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Quem sou eu

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Durante 25 anos apoiei a formação de equipes e líderes, bem como busquei ser uma pessoa melhor, respeitando meus valores e mantendo um posicionamento ético diante da vida. Neste momento me entrego à minha missão de vida. A vivência adquirida até aqui me levou à uma visão crítica da maturidade dos ambientes corporativos em pequenas, médias e grandes empresas, bem como dos comportamentos que possibilitam estratégias eficazes para alcance de resultados e formação de equipes altamente produtivas e colaborativas. Minha busca é para que as pessoas busquem seu empoderamento e tenham as rédeas da própria vida nas mãos, perseguindo a felicidade como sua principal meta. Esta formação se dará através de consultorias e treinamentos comportamentais, workshops, palestras motivacionais e personal e/ou professional coaching.
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sábado, 6 de agosto de 2016

Coworking : Tamanho G - Tudo por hora: Estações, sala de reunião, sala de treinamento, todo o espaço

Agora que você já deixou de preconceito com o coworking e entendeu que para cada modelo de negócio cabe um "tamanho" de serviços que pode ser P, M, está faltando falar do G.

O G é uma combinação que você monta a seu critério e não necessariamente precisa incluir o que tem no P ou no M. É G porque é customizado por você e não necessariamente mais caro. Confuso?! Vamos lá:

  • Estação fixa por mês
    • Uma ou mais estações exclusivas, com toda a infraestrutura e acesso a internet para ser usada por você e equipe mensalmente em horário comercial;
  • Estação fixa por período
    • Nas agendas pré definidas - 2 ou 3 vezes por semana - só no período da manhã, em horário comercial
  • Estação  por hora
    • Sem agenda pré-programada, você chega e usa. Simples assim. Neste caso você depende da disponibilidade de estações, mas não assume um compromisso de reserva regular. Só paga se usar.
  • Sala de reunião/treinamento por dia
    • Reserva da sala de reunião por dia, horário comercial para reuniões, entrevistas ou treinamentos (em função de sua demanda;
  • Sala reunião/treinamento por hora, horário aleatório para qualquer demanda acima.
  • Reserva de todo ou parte do espaço para eventos: Vernissage / Lançamento de Livros / Encontros Pessoais, Profissionais ou Acadêmicos / Oficinas de Faça Você Mesmo / etc... Já pensou no seu evento num lugar que lhe propicia tantas opções?!

No tamanho G você configura a sua necessidade da forma como você quer. Por hora, sem complicação.

Os espaços compartilhados são uma tendência muito interessante e já estão sendo praticados por alguns coworking's com sucesso. A proposta é adequar o espaço à necessidade e não o contrário como ocorre em ambientes convencionais.

Na próxima sexta feira(12) é o dia internacional do Coworking e muitos deles estão abrindo suas portas gratuitamente para você viver esta experiência.

Por que não aproveita e assiste de perto aquilo que estou recomendando?!

Em breve falaremos de outros aspectos. Aguarde!

terça-feira, 26 de julho de 2016

Coworking : Tamanho M - Domicílio Comercial + Atendimento Personalizado

Dando sequência aos posts sobre coworking e entendendo que as necessidades são diferentes em função do momento e modelo de negócio de cada cliente, vamos falar agora de mais um serviço.

Trata-se do Atendimento Personalizado.

Criação de Marcelo Aversano da Upper Propaganda
Além daquela questão sobre a importância e serviços agregados em ter um domicílio comercial, há outra questão que é a sua disponibilidade para o atendimento telefônico de seus clientes. 

Nem sempre você pode atendê-los: por estar em deslocamento no trânsito, viajando, em reuniões, em lazer, então para estes casos, você pode contar com esse suporte. 

