Todos ouvimos sobre o valor do networking mas você cuida do seu?!

Quem você pode considerar que está lá e como você garante que ainda são suas conexões ? 
Essas pessoas, todas elas, sabem o que você está fazendo hoje?
Onde você deixa claro suas competências e como as atualiza para que elas potencializem os mercados onde pode atuar?

Pois é. A maior parte das pessoas esquece de publicar nas redes profissionais e sociais o que está fazendo, por onde passa e passou, com quem está conectado, e etc e daí limita o que pode lhe chegar.

Ana, Artesã e Paisagista da Analú Valente Presentes.

Quinta feira agora, as 8:00h da manhã, estive no encontro proposto pela Gladis Costa fundadora do Grupo Mulheres de Negócios do Linkedin. Este grupo possui neste momento 6.328 integrantes e pasmem, entre eles 300 homens interessados em fazer negócios com mulheres.



O encontro se deu num café da manhã numa dessas padarias que paulistas adoram (St Etienne), e além de conversar e fazer novos amigos aproveitamos para degustar as coisinhas de lá.

Cada participante teve seu espaço para falar do que faz e trocamos idéias sobre vários assuntos. Confesso que as histórias hilárias que são contadas sobre a vida no geral, encontros inusitados no trabalho, nas visitas comerciais e até fatos da vida pessoal que alguns se dispõem a compartilhar me fazem acreditar de que as relações humanas estão além dos canais de email, celulares e Whatsapp's. Muito divertidas as conversas.


Os apertos de mão, os olhos nos olhos e os cartões de visitas trocados entre nós, bem como os compromissos  assumidos de sempre pensar naqueles que acabamos de conhecer quando uma oportunidade nos chegar com o perfil daquele "ex-estranho", me dão certeza de que cada vez mais que somos uns pelos outros.


Pessoas das áreas de consultoria organizacional para pequenas e médias empresas, marketing, assessoria e comunicação, comércio eletrônico, artesanato, jardinagem, coaching, treinamento e desenvolvimento, cosméticos e muito mais que não deu tempo pra explicar, trouxeram muitas visões diferentes.

Valéria Rocha que atua no comércio eletrônico de Roupas Infantis.

Adriana Cavalcanti da área de Comunicação
e Tânia Magalnic que atua como Business Development

Em época de crise e menos oportunidades, muitas delas sequer são anunciadas. Estão restritas às indicações nas redes de relacionamento pessoal e profissional. 


Então, se somos convidados a participar de grupos, fóruns e a conhecermos pessoas que podem potencializar nossas oportunidades, que participemos, que prestigiemos estes momentos e que posteriormente os divulguemos para que isto alcance aos outros que não puderam estar lá pelos compromissos assumidos ou ainda porque ainda não estavam conectados.


Ah sim, sempre temos pessoas generosas sorteando algo interessante para as participantes. ADORO isso (hahahah) e desta vez tive sorte. 


Obrigada Celso pelo livro Qualidade Total - Organizações Excelentes. 

Celso Estrella e Luiz Antonio Gentile Jr atuam no suporte às pequenas e médias empresas, dentre outros serviços de apoio organizacionais.






Célia Regina Menezes e Regina Figueira são da área de cosméticos e presentearam a sortuda Carla Caldas que é da área de Marketing





E o livro da nossa patrocinadora Gladis Costa 

foi dado justamente à quem, em São Paulo, 

consegue chegar antes do horário ao encontro, parabéns Regina!


Vera Lúcia Rodrigues da área de Assessoria e Comunicação também esteve conosco. Obrigada Vera por sua contribuição e idéias que possibilitarão mais negócios intra e extra grupo.



Ah sim, o café? 

Estava ótimo também! Podem ir lá, 

NÓS TODOS RECOMENDAMOS, HAHAH!

domingo, 12 de junho de 2016

Que amor é este?!

Algumas pessoas duvidam do amor, sofrem por ele e outras desprezando-no. 
Algumas poucas o reconhecem e o alimentam.

O amor não é uma competição para saber quem gosta mais, quem demonstra para os outros  (de fora) o que sente, pois ele se alimenta da constatação de quem se esforça diariamente, que cede pela felicidade daquele que diz amar, silenciosamente, discretamente... quando não há ninguém assistindo, nas pequenas coisas...nas demonstrações mais sinceras de dedicação, de cuidado.


Poucos reconhecem e valorizam o amor. Alguns passam a vida sem vivê-lo efetivamente naquilo que é mais precioso: na mente. Ter alguém vivo no pensamento ou alguém para quem voltar é um privilégio. 


Um doce acalento que a vida ensina a valorizar. O sentimento morno e contínuo que enche o coração...que o torna valente e destemido diante das dificuldades da vida. 




quarta-feira, 8 de junho de 2016

Intuição ou Instinto: Não Importa. Ouça!

Somos todos intuitivos e instintivos, em maior ou menor grau. 

Algumas vezes, por uma razão qualquer, um pressentimento nos alcança. Isso é intuição. Ele fica ali, martelando, batendo, ocupando espaço. Pode tardar mas não falha, prenuncia algo que nós "já sabíamos". A idade faz isso com a gente: alerta. A experiência da vida ensina a perceber os sinais, as energias e a enxergar muito antes o que vai acontecer. É racional,..quase palpável. Por isso os mais velhos "adivinham" o que vai acontecer ali na frente. É o formato, ou a camada que pressupõe o resultado.

O instinto é coisa animal, é pela sobrevivência mesmo. Fazer sem pensar, pela sua natureza. Esse não é racional, percebido. Agimos por reflexo, sem domínio consciente. Nada nos impede.





O que nos diferencia dos animais?! É esta percepção e a possibilidade de preservar a vida e nossas conexões?!




Que tenhamos maturidade para OUVI-LOS E PERCEBÊ-LOS!

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Mogly - O Autoconhecimento do Menino Lobo

Hoje estive no cinema. Mogly - O menino lobo, da disney, em 3D.

Lembrei-me das inúmeras vezes que vi Rei Leão quando meus filhos eram pequenos. Penso que os desenhos da Disney devam mesmo lotar salas e gerar bilheterias milionárias, tal qual o cuidado que eles tem na geração dos diálogos e a preocupação de levar as pessoas à reflexão...seja em que idade for. Os desenhos da Disney não são apenas para crianças. Prestem atenção ao moral da história.

Fiquei impressionada não apenas com a qualidade de arte e tecnologia trazidas num mundo exuberante de faz de conta digital, mas com a capacidade de trazer para as telas a busca pelo autoconhecimento a que Mogli é submetido durante uma fuga que lhe é imposta, mas que ele nunca desejou.

São cenas que colocam questionamentos muito ricos sobre como nos organizamos para formar grupos; de como a nossa identidade pode ser questionada a todo tempo por não sermos iguais aos outros; a como podemos não ser reconhecidos como parte de um grupo mas o quanto o sentido de pertencimento faz com que arregacemos as mangas e façamos o que precisa ser feito... muitas vezes em nome daqueles que não se apropriam da responsabilidade....da estratégia que possibilita que a batalha seja vencida por quem aparentemente parece mais frágil: a força da inteligência e a coragem.
Frases de impacto: 

"Quantas vidas valem o filhote do homem?"
"Você não é um lobo, então lute como um homem" 
"A força do lobo é a alcateia"

Muito lindo e rico. 
Não sei se isso tudo estava lá dessa forma, mas foi assim que senti. Somos nós que escolhemos a que grupo queremos pertencer, como fez o menino. Obrigada Disney.

sábado, 7 de maio de 2016

Tia Miriam - A Mãe de tantos!

Nossa mãe não pôde estudar o quanto desejava. Completou o quarto ano primário. Mas transmitiu muito bem os valores essenciais da vida, nos fazendo entender que as escolas transmitem conhecimento, educação a gente tem em casa. Meus irmãos e eu sabemos muito bem o que é certo e errado.


Há muitas formas de ser mãe. A nossa, Dona Milian (com L mesmo, embora todos pensem e digam R), optou por ser do jeito convencional. Casou-se, engravidou quatro vezes até que eu pudesse nascer e depois de mim, outras duas filhas. Em oito anos, teve seis filhos. 

Imaginem a fase de fraldas e mamadeiras. 



Tive dois filhos e penso que no passado as mulheres eram mais corajosas.
Mas adotou muitos outros em sua jornada que sempre estão por perto.
Foi e é uma mulher paciente e trabalhadora. Adora crianças e até hoje a sua maior alegria é ver as suas crianças (hoje na casa dos 50 anos), dos seus netos (na casa dos 20 anos) e da sua bisneta (perto de completar 2 anos), ao seu entorno.

Muitas vezes livrou-nos da rigidez do meu pai, protegendo-nos das explosões que eventualmente sua carga de trabalho lhe causava. Coitado.

Em minhas memórias mais representativas a vejo chegar dirigindo uma kombi nos anos 70 e carregando não apenas os seus filhos, mas todos os outros que os pais entregavam à ela, em confiança, para os passeios mais insanos: Centro Esportivo Municipal na Zona Sul de São Paulo, Parque do Ibirapuera, Zoológico e tantos outros. Minha mãe foi uma mulher moderna apesar da sociedade estranhar sua independência.

Mas não pense que ela se contentou com o rótulo "do lar" que as mães que optam por cuidar dos próprios filhos levam... ao invés de dedicar-se à outras carreiras. Minha mãe fez crochê, tricô, ponto cruz, vendeu Avon e Natura de porta em porta,  pintou quadros, teve loja e escola de artesanato....nunca a vi sem uma ocupação e sem a condição de comprar as suas e as nossas lingeries. Sempre tínhamos uma roupa nova para as datas comemorativas. Minha mãe é vaidosa e com ela aprendi de que não se sai de casa sem pentear os cabelos ou passar um batom.

Com ela aprendi a ouvir Nelson Gonçalves, Lupicínio Rodrigues, Noite Ilustrada, Ray Connif com as grandes orquestras e tantos outros que só me fizeram entender o quanto a música pode traduzir a felicidade, a grandeza e as tristezas de quem viveu.


Minha mãe recebeu nossos amigos na infância e adolescência como se fossem sobrinhos dela e muitos deles ainda a chamam de "Tia Miriam". Mundos de comidas e louça pra lavar, hahah.


Depois nossos namorados e namoradas...sabe as datas de aniversário de seus genros, noras, netos e bisneta de cor...o ponto cruz preservou a sua memória. Graças a Deus.

Todos que a conhecem a admiram e para nós isso é um orgulho.

Dona Milian ficou viúva cedo e pensamos, apesar de ter saudades de nosso pai, que ela merecia um companheiro a vida toda...mas, a vida não foi assim.

Por tudo que somos....por tudo que nos ensinou...pelo privilégio de tê-la por perto com saúde por tantos anos, para aproveitar o que é melhor nessa história toda: os bons momentos, nós agradecemos a Deus!

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Dia da Mulher

O Dia da Mulher foi instituído para homenagear os diversos movimentos daquelas que se posicionaram e brigaram por várias causas e não apenas por aquelas que morreram no tal incêndio. Cuidado com o que tentam lhe convencer. Leia aí como foi que definiram o dia da mulher.

Mas... li noutro dia uma matéria sobre uma mulher que estava sendo perseguida em redes sociais porque declarou que detestava ser mãe. Corajosa ela.

Vi em seu depoimento um pouco do que eu mesma vivi e compreendi o seu desabafo. Os hormônios, as horas de pouco sono, as emoções de ter um ser que depende de você 24 horas por dia quando é bebê, a responsabilidade de educar(para sempre), o medo de que algo de ruim ocorra...nossa. É muito desgaste para qualquer SER HUMANO. Mas a mulher não pode falar né gente?! Tem que aguentar CALADA.

Conheço mulheres que batem no peito e dizem que aceitam o seu papel de mãe, blá, blá, blá, mas na primeira necessidade de serem acolhedoras e compreensivas (como qualquer ser humano deve ser), julgam ou ainda condenam os filhos porque eles não fazem do jeito que elas acham melhor. 

Gosto muito do posicionamento da Lya Luft quanto a este assunto. Se puderem leiam mais sobre ela. Ajuda muito a ver que não estamos sozinhas.

Rezo aqui e agora para que nos libertemos do roteiro que escreveram para nós. Que nossos testemunhos não sirvam ao booling de nós mesmas e sim ao conhecimento para quem está a frente, que possamos avaliar tudo isso antes de assumirmos papéis que não temos nenhuma inclinação ou aptidão. Que respeitemos nossos desejos e limites.

Há muita cobrança a respeito do papel da mulher: que temos que ser fortes, vitoriosas, poderosas. Mas se a nossa escolha não é sermos heroínas que assumem a responsabilidade dos 3 turnos caladas, que tenhamos direito ao grito, e que não sejamos vistas como menores, as "desertoras" simplesmente por não engolir a insatisfação.

Que possamos decidir por querermos ou não sermos mães, profissionais funcionárias ou liberais, do lar, atletas, voluntárias, missionárias... e que se nossas experiências não nos fizeram felizes que possamos declarar nossa frustração sem sermos recriminadas ou julgadas

Todas nós quando assumimos responsabilidades certamente tentamos fazer o nosso melhor, mas pode ser pouco para ficar excelente e a sociedade não está disposta a pegar leve na "qualidade" de nossas entregas. 

Devemos no entanto estarmos prevenidas com relação aos discursos demagogos que podem advir desse posicionamento e que saibamos exatamente como nos posicionar se alguém desejar nos atribuir culpa sobre nossas escolhas e sentimentos.


Aí sim, teremos motivos para comemorar o "dia da mulher", fazendo valer nossos posicionamentos e defendendo os nossos direitos: direitos inclusive de não querer exercê-los.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Profissionais de Recursos Humanos?! Mesmo?!

Vejo muitas pessoas escrevendo dicas para que o candidato se saia bem numa entrevista, o perfil profissional num site pessoal deixando o curriculo do passado e tantas outras dicas importantes, mas vejo pouco cuidado para dizer aos selecionadores o que esperamos deles. O quanto seu feedback é importante para nós. Vejo muitas críticas à eles aqui e ali, mas o que esperamos não deixamos claro.

Pessoalmente tive sorte, encontrei mais profissionais preparados do que despreparados para esta missão. Mas não é assim que tenho visto com pessoas próximas à mim que buscam oportunidade. Se o requisito que não atendemos é comportamental ou técnico, eles tem obrigação de nos informar. 
Muitos destes profissionais de RH parecem não entender a importância do seu papel para o fortalecimento de nossas competências. Neste momento apresentam um comportamento descomprometido, talvez devido à grande oferta de candidatos, os prazos apertados para fechar as vagas e tantos outros argumentos. Se o motivo é um desses estão errando duplamente. Lamentável.

Entendo também o lado do RH. Muitas áreas ao requererem um perfil, na definição de uma vaga  pedem competências que nunca serão utilizadas. Encontrar candidatos que atendam à elas, pelo orçamento e remuneração que oferecem, fazem com que a jornada do RH seja hercúlea. Não encontrarão todas. Muito difícil.

Se posso contribuir, sugiro que estes profissionais de RH sejam críticos na execução de suas tarefas:

  • Dos requisitos exigidos pelas vagas - antes de sair atrás de candidatos, que o RH questione as áreas contratantes sobre o que está sendo solicitado e a efetiva aplicação destas competências nas rotinas que o cargo trará. Se é uma empresa séria estará preocupada em não gerar passivo trabalhista por atribuições de responsabilidade que são de cargos maiores dentro do que as profissões estabelecem e até ao que o próprio plano de cargos da empresa prega.
  • Da remuneração - entendo que as empresas estão sofrendo com a crise mas é preciso que o RH exija discernimento nas competências exigidas se o orçamento que possuem não é competitivo. Que demonstre o que o mercado paga para quem possui todas elas. Sugiro que adeque as competências se não possuem orçamento. Que alerte as áreas contratantes que profissionais com tantas competências, que aceitem esta remuneração o farão por necessidade, mas no momento que houver oportunidade lá fora pelo que elas valem, irão embora, gerando novas despesas de recrutamento e seleção entrando num looping que custa mais do que a adequação da vaga.
  • Do processo seletivo e feedbacks - o RH deve ser respeitoso com os candidatos, mesmo que opte por não chamá-los ao processo. Que siga com os candidatos potenciais, mas que dê feedback positivo à quem foi aprovado pela área, mas também o negativo. Que voltem à reserva de profissionais que participaram (chamados ou não) e dedique um pouco do tempo(por menor que seja) para dar à eles um pouco de dignidade.

Espero ter contribuído de forma clara com aquilo que rapidamente entendo possa manter o nosso respeito àqueles que nos apoiam em nossa recolocação. Meu respeito à área de RH, apesar de tudo! É um momento difícil para todos!

domingo, 17 de janeiro de 2016

O dom da oratória e o stand up



Ao apreciarmos alguém com habilidades de oratória podemos correr o risco de esquecer de que o mais importante é o que se diz, qual a idéia que se defende, porque ao contrário disso não haverá ninguém disposto a ouvir discursos, porque são vazios. 

Hoje essa habilidade é exigida por diversas profissões. Há quem acredite que o fato de não ser um palestrante, político ou instrutor de treinamento, que isto não lhe será exigido. 

Hoje é preciso "discursar" para marcar ou defender o seu lugar no mundo, seja para uma função em ambientes corporativos que pode se apresentar numa pergunta numa reunião com toda uma diretoria, até para investidores num projeto humanitário. 

Quem o está ouvindo precisa ser convencido de sua idéia, do que se ganha, o que se perde e etc. Não estou falando aqui de falar alto ou a frente, num microfone, num auditório ou estádio lotado, ou ainda para uma câmara de vídeo. Estou falando do dia a dia, quando você encontra um público hostil ou pouco sensível ao que você defende ou deseja "vender", mesmo que sejam risos.

Isso levou-me à uma lembrança antiga onde, meus irmãos e eu sentávamos à frente de um primo  "nerd" carioca - Claudio Cordeiro, que na época tinha entre 5 e 6 anos, para ouvi-lo reproduzir aquilo que decorava das estórias infantis.

A Disney lançou na época uma coleção de estórias contadas em discos de vinil coloridos e pequenos. Lindos. A preferida dele era: "Os três porquinhos e o lobo mal". 

Pois bem, ele empostava a voz e entonava cada personagem, mudando as vozes, repetindo a respiração, fazendo o som do vento ao soprar e derrubar as casas imaginárias...como no disco. Mas não pense que falava algo errado...não senhor...repetia o  texto perfeitamente....sem gaguejar... numa verdadeira prova para ganhar o papel principal de uma das peças de William Shakespeare. Ele levava muito a sério.

E começava com seu sotaque carioca:

"Era uma veissss, no fundo da floresssta, viviam os treissss porquinhossss perseguidos pelo lobo mal....."

Quando o trecho da estória permitia que o sotaque carioca se acentuasse nós(os primos paulistanos que não tem sotaque "né meu" hahah) caíamos na risada, o que o deixava muito nervoso. Ele tentava continuar mas dado que as gargalhadas não cessassem ele ameaçava: 

   - Fiquem quietossss senão eu começo tudo outra veissss". 

hahahah...aí sim ninguém aguentava hahaha....e o que tinha começado com a disposição em deixá-lo discursar já não permitia que ninguém mais o ouvisse...hahaha. Nossa mãe e minha tia(Tia Martha querida) se juntavam a nós nas gargalhadas o que o deixavam ainda mais nervoso. Nossa...saía pisando duro! Coitado! O orador estava morto e desempregado!


Hoje com tantos shows stand up's fico pensando que já naquela época ele começou isso usando-nos como cobaias, sem usar um só palavrão...e  se pudéssemos dar um nome à esta série seria: "Do drama ao humor - parte 1/parte 2" hahah


Suas histórias de hoje fazem com que todos parem para ouvi-lo. No seu olhar há sempre um sarcasmo com as situações do cotidiano e dos personagens da vida real (o ancião de Pedra de Guaratiba por exemplo) que os programas humorísticos não conseguem naturalmente repetir. Muitas gargalhadas ainda são dadas ao seu entorno. Ele é engraçado por natureza. Sua habilidade de oratória já se manifestava aos cinco anos, embora sua veia fosse mais dramática do que engraçada como agora. Mas estava lá, latente. 

O que quero dizer é que o discurso tem que ser verdadeiro, você deve fazê-lo com sua verdade, seja sério, seja comovente, seja introspectivo, pois assim ele tocará o sentimento das pessoas. Você poderá aprender alguns truques em alguns cursos mas somente a sua verdade e naturalidade irão tocar o coração delas. Não se engane. 

Beijão primo, obrigada pela inspiração! hahahah!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A ignorância, a burrice e a humildade, o que você pratica na crise?



Quando era pequena e encontrava uma palavra desconhecida ouvia meu pai dizer: Consulte no "pai dos burros". Ele se referia assim ao famoso dicionário da língua portuguesa assinado pelo alagoano Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Aurélio morreu em 1989 com 79 anos. Impressionante e admirável o trabalho dele com relação a este conteúdo!

O dicionário Aurélio me acompanhou a vida toda e talvez tenha sido meu segundo livro de cabeceira para entender tudo o que eu buscava conhecer, não apenas para saber, mas para captar o significado das coisas. Saber é conhecer, ser ou estar informado, entender é outra coisa. Entender é perceber ou reter pela inteligência; compreender, captar, perceber a razão de.

Agora, já consciente da minha responsabilidade, busco contribuir com o entendimento das coisas à quem está próximo de mim. 

Por isso quero falar de dois conceitos que tem perseguido as pessoas em fase de crise e que poucas se dão conta efetivamente do que são: 



Ignorância: "Substantivo Feminino : estado de quem não está a par da existência ou ocorrência de algo; e estado de quem não tem conhecimento, cultura, por falta de estudo, experiência ou prática."




Burrice: "Substantivo Feminino : qualidade, caráter ou condição de burro ('falta de inteligência'); asnice, burreza, burriquice./ ação própria de burro ('falta de inteligência'); maneira de se comportar de burro (desprovido de inteligência); ação ou efeito de emburrar ou emburrar-se; tornar-se burro."


Sei que nenhum de nós conhece tudo. Reconheço e pratico a busca incessante pelo conhecimento para que minhas contribuições sejam efetivas em busca do objetivo a ser alcançado. Sou ignorante em diversos assuntos mas tenho consciência de que ela é um estado momentâneo, pois estou sempre disposta a aprender, a ultrapassar este estágio. Isto é ignorância. 

Em tempos de crise vejo diversas pessoas tentando inventar a roda, criando soluções mágicas àquilo que não conhecem. Por desconhecerem, simplificam os motivos que fazem um processo ocorrer do jeito A ou do jeito B. Não querem conhecer o processo: "por favor não me chateiem com os detalhes". 
Preguiçosos é o que são: não leem, não entendem, não perguntam. Opinam sobre aquilo que achamDesprezam o conhecimento que poderia libertá-los e levam as empresas a serem ainda mais lentas e mais caras. Do alto de seu pedestal: deduzem. Sobre suas deduções: infernizam.  Isto é burrice.

Noutro dia o Abílio Diniz postou no Linkedin um tema sobre a necessidade, de em momento de crise olhar para dentro, rever os processos, melhorá-los. Mas ele foi claro: avaliem se não há oportunidades e coloquem lupa sobre aquilo que está lhe tirando a performance. 
Ele não recomendou inventar ou menosprezar o conhecimento dos outros. 



Como já dizia Remingway: "O segredo da sabedoria, do poder e do conhecimento é a humildade". 

Pratique!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Desconexão

Haverá um tempo em que você não terá o sentimento de pertencimento.

Apesar de estar em vários núcleos, de alguma forma, se sentirá desligado, sozinho como no princípio. Talvez porque entenda que nem sempre você somou. Subtraia-se!

Cada um deve exercer a sua individualidade e assumir suas escolhas e responsabilidades. Dignifique-se!

Alguns destes vínculos se mantém apenas quando há conveniência ou para cumprir obrigações. Frustre-se e sobreviva!

As distâncias vão se acentuar, sem explicações, sempre que não houver motivos para ficar ou estar, ou ainda quando não se desejar enfrentar as diferenças. Cale-se!

Nem sempre o que você modela serve à todos. Liberte-se!

Não haverá solidão, apenas mudança. Preencha seu tempo. Aceite e adapte-se!

Neste momento você entenderá que seus interesses e sofrimentos são individuais. Conforme-se e desconecte-se!



Mais tarde novos vínculos se formarão, naturalmente. Reconecte-se!

sábado, 17 de outubro de 2015

Os meus outubros rosa

Maria Elisa Lacerda Ribeiro, minha tia paterna. Era aquela que nos recebia com o peito aberto nas férias. Arrastava e apertava os próprios filhos para dividir o espaço com meus pais, irmãos e eu. A frequência com que íamos para sua casa fazia com que fosse a nossa tia preferida (sem desmerecer nenhuma das outras).

Descobriu o câncer de mama aos 42 anos. Tratou-se, porém mais tarde ele voltou e a levou de nós. A amizade dela com minha mãe era algo admirável. Amigas até o fim. A promessa de olhar pelos filhos, sempre que pudesse, até que eles tivessem condição de seguir a própria vida. Promessa cumprida.

Meu pai quase foi com ela, não fosse a responsabilidade com minha mãe, meus irmãos e eu. Não me lembro de ter visto meu pai tão triste. Não é natural enterrar pessoas queridas mais novas que nós. Ele demorou a refazer-se.

Já faz quase 20 anos que meu pai também se foi.

Alguns meses depois que me despedi dele, tive 3 dias de sonhos seguidos com ele me pedindo pra ir ver o que era o cisto no seio esquerdo. Na primeira noite atribuí aquele sonho à uma novela que trazia o tema e alertava sobre a importância da autoexame. Apalpei-me e nada. Segunda noite, o mesmo sonho. Terceira noite, de novo. Enfim, admiti o conselho e marquei o ginecologista. Contei ao médico o sonho e ele examinou-me no próprio consultório e nada encontrou, mas devido o alerta e o quanto estava impressionada com os sonhos seguidos e ainda ao histórico de minha tia, contrariou o fato de eu ainda não ter completado os meus 40 anos, e pediu-me os exames : ultrassonografia mamária e a mamografia.

Não é um exame agradável a tal mamografia. Senti muita dor e achava que aquilo de alguma forma pudesse significar algo ruim. Até o dia do retorno ao médico a minha cabeça criou muitos cenários trágicos. Olhava para os meus filhos pequenos e pensava se eu também teria a mesma interrupção que minha tia. Até o dia do retorno senti pontadas no seio, como nunca tinha acontecido. Impressionante a forma como nós somatizamos

Não abri os exames como tinha hábito. Temia pelo que ele pudesse entregar. 

No dia da consulta a taquicardia. Ao entregar-lhe os exames ele leu o resultado do ultrassom com uma expressão tranquila, o que causou a mim o mesmo alívio. Porém, ao projetar o resultado na mamografia....lá estava ele, no seio esquerdo, como meu pai alertara. Meu médico disse que o aspecto e tecido que o exame entregava não apresentava característica que apontasse ser maligno, mas me recomendou ao mastologista

Lá fui eu. Mais exames e a punção. Outro prazo de angústia ao diagnóstico. Taquicardia e medo. 

Tudo bem no final.

Desde então, monitoro anualmente. Ele está lá ainda, mas continua com mesmo tamanho e aspecto. Até hoje o ultrassom não o vê. 

                                          


Quero aqui mudar a visão sobre o que isso significa pra mim.

Há quase 20 anos vivo o meu dia a dia de uma forma diferente. Desde o primeiro exame procuro agradecer pela saúde e atentar-me para a oportunidade de poder ver os meus filhos crescerem sem a sombra do que esta doença poderia me privar. Assisti feliz e saudável o crescimento de filhos e sobrinhos. Vi meus filhos formarem-se na faculdade, minha mãe tornar-se bisavó e aguardo, com paciência, a minha vez de embalar um neto.

Fiz amigos e os preservei. Tornei-me uma profissional na minha área e conquistei o respeito de pessoas que admiro.

Todos os anos me submeto ao exame, e ainda hoje sinto o desconforto que apenas algumas mulheres sentem, e até que a medicina encontre uma outra forma de fazer um diagnóstico tão preciso, é lá que estarei para garantir que a saúde continue a me acompanhar e eu não seja privada das grandes emoções da vida.

domingo, 13 de setembro de 2015

As oportunidades e o direto a escolha

Quando eu era pequena meu pai dizia: estude para vida e para que quando as oportunidades chegarem, não haja requisitos faltantes.

Mais tarde meu amigo e compadre André Araujo me disse: Gaste ou reserve 10% do quanto você ganha para re-investir em você mesma, para então alcançar outros níveis nas oportunidades que virão.

Hoje, madura e tendo aprendido estas lições quero fazer a minha contribuição sobre oportunidades.

Muitas vezes investi muito mais do que 10% do que ganho e as oportunidades me chegaram e estava preparada para elas, mas de algum modo o meu coração dizia para algumas delas: não é por aí. Não é o momento. É como um instinto. Algo que está sendo sussurrado pelo lado do cérebro que está ligado ao divino. Sempre respeitei.

Neste momento exerci o meu direito a escolha sobre a oportunidade. A escolha é o meu arbítrio sobre o destino. Não é sorte, muito menos inconsequência. É uma decisão madura sobre o melhor caminho segundo a minha visão e os meus sentimentos.


Sempre fui grata pelas oportunidades que me ofereceram, mas muito mais busquei respeitar a minha vontade e o meu coração. No meu tempo e escolhendo o meu caminho. Sem sentir ou permitir que me atribuíssem culpa.

Então re-significando as lições: Estude para a vida e reserve ao menos 10% do que ganha para reinvestir em você, para que quando as oportunidades chegarem e o seu coração reconhecê-las, possa aproveitá-las.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Gratidão e Incompetência

Vi muita tristeza nos olhos de quem se despedia, sem conhecer o que está a sua frente. Incertezas.

Vi mágoa e lágrimas daquele
s que cumpriram jornadas infinitas mas que tinham em suas entregas o valor do dever cumprido. Injustiça e honra.

Vi sonhos interrompidos e desesperança na voz na hora do adeus...nas frases finais de uma cerimônia fúnebre. Está acabado. Cansaço e esgotamento.

Penso que deixar assim um caminho que parecia seguro é reconhecer que nada somos e que nada sabemos. Consciência.

Vi o silêncio ao final dos discursos que nada podem contra a energia que se estabelece por aqueles que precisaram ser excluídos. Nenhuma explicação é possível. Está feito. Fato.



Apertei nos meus braços aqueles à quem devo parte daquilo que colhi para o meu sustento, agora e durante anos...mas não foi suficiente para confortar completamente. Gratidão e incompetência.





terça-feira, 18 de agosto de 2015

A tristeza nos caminhos da liderança

Há sempre quem possa defender teorias sobre modelos de liderança.

Depois de tantos anos assistindo os desafios, contornando e adaptando o conhecimento à necessidade que os ambientes tem, descobrimos que ser líder é convencer os outros a fazer aquilo que você tem responsabilidade por decidir.

Convencer não quer dizer que este caminho é melhor ou pior. É aquele que se determina como a melhor estratégia para o alcance de um objetivo, olhando e sabendo sobre o que está julgando. É a responsabilidade aliada ao conhecimento que se tem e não apenas ao que está nos livros como melhor prática. 

Convencer é trazer todos à uma mesma meta. Não haverá questionamentos ou contestações. Todos estão convencidos. 

Se há discussão, faltam argumentos. O convencimento ainda não se deu ou nem tudo está as claras. 

No entanto, haverá de vez em quando um apelo maior do que encontrar a melhor forma de fazer. 

De vez em quando o líder será solicitado a não pensar numa estratégia. 

Eles lhe dirão: - Traga o número!!!

Ao apresentar o número ainda lhe dirão: - A regra mudou, agora este número não serve! Traga outro maior!

Não há ninguém, por melhor que seja o currículo e vivência, capaz de assimilar a loucura de alguns desafios.

A frustração de quem é líder de verdade, estará escondida naquilo que não foi dito, na falta de um objetivo claro, em metas desestruturadas, por isto a cada minuto mudam, ou assumem regras diferentes para cada um, o que é ainda pior. 

Ao líder restará assistir a conveniência de outros interesses imporem-se, de forma vazia, sobre qualquer outro valor. 

A decepção de quem é líder de verdade, estará em assistir a si mesmo ou colegas de mesma ou maior senioridade anularem-se para permanecerem no conforto de suas posições. Sem indisposições, mas fazendo apenas o que se quer, sempre sem se expor ou se colocar em risco.




Nos caminhos da liderança, a incapacidade de proteger sua equipe dos desmandos vazios e a garantia da qualidade daquilo que entregarão, o tornarão um pouco mais triste na vida!

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A ansiedade, a confiança e a fé

Existem muitos sintomas ligados a ansiedade: frio no estômago, taquicardia, insônia, náuseas e tanto outros.  A ansiedade entrega o quão inseguros podemos estar em realizar aquilo que desejamos ou está prestes a acontecer, simplesmente porque de alguma forma tudo pode dar errado ou por nos considerarmos incapazes de fazer acontecer de outra forma.

Por que, se somos pessoas merecedoras de todo o bem; e dedicadas e apaixonadas pelo que fazemos, acreditamo-nos desprovidos desta importância ou ainda incapazes de realizar algo de qualidade, duvidando de nossos méritos ou competências?! Por que sentimos ansiedade senão por insegurança?!

Ansiedade é confissão de insegurança!

Mas o que há?!

Apesar dos anos de dedicação ao conhecimento, estudo  e suor em horas de efetiva aplicação deste conhecimento, tememos pelo fracasso. Quantas vezes no entanto, no experimento da aplicação deste conhecimento as fórmulas que serviram à um modelo funcionaram e em outras tivemos que mudar um ponto aqui e outro ali, para então alcançar a excelência?! Pois então...nada se perde!

Quanto mais jovens somos, menos nos preocupamos em falhar. Não temos preconceitos pois não nos importa tanto a opinião dos outros. Fazemos simplesmente pelo prazer de concluir.

Mais tarde e mais velhos, por vezes cansados da mesmice, desejamos trilhar um outro caminho. Não admitimos no entanto que para isto, em algumas competências estejamos imaturos ou despreparados, ou que em algum conhecimento haja um novo esforço a empregar. Tememos ser julgados, não pela coragem de tentar, insistir e mudar, mas muito mais por errarmos, por voltarmos a condição de amadores. Mas o que há de errado em recomeçar?! Que demérito há nisso?!

O temor pelo fracasso é vaidade!
Embora sejamos outro tipo de pessoa, pois enquanto muitos abandonam seus sonhos acomodando-se com o trivial, insistimos em perseguir objetivos. não estando livres, claro, de temer pelo desconhecido ou ainda de nos sentirmos frágeis diante da vida. Mas o fato é que não nos contentamos apenas com o imaginário. Queremos realizar. Isso é fé!

Não importa onde apoiemos nossa confiança, é lá que está também a nossa fé!
Pode ser na religião e no conselho solidário do padre à quem agradecemos e pedimos a benção; na oração ao Deus em quem acreditamos; no relato aberto com o amigo que segura a nossa mão e diz: Vamos juntos! Muitas vezes é neste amigo que nos espelhamos e é nele que colocamos nossa confiança! Não importa!

A fé é o alicerce da confiança em nós mesmos!

Não importa, desde que confiemos! Acreditemos!


Vamos em frente com confiança e fé de que tudo virá e dará certo! Deixemos a ansiedade para quem não é merecedor ou capaz! Não é nosso caso!