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Quem sou eu

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Durante 25 anos apoiei a formação de equipes e líderes, bem como busquei ser uma pessoa melhor, respeitando meus valores e mantendo um posicionamento ético diante da vida. Neste momento me entrego à minha missão de vida. A vivência adquirida até aqui me levou à uma visão crítica da maturidade dos ambientes corporativos em pequenas, médias e grandes empresas, bem como dos comportamentos que possibilitam estratégias eficazes para alcance de resultados e formação de equipes altamente produtivas e colaborativas. Minha busca é para que as pessoas busquem seu empoderamento e tenham as rédeas da própria vida nas mãos, perseguindo a felicidade como sua principal meta. Esta formação se dará através de consultorias e treinamentos comportamentais, workshops, palestras motivacionais e personal e/ou professional coaching.
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sábado, 15 de outubro de 2016

Aos mestres com carinho

Na fase de alfabetização aprendi a receber meus professores de pé. No início fazia aquilo porque era mandada a fazer, sem entendimento do que significava.  Vou me deter ao que chamam hoje de ensino fundamental porque acredito que é dele que tudo nasce.

Quando aprendi a ler descobri um outro mundo, cega estaria sem a professora de português, que ao meu ver foi aquela que mais contribuiu para aquela que sou hoje, por me possibilitar tantas experiências maravilhosas a partir da oportunidade de conhecer as letras. Sem o português eu não poderia aprender as outras disciplinas. Ler melhorou meu olhar e a minha capacidade de ser crítica: concordo, não concordo. Aprendi a me posicionar. Obrigada Ivone Bechara. 

Depois conheci a História do Brasil e a História Geral e entendi onde estava no meu contexto. Entendi a respeitar as etnias, entender que se tinha índios, portugueses e espanhóis em minha descendência, que tudo era importante. Que o passado é aquilo que fazemos hoje. Deriva o que virá amanhã. Responsabilidade por meu papel com o futuro.

Saber que você é um pó que se mexe no universo diante da grandeza que é o mundo, fez entender o valor das Ciências (Química, Física e Bilogia). Entre os elementos e as energias o nascimento de micro-partículas que tornam o todo fantástico e incrivelmente desafiante. É Deus manifestado na inteligência concedida para criar tudo o que precisamos, seja para o sustento do todo, seja para a evolução do que somos.

Viajar 2 horas entre São Paulo e a Praia Grande, passando pela serra do mar, quando era pequena e estava aprendendo geografia, despertou e revelou o mundo de paisagens lindas e deslumbrantes que até agora não me canso de contemplar. Como é lindo este mundo!

A matemática me ensinou a contar as horas do dia, do mês, do ano, da vida. A somar amigos. A compartilhar o que sobrava e transformar o menos em mais, além de tantas outras operações que resultam EXATAMENTE no certo. Professor Emanuel faleceu de câncer quando alcancei a 7ª série. Ele nos deixou saudades e a certeza, já naquela época, sobre a importância de cada dia. 

Havia no meu tempo, além dessas uma outra disciplina. Educação Moral e Cívica. Nela aprendi a respeitar os outros. A ser cidadã. A ser ética. A dar lugar aos idosos, crianças e deficientes, antes mesmo de terem de pintar as cadeiras nos transportes coletivos e criar filas preferenciais para atendimento. Olhar para o meu direito no limite do direito do outro. Aprendi o valor do meu voto e o quanto ele pode melhorar a vida PARA TODOS.

Estudei em colégio adventista e lá éramos apresentados a Deus na aula de religião. A professora, a mesma que dava geografia, representava num quadro de feltro os personagens das histórias da bíblia. Não faltava ninguém, nem no Eden, nem nos animais na Arca de Nóe, nem os animais na manjedoura...linda a forma como ela trazia a fé. A forma lúdica que ela traduzia a generosidade de Deus me fez crer que nunca estarei sozinha. Obrigada Dona Ester. 

Meus professores, em todas as épocas da vida, incluindo agora, me inspiram. Ensinar é mais que apenas transferir conhecimento. Um professor acima de tudo é um motivador e um entusiasta do conhecimento. Um provocador. Alguém que acredita que a educação transforma o mundo. Aquele que incessantemente busca levar consciência e entendimento sobre as coisas para que possamos fazer escolhas com discernimento amplo. Fui preparada por eles para isso. Segui e sigo a minha vida com preparo. OBRIGADA.

Por isso, sugiro que avaliemos e fiquemos de pé, com carinho e respeito, sempre que um mestre se apresentar, seja em que disciplina for, seja em que tempo for. Fica aqui meu reconhecimento eterno.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Coworking : As flores do jardim da nossa casa



Hoje após uma reunião dei uma volta no jardim. Henrique me alertou que a orquídea havia desabrochado. Que lindo. Vejam só. 


Adoro flores. Tenho hábito de tirar fotos onde quer que elas estejam. Fiquei ali um tempo contemplando o privilégio de poder trabalhar tão perto delas, e ainda mais, de poder vê-las integradas na natureza e não transferidas para vasos. 

Não tenho nada contra os vasos, mas como é linda a composição que a natureza gera para acolher a exuberância. Vejam como ela se acomoda no tronco, se alimentando dele e como a própria árvore abriga suas pétalas, entre suas folhas...o contraste das cores... a delicadeza dessa integração...lindo isso.

Assim também, nós humanos, nos comportamos. A medida que vamos convivendo com as pessoas, vamos buscando nos acomodar onde nos sentimos mais seguros e confortáveis, onde os valores estejam afinados conosco, gerando um crescimento mútuo e uma troca sadia.

É claro que existem riscos e nem sempre as integrações acontecem sem algum prejuízo. 

Por isso é importante que estejamos atentos para buscar ambientes que propiciem essa identidade, onde possamos entregar nosso intelecto e nossa energia, favorecendo o compartilhamento e garantindo a saúde de nossas emoções, tal qual a beleza das flores do jardim da "nossa casa". 

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Vander Lee - Mais um "Romântico em Extinção"

Fomos surpreendidos com a morte precoce de Vander Lee. 50 anos. Coração.
Perdemos um dos melhores poetas brasileiros da nova safra. Não conhece?! Que pena.

Alguns de seus versos ficam ecoando em sua despedida:

"A vida anda louca, as pessoas andam tristes, meus amigos são amigos de ninguém"/
 "Eu queria viver morrendo em sua teia / Seu sangue correndo em minha veia / Seu cheiro morando em meus pulmões / Sou pista vazia esperando aviões", "Românticos são loucos desvairados, que querem ser o outro, que pensam que o outro é o paraíso...e passam a noite em claro e conhecem o gosto raro de amar sem medo de outra desilusão" / "Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores, refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores..tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores, tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho, tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho, tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho ...escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho, estou podando meu jardim, estou cuidando bem de mim".
Fui com uma amiga num show dele em 2011, no dia seguinte ao falecimento de meu irmão. Obrigada Aparecida Costa pela companhia em hora tão difícil. Coincidência ou não, meu irmão também tinha 50 anos quando se foi. Quando ele cantou essa eu desaguei toda a minha indignação com aquilo que fazemos da vida porque achamos que temos tempo. 

Lá eu tomei as rédeas de minha vida para defender os valores que acredito. Para isso os poetas nos servem... transformando aquilo que sentimos em letras e músicas para acalentar nosso coração e embalar nossos sentimentos. Mas também para nos emocionar e nos motivar.
É Vander Lee... Vá com Deus. Obrigada por todas as emoções que me fizeram ser mais humana, mais romântica, mais gente!

terça-feira, 26 de julho de 2016

Vim falar de homens e não apenas de pais


Vim falar de HOMENS e não apenas de PAIS.
Vim cumprimentar aqueles que além de se sentirem responsáveis pelas tarefas que envolvem a paternidade (natural ou escolhida), DESEJAM fazer parte dela, vivê-la em sua plenitude. SÁBIOS é o que são.


Vim homenagear aqueles que acompanham a maternidade e respeitam o que os hormônios fazem com o humor, emoções e o corpo daquela que ama; que curtem a escolha do enxoval e dos móveis(aqui ou no exterior) carregando toda a tralha sem reclamar; que se levantam quando o bebê acorda na madrugada; cuidam de pentear os cabelos e vestir o uniforme naquela criança ainda sonolenta; que carregam sacolas de fraldas, roupas e mamadeiras,
além do próprio neném com a cabeça encaixada entre o ombro e o pescoço, compensando em seus braços e força nas pernas, o outro pêso que vai na outra barriga - mais um filho - verdadeiros HERÓIS é o que parecem.

Vim cumprimentar aqueles que mesmo separados da esposa, tem tempo para ouvir aquela que amou e se faz amigo dela; que dá um conselho com carinho para ajudar na educação dos filhos; que acompanham as reuniões escolares; que dividem ou assumem as despesas quando podem, mesmo não estando lá no dia a dia; que levam ao médico e aos passeios porque nem tudo é tristeza; que não esquecem os dias comemorativos, seja como for! PRESENTES é como estão.

Vim solidarizar com aqueles que mais tarde respeitam as escolhas dos filhos. Que entendem o arbítrio mesmo que discordem, sofrendo antecipadamente o que a experiência lhes antecipa, mas não se limitando pois presumem (ou rezam fervorosamente) para que o tempo tenha mudado o rumo de suas certezas e poupem suas crias do sofrimento. é o que lhes sustenta.

Vim prestigiar os homens que precisaram assumir sua família INTEIRA, todos eles, como filhos pelos infortúnios da vida. Que apesar ou além dos filhos biológicos não negam a missão dos outros (pais, irmãos, sobrinhos e netos) do coração. ABDICAÇÃO é sua vida.


Por fim, vim lembrar as saudades do meu pai, que mesmo pertencendo à gerações machistas, fez tudo isso sem se preocupar com os julgamentos e deixou em mim a certeza de que eu saberia escolher aquele que seria não apenas o meu companheiro de jornada mas o pai daqueles que Deus nos confiaria! 
BRAVO para ele também!


sexta-feira, 22 de julho de 2016

O Parque Botânico Eloy Chaves e o Mestre Afonso


Há muitos anos atrás optamos por mudar-nos para Jundiaí para que as crianças pudessem usufruir da liberdade que a grande São Paulo já restringia aos condomínios. Nós tínhamos um sonho: viver no interior e ver nossos filhos crescerem com menos medos.

Moramos em vários bairros mas compramos o nosso imóvel num bairro próximo à Serra do Japi. Um bairro afastado do centro mas era onde podíamos pagar. Moramos ao todo 8 anos na cidade e eles puderam brincar de bola e andar de bicicleta na rua; aprenderam a nadar no Bolão que é um ginásio de esportes bem conhecido aqui...Deu tudo certo. Tornaram-se adultos felizes e seguros.

Tivemos uma oportunidade e passamos alguns no Rio de Janeiro e depois de 3 anos, voltamos pra São Paulo quando Juliana atingiu a idade da faculdade optando por Biologia Marinha na cidade de Santos. Nós nos empregamos e fomos ficando em São Paulo. Quando ela terminou a Biologia em Santos, prestou Gestão Ambiental na FATEC de Jundiaí e voltou ao seu berço, sozinha.

Voltamos todos pra cá em abril último e a vimos concluir sua segunda graduação neste mês.


O bairro do Eloy Chaves tinha se transformado. A avenida onde vivemos, hoje tem banco, restaurantes, lojas, academias, bares, padarias, supermercado....e um lindo parque botânico onde antes era apenas um terreno baldio. Felizmente não fizeram ali um condomínio.



O parque que tem 41 mil m² de área verde. Um projeto da prefeitura de Jundiaí e o único que acomoda uma academia a céu aberto com aparelhos hidráulicos e onde parte deles é dedicado  à portadores de mobilidade reduzida. Hoje estivemos lá: Juliana, Nico e eu, pela manhã.





A pista de caminhada, o banco de areia, os pássaros e as pontes de madeira somam-se ao projeto de paisagismo e conservação do ambiente que foi reflorestado nestes anos que nos ausentamos por aqui.





Tudo tão lindo...os pássaros....os bancos para o descanso ao longo do trajeto...as pontes de madeira que facilitam atravessar de um lado para outro.










Nico viu os patos, os gansos, a família de capivaras e o GALO. Isso mesmo. Um galo que esganiça atrapalhado com tanta beleza à sua volta. Vejam e ouçam.

Que lindo tudo isso. E mais um parque gratuito na cidade. O segundo que visito em 10 dias. Bonito ver o que a administração ética e responsável que uma prefeitura é capaz de produzir com a aplicação correta de nossos impostos.

Este post é uma homenagem à todos que direta e indiretamente buscam, apesar dos escândalos na política e administração pública.... e alguns movimentos que ainda estou tentando entender, como a desativação do IAC de Jundiai,... a fazer a vida das pessoas melhor e garantir o mesmo para as gerações que virão. Que tenhamos tempo para elogiar aqueles que fazem a diferença e não apenas para maldizer aqueles que não fizeram por merecer nossos votos.


Em especial quero agradecer o professor e pesquisador Afonso Peche Filho, do IAC de Jundiaí, pela incansável influência  em tantos projetos na Cidade e ao olhar crítico desenvolvido em minha filha nos anos de convivência e aprendizado. Que ele tenha certeza que deixou um legado. Obrigada mestre, por tudo!

terça-feira, 21 de junho de 2016

Cebolinha ou Chapolin