Entenda melhor o que este serviço disponibiliza:

  • Atendimento de ligações em horário comercial de segunda a sexta das 08h às 18h, minimizando perda de chamadas;
  • Saudação personalizada em nome de sua empresa (num script que você escolher);
  • Anotação de recados, e
  • Transmissão de recado pelo canal escolhido (email, whatsapp, sms, etc)

Este plano pode ser feito utilizando aparelho e linha celulares disponibilizados pelo cliente ou através da configuração de uma linha VoIP(¹) exclusiva. Por qualquer uma das soluções este serviço pode ser feito para qualquer ddd em todo o Brasil.

(¹) VoIP, ou Voz sobre Protocolo de Internet, é uma tecnologia que permite a transmissão de voz por IP (Protocolos de Internet), ou seja, transforma sinais de áudio analógicos, como em uma chamada, em dados digitais que podem ser transferidos através da Internet. 
Criação de Marcelo Aversano da Upper Propaganda


Então no conceito de tamanho de demanda, o "M" compreenderia o domicílio comercial e o atendimento telefônico. 

É claro que você pode compor apenas este serviço e contratar outros adicionalmente conforme sua necessidade, o que é ainda mais vantajoso: Não usou, não paga, simples assim. 

domingo, 17 de julho de 2016

Coworking : Tamanho P - Domicílio Fiscal e Domicílio Comercial

Agora que já nos conscientizamos sobre onde surgiu e o que é o coworking, vamos entender um pouco mais do que estamos falando em relação aos serviços.

A maior parte dos serviços oferecidos por um coworking são:

  • Domicílio Fiscal e Domicílio Comercial
  • Atendimento Personalizado
  • Coworking - estação individual
  • Office - sala de atendimento
  • Sala de Reunião 

Embora a composição de serviços possa variar, penso que o tamanho de nossa necessidade determina o tamanho dos serviços que devemos contratar. 
Exemplo:

Vamos falar dos serviços de empresa tamanho "P" : Domicílio Fiscal e Domicílio Comercial. 
Mas o que é isso?!

Uma das principais exigências, quando uma empresa é criada, é que seja declarado um endereço de registro da empresa, o chamado Domicílio Fiscal. Entretanto, esse endereço não precisa necessariamente ser o mesmo usado comercialmente : Domicílio Comercial, isto é, o local onde sua empresa realmente está localizada ou o endereço que você deseja utilizar para divulgar em seu website ou cartão de visita. E isto não é ilegal.

Quando abri minha empresa em 2011 meu contador me orientou a registrar a empresa no meu endereço residencial, pois serviria apenas como ponto de referência, o que é aceito pela prefeitura para profissionais autônomos ou liberais. Assim o fiz. 

Mas se você vai utilizar outro endereço, é importante ressaltar que para usar essa opção, você precisará de autorização do proprietário do imóvel, caso não seja você. Se eu não tivesse essa opção, provavelmente minha única opção seria contratar um serviço de Endereço Fiscal. Esse tipo de serviço é oferecido por empresas do ramo de escritórios virtuais há muitos anos. Agora muitos espaços de coworking também passaram a oferecê-lo devido a grande demanda. Sabia disso?!

Então vamos à um exemplo:

Empresa XPTO 1
Rua Sérgio da Silva, 94, Bloco 2, Aptº 171, Vila Ideal - São Paulo-SP.

Empresa XPTO 2
Avenida Paulista, 500, Sala 806 – Bela Vista, São Paulo-SP

Se você pudesse, qual dos endereços acima você escolheria para sua empresa? 
É bastante provável que você tenha escolhido o segundo. A razão é simples: é um endereço que passa credibilidade e não um apartamento residencial que parece amador.

De 2011 a 2013, fiz projetos pontuais: um em Santa Catarina e outro no Rio de Janeiro. Minha empresa tem domicílio fiscal em São Paulo. Para estes projetos viajei o tempo todo. Não precisava de uma estrutura física para receber meus clientes, já que eles haviam me contratado para fazer os projetos nos seus ambientes. Meu domicílio comercial então era o mesmo, mas no meu cartão de visita não possuía endereço comercial e nem no site. Isso não foi muito profissional, confesso.

Criação de Marcelo Aversano
da Upper Propaganda
Este ano (2016) quando quando me mudei pra Jundiaí, no interior de São Paulo, precisei de um novo endereço comercial pois aqui tenho clientes de atendimento regular presencial, além de precisar receber empresas para projetos de consultoria. Então, eu busquei um coworking que oferecesse este serviço.

O serviço de domicílio comercial é um serviço com custo bem acessível e os escritórios de coworking permitem que você utilize-o para divulgar em seu site, cartões de visita, assinatura de e-mails, dentre outros lugares. A maior parte das empresas também incluem uma caixa postal para recebimento de correspondências, com aviso de recebimento. 

Basicamente, o serviço de domicílio comercial é mais indicado para divulgação de sua empresa, caso seu endereço fiscal não seja útil ou apresentável, ou pouco para os propósitos de expansão de seus negócios. Já o domicílio fiscal, é voltado para quem deseja abrir uma empresa e não tem opção de endereço para registrá-la. Se você estiver abrindo a sua, pense num domicílio fiscal que seja apresentável para que você também possa utilizá-lo como domicílio comercial. Facilite as coisas.

Em termos de economia, caso você tenha um modelo de trabalho que não exija uma posição de trabalho diário, mas um domicílio fiscal e comercial são bem vindos, saiba que você pode contratar apenas isso. 

O coworking se responsabiliza e assina correspondências com aviso de recebimento, e pode ter uma caixa postal para ela. Daí você retira lá quando puder ou voltar de suas viagens. Não lhe parece otimizado?! Pois então!

Em breve falaremos do Atendimento Personalizado. Tamanho M. 

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Coworking : Você tem preconceito? Deixa disso!

Trabalhei 25 anos em ambientes corporativos. "Uma vida" como diria minha mãe.

Em todos eles recebia um crachá com o logo da empresa, uma mesa, um ramal, um ponto de rede, depois o celular corporativo e mais tarde um cartão de visitas com o "título", endereço comercial e contatos impressos nele. Para minha geração (e pra mim também) isso era considerado estabilidade e status. Duas sensações boas: de pertencimento e conquista. 

Mas, do outro lado do mundo, desde 2005 os Estados Unidos, que já liam os resultados da crise imobiliária iniciada em 1990, já iniciavam um conceito diferente para atender as empresas que foram vitimadas pela recessão. Lá os profissionais de diversas empresas e áreas, optavam por compartilhar o mesmo espaço para diversas necessidades. Entre os motivos originais alegados estavam:
  • Networking 
  • Colaboração 
  • Parcerias 
  • Convívio social 
  • Amizades 
Mas haviam muito mais motivos. Claro.

Criação de Marcelo Aversano 
da Upper Propaganda
No Brasil o conceito teve sua primeira versão em 2008 com "PTO de Contato" em São Paulo - Capital. A inovação copiada foi derivada da crise financeira que se deu neste ano por aqui e nos afetou em cadeia, partida da sucessão de falências de instituições financeiras, nos Estados Unidos e na Europa.  
Aqui estes espaços foram primeiramente fundados por empreendedores e autônomos da área de tecnologia (os primeiros afetados pela crise), que buscavam locais de trabalho alternativos aos Cyber Cafés  ou suas próprias casas, onde se sentiam isolados e pouco profissionais.

Hoje são milhares de espaços de coworking em todo o Brasil.
Estamos em 2016 e ninguém se atreve a dizer que este modelo é uma "modinha" que vai passar. Aquela crise e a de agora voltam a nos ensinar e remetem a avaliação da forma e com o que estamos gastando nosso dinheiro e nos colocam em xeque num repensar constante: preciso mesmo disso?!

Cada vez mais somos convidados a pensar "FORA DA CAIXA", aliás tem um link aí pra você conhecer um grupo no Facebook que leva este nome e que promove conhecimento, comportamento e networking. 

Muitos profissionais que migraram para o empreendedorismo ainda pensam ser necessário ter um lugar seu, imitando aquele modelo que vivemos lá atras: "...Essa mesa é minha, essa cadeira é minha, esse armário é meu, esse telefone fixo é meu, esse ponto de rede é meu...o endereço comercial é só meu...".... mas finalmente começam a travessia para modelos mais otimizados. 

Pois bem. Considerando que o DRE(¹) de uma empresa esteja na última linha do relatório, devemos buscar tanto a venda quanto reduzir nossas despesas, pois é na resultante de tudo que saberemos se vamos ou não, indo bem.
(¹) O Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE) é um relatório que oferece uma síntese econômica completa das atividades operacionais e não operacionais de uma empresa em um determinado período de tempo, demonstrando claramente se há lucro ou prejuízo.

Trabalhar em outros modelos de contrato é cada vez mais comum. Além disso profissionais seniores já estão sendo compartilhados entre as empresas, e são chamados sob consultoria quando a necessidade pontual ocorre. É muito caro mantê-los para tocar a operação. Aceite ou sofra.

E onde estão estes profissionais enquanto esta oportunidade não se manifesta?

Pois então...o Coworking se dispõe a prover esta infraestrutura para recebê-los:


  1. Ele foi concebido para ser flexível e fornecer diversos planos e serviços à este grupo de profissionais (ao qual eu pertenço) que trabalham de forma independente umas das outras, e em modelos de negócio que tem tempos e necessidades de estrutura bem diferentes. 
  2. Propõe o compartilhamento de despesas comuns, fazendo com que o rateio delas se torne não apenas mais econômico, mas muito mais inteligente. 
  3. E finalmente propicia um ambiente com outras pessoas para nos dar aquele sentido de pertencimento, e com estrutura de endereço e salas para receber nossos clientes de forma profissional. Neste ponto nos temos diversas opções de coworking e cada uma num estilo que se alinhem ao nosso negócio.

Criação de Marcelo Aversano
da Upper Propaganda
Não estou dizendo que este modelo sirva à todos. Estou sugerindo que reflitam.

Em breve trarei mais detalhes para levar consciência e entendimento sobre o que precisamos ou não em nosso "pacote".

Vão pensando. Até breve!

domingo, 19 de junho de 2016

Carreira: Que valor você dá ao networking?

Todos ouvimos sobre o valor do networking mas você cuida do seu?!

Quem você pode considerar que está lá e como você garante que ainda são suas conexões ? 
Essas pessoas, todas elas, sabem o que você está fazendo hoje?
Onde você deixa claro suas competências e como as atualiza para que elas potencializem os mercados onde pode atuar?

Pois é. A maior parte das pessoas esquece de publicar nas redes profissionais e sociais o que está fazendo, por onde passa e passou, com quem está conectado, e etc e daí limita o que pode lhe chegar.

Ana, Artesã e Paisagista da Analú Valente Presentes.

Quinta feira agora, as 8:00h da manhã, estive no encontro proposto pela Gladis Costa fundadora do Grupo Mulheres de Negócios do Linkedin. Este grupo possui neste momento 6.328 integrantes e pasmem, entre eles 300 homens interessados em fazer negócios com mulheres.



O encontro se deu num café da manhã numa dessas padarias que paulistas adoram (St Etienne), e além de conversar e fazer novos amigos aproveitamos para degustar as coisinhas de lá.

Cada participante teve seu espaço para falar do que faz e trocamos idéias sobre vários assuntos. Confesso que as histórias hilárias que são contadas sobre a vida no geral, encontros inusitados no trabalho, nas visitas comerciais e até fatos da vida pessoal que alguns se dispõem a compartilhar me fazem acreditar de que as relações humanas estão além dos canais de email, celulares e Whatsapp's. Muito divertidas as conversas.


Os apertos de mão, os olhos nos olhos e os cartões de visitas trocados entre nós, bem como os compromissos  assumidos de sempre pensar naqueles que acabamos de conhecer quando uma oportunidade nos chegar com o perfil daquele "ex-estranho", me dão certeza de que cada vez mais que somos uns pelos outros.


Pessoas das áreas de consultoria organizacional para pequenas e médias empresas, marketing, assessoria e comunicação, comércio eletrônico, artesanato, jardinagem, coaching, treinamento e desenvolvimento, cosméticos e muito mais que não deu tempo pra explicar, trouxeram muitas visões diferentes.

Valéria Rocha que atua no comércio eletrônico de Roupas Infantis.

Adriana Cavalcanti da área de Comunicação
e Tânia Magalnic que atua como Business Development

Em época de crise e menos oportunidades, muitas delas sequer são anunciadas. Estão restritas às indicações nas redes de relacionamento pessoal e profissional. 


Então, se somos convidados a participar de grupos, fóruns e a conhecermos pessoas que podem potencializar nossas oportunidades, que participemos, que prestigiemos estes momentos e que posteriormente os divulguemos para que isto alcance aos outros que não puderam estar lá pelos compromissos assumidos ou ainda porque ainda não estavam conectados.


Ah sim, sempre temos pessoas generosas sorteando algo interessante para as participantes. ADORO isso (hahahah) e desta vez tive sorte. 


Obrigada Celso pelo livro Qualidade Total - Organizações Excelentes. 

Celso Estrella e Luiz Antonio Gentile Jr atuam no suporte às pequenas e médias empresas, dentre outros serviços de apoio organizacionais.






Célia Regina Menezes e Regina Figueira são da área de cosméticos e presentearam a sortuda Carla Caldas que é da área de Marketing





E o livro da nossa patrocinadora Gladis Costa 

foi dado justamente à quem, em São Paulo, 

consegue chegar antes do horário ao encontro, parabéns Regina!


Vera Lúcia Rodrigues da área de Assessoria e Comunicação também esteve conosco. Obrigada Vera por sua contribuição e idéias que possibilitarão mais negócios intra e extra grupo.



Ah sim, o café? 

Estava ótimo também! Podem ir lá, 

NÓS TODOS RECOMENDAMOS, HAHAH!

domingo, 6 de março de 2016

Carreira - O Desemprego e o Plano B!

Sigo com a nova série dedicada à Carreira. 
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Ficou curioso?! Sabe por que?! Porque você já sabe que não há emprego para todos! Ponto! Isso mesmo! 
Mas e agora?

Até pouco tempo acreditávamos que o capitalismo iria prover empregos para as próximas gerações, e que só seriam empreendedores aqueles que quisessem ou tivessem aptidão para este caminho. Estávamos enganados.

Dormimos num dia e acordamos no outro com as manchetes e indicadores apontando a taxa crescente e perturbadora de desemprego. Resultado de uma economia que desacelera.



É sabido que o melhor momento para o plano B é quando não precisamos dele. 

Mas se o plano B for o que se pode fazer porque o plano A já não existe, então precisamos mudar. Mudar a forma de pensar. Mudar a forma de olhar para as coisas. Olhar para as oportunidades sem preconceitos. 
Precisamos despir o manto sagrado da carreira que nos manteve até aqui e buscar onde é que o trabalho existe. 

Você já deve estar cansado de ouvir que o empreendedorismo é arriscado, que não é para todos, blá, blá, blá. Ok, mas as pessoas que ficam lhe colocando medo estão confortáveis vivendo do resto de oxigênio que ainda existe por aí. Mas todos terão de mudar, então que seja já!
Não estou dizendo que devemos nos colocar em risco. Sejamos prudentes. Estou dizendo que não devemos ficar aguardando que alguém resolva como vamos ganhar a vida, pagar nossas contas e seguir com dignidade o nosso caminho.


Vamos abrir os olhos, vamos ler, vamos avaliar o que nos chega, observar e conversar com as pessoas que conhecemos. O que sentimos falta? Onde está o caminho que dependa apenas da nossa capacidade de entrega?



Quem pode nos ajudar nesta jornada e pensar junto conosco sobre ela? Quem tem otimismo e confiança em si mesmo para o esforço que nos será exigido? 

Vamos nos lembrar de que as pessoas mais prósperas deste século foram aquelas que INOVARAM. Aquelas que desenvolveram algo que ninguém enxergou que poderia ser um caminho. Estavam à frente e quando a demanda chegou elas estavam prontas para atender e usufruíram dos resultados daquele período de esforço empregado quando ninguém acreditava naquele caminho.



ABRAM OS OLHOS E OS OUVIDOS!

domingo, 31 de janeiro de 2016

Carreira - Como escolher uma profissão? Mitos e Verdades sobre Emprego e Trabalho

Sigo com a nova série dedicada à Carreira. O tema hoje é Emprego ou Trabalho? Como escolher uma profissão?

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As gerações antigas diziam que tínhamos que estudar. Aos meus 15 anos podíamos escolher entre seis ou oito áreas de atuação. Hoje são tantas opções!!! Difícil escolher a primeira ou a próxima.

Segundo a CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), em 2014 tínhamos já 2.558 atividades. Essa lista está disponível e você pode baixá-la no site do Ministério do Trabalho e Emprego. Essas são as regularizadas e reconhecidas, mas existem muitas outras na fila aguardando sua formalização e nem por isto deixam de gerar demanda. 

É importante conhecer as opções para escolher, mas muito mais que isso saber o que gostaria de fazer em função das suas aptidões de comportamento é essencial. Falamos disso no post dedicado ao auto-conhecimento

Agora vamos ao lado prático que vai clarear os pontos mais importantes, ao meu ver, para esta escolha!



1. Temos de escolher a mesma profissão para toda vida? Resp.: MITO.

O que angustia a maioria das pessoas que iniciam carreira ou que desejam um novo caminho é que elas acreditam que esta escolha deva ser para sempre ou exclusiva. Isto é um engano no início da carreira e também quando desejamos mudar aquela que está em curso. 

Se nós mudamos porque o trabalho não pode mudar?! 

É preciso que você respeite suas preferências e que esteja antenado com tudo o que poderá fazer. Escolher significa optar entre caminhos, ou adicionar vertentes de interesse à ocupação principal.

Se você se livra deste mito então um mundo se abrirá na frente dos seus olhos, sem culpa, sem julgamento e talvez com muito mais prazer e motivação do que a decisão por um único caminho.

2. Não posso ignorar a demanda do mercado! Resp.: VERDADE.

Além de buscar algo que você tenha aptidão (aquilo que você é capaz de realizar), que passa lá pelas questões do auto-conhecimento que já falamos, há que se respeitar o que o mercado está demandando. 

De nada adiantará que você tenha habilidade para confeccionar roupas, se o mercado entende que importar a roupa pronta é mais barato e tantas outras justificativas tarifárias. O número de pessoas em condições de pagar por uma roupa feita a mão poderá não ser suficiente para que você possa crescer o seu negócio ou profissão.

Se as profissões estão mudando e as demandas também, é preciso que você se mantenha atualizado sobre o que lhe interesse nessa inovação. É preciso acompanhar. Seus clientes ou empregadores esperam que você seja crítico na melhor solução que existe para a necessidade dele.

3. Se eu me preparar bem (acadêmica e profissionalmente) não serei demitido! Resp.: MITO

Há questões que você deve levar em conta antes de acreditar nisso. O trabalho, em seu formato está mudando e logo ele não existirá. 
Não se iluda: apenas a formação universitária (mesmo que em instituições estrangeiras), pós-graduações, mestrados e línguas não garantirão seu aproveitamento. Isto é importante mas não se garanta apenas nisso.

Você terá de experimentar toda essa teoria e apresentar resultados. 

Nem mesmo a carreira acadêmica se conforma com isso(felizmente), porque mesmo lá, você será questionado pelo embasamento das suas afirmações por alunos que atuam nas áreas que buscam conhecimento.

4. O emprego público não é uma alternativa segura. Resp.: VERDADE

Sou de uma época onde o serviço público era considerado seguro. Prestei concurso e achei que estava segura. Cinco anos depois o governo privatizou o setor. 

Agora com a crise, muitos concursados aguardam ser chamados para vagas que podem não se manter pelas exigências dos bancos internacionais que para ceder empréstimos exige redução das despesas públicas. 

No Brasil acredito que isto ainda tem um fundo de verdade em alguns setores, mas não será assim durante muito tempo porque acredito, visto o que está ocorrendo com a saúde pública, que muitos setores serão privatizados e daremos à quem tem competência cuidar daquilo que não é de soberania.

5. Assiduidade não é tudo. Resp.: VERDADE

Sou de uma época que o horário de entrada e saída do trabalho me impedia de seguir com mais de uma atividade de trabalho simultânea, então a outra jornada dedicava ao estudo. Naquela época se acreditava que assiduidade era um indicador de comprometimento com a empresa. 
FATO: Em momentos de crise como agora, para reduzir suas despesas sem precisar desligar as pessoas, as empresas começam a avaliar se as jornadas no formato atual são mesmo necessárias. Empresas de médio e grande porte já contratam pessoas para trabalhar em casa
Isso no exterior já é tendência há muito tempo. Sinto que nossa aderência a este modelo está atrasada, mas não tarda. 

Estar num local não significa estar produtivo nele. Se o funcionário não estiver motivado a realizar o trabalho o número de horas só gerará mais frustração e despesas para a empresa. 

6. Todo negócio próprio exige que você tenha um escritório. Resp.: MITO

Sou de uma época que todos profissionais liberais ou micro empresários precisavam ter um escritório próprio e muitos investidores compravam imóveis para alugá-los à eles. Assim também ocorriam com as empresas e suas equipes. Estes assumiam a "compra" ou "aluguel" deste espaço, condomínio, impostos, pagamento da sua recepcionista/telefonista e etc. 
FATO: Depois que o coworking  alcançou o Brasil isso deixou de ser verdade. Pessoas, de diferentes áreas, compartilham no mesmo lugar seus: "escritório, recepcionalista, telefonista, endereço comercial, copa, papel higiênico, acesso internet e etc, e tudo legalmente". O "custo fixo" desta estrutura também é compartilhado e muito mais econômico. Você pode alugar salas de visitas pontuais para receber seus clientes/fornecedores por hora. Você pode alugar salas de treinamento para capacitar sua equipe que também trabalhará de casa. Uma revolução certamente.


O que estou dizendo é que se você procura um trabalho seguro deve investir nas suas competências e não num emprego. 

As empresas irão compartilhar as competências de seus funcionários com outras empresas porque é mais barato buscá-las no momento em que são exigidas, do que mantê-las como uma despesa fixa (headcount) para algo que será esporádico. Isso não é inteligente e nem rentável às empresas. A otimização levará a maior parte das pessoas à serem autônomas.

Se você compuser e desenvolver diversas aptidões e competências, e divulgá-las corretamente ( e aqui cabe um post específico que falarei em breve ), nunca ficará sem trabalho.

Leia esse excelente artigo do João Marcelo Meira. Ele fala de diversos outros aspectos. Boa leitura.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Carreira - Você tem autoconhecimento?

Começo hoje uma nova série. Vamos falar de vários aspectos que envolvem CARREIRA.

Em tempos de crise e de discussões sobre o modelo de trabalho, a recolocação e perfis profissionais requeridos, verifiquei que posso contribuir com o meu olhar sobre alguns pontos que se tornam críticos e diferenciais nestes momentos.

Hoje são tantos caminhos e tantas opções que as pessoas também deixam de olhar para todos os lados e algumas esquecem que podem ter mais de uma. Por que não?!

As carreiras não estão apenas nos ambientes corporativos. Lá elas são mais estruturadas, mas é preciso que você reconheça as opções que tem, incluindo as carreiras liberais e de assistencialismo. O terceiro setor está aí e já emprega, você sabia?!
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Autoconhecimento

A primeira questão que levo às pessoas que me pedem sugestão sobre a carreira ou mudança nela, é se elas possuem autoconhecimento. Se elas gostam do que fazem? ou o que não gostam, ou o que gostaria de fazer? Se elas sabem quais são as suas características comportamentais e de relacionamento e se elas acreditam que são diferenciais?
A maioria fica minutos para responder. Sabe por que? As pessoas não param para fazer esta auto-análise. Descobrem-se indecisas para o primeiro trabalho e frustradas quando a carreira não deslancha ou não se sentem motivadas por aquela que está em curso.

A carreira, na maior parte das vezes veio pelas imposições familiares, por acidente (a oportunidade caiu no colo) e não necessariamente buscada por estas aptidões ou por um foco que se tenha decidido dar. O resultado é que quando as pessoas se deixam levar por uma carreira, salvo se a pessoa acorda no meio e redireciona o caminho, o crescimento profissional demora muito mais pra acontecer e daí a frustração é certa.

Em tempos de redução no número de vagas disponíveis no mercado de trabalho, formatos de trabalho, e onde há tanta concorrência, essa questão é de extrema importância. Não subestime a relevância. 

As características ou aptidões para o relacionamento tem muito mais peso do que as técnicas. Você lidará muito mais com questões humanas do que técnicas. Mas alguns dirão: "Eu trabalho com tecnologia e não tenho que me preocupar com isso". Ledo engano. Como profissional da área lhe afirmo: Muitos de nós teremos que traduzir o tecniquês para que todos entendam, sob o risco de termos um boicote com um determinado projeto ou nova ferramenta. Quanto mais as pessoas entenderem o quanto estão envolvidas e o que é esperado delas em tempo de projeto, mas defenderá o novo. No entanto, se elas não forem envolvidas e sensibilizadas para o que trazemos, não terão qualquer compreensão sobre o papel dela. 

Exemplo: Se uma pessoa está numa carreira onde a sua habilidade de comunicação/negociação é exigida (e a maioria delas exigirá isso em maior ou menor grau) e ela não tem esta característica natural na personalidade, a probabilidade é que assuma muito mais responsabilidades do que tenha condição de entregar ou sofra para cumprir entregas que não são suas. Se ainda, sabendo disso, ela não busca esta competência através de cursos ou ferramentas que lhe possibilitem este despertar, então ela não escolheu um caminho. Sua carreira está a deriva e daí tudo será ainda mais difícil. Há também uma alta probabilidade de que esta pessoa seja desligada por desempenho, porque aceita tudo  mas não entrega com qualidade ou porque não entrega nada. 

Existem vários formas de você buscar este auto-conhecimento. Vou citar duas(mas existem muitas mais):

Teste para Avaliação de Comportamento - O objetivo deste teste é levar ao entendimento de como a pessoa reage às situações em que está inserido. Minha recomendação é que o faça com profissionais certificados e não por testes gratuitos. Pequenos desvios por falta de metodologia podem levar a um resultado parcial de comportamento. O teste dará um entendimento sobre o comportamento atual.   Busque um profissional certificado para aplicação do teste. Sugiro o "DISC" (aspectos que serão analisados: Dominância/Influência/Estabilidade/Conformidade). O teste é o início de um caminho. Para mudar características que a pessoa perceba necessárias hà um longo percurso a percorrer. Mudar hábitos ou posturas é um exercício diário e difícil, mas muito necessário se quiser manter-se com grau de empregabilidade.

Coaching Profissional - O coaching é reconhecido mundialmente como uma ferramenta poderosa para o auto-conhecimento. Sessões individuais podem ajudar a ter entendimento sobre estas questões e direcionar a esta descoberta. Sessões em grupo poderão possibilitar a troca de experiência com aqueles que estão na mesma busca. Procure um profissional certificado ou uma instituição de sua confiança e agende uma entrevista. Geralmente os profissionais não cobram pela entrevista. Avaliar este caminho pode ser libertador. Pessoalmente o considero o melhor.

Após iniciar este caminho tenho certeza tudo ficará bem mais claro e a carreira tenderá a deslanchar naturalmente e com muito mais velocidade!




O sintoma que determinará se está tudo bem, é que a pessoa estará feliz, realizada por suas escolhas, sejam elas quais forem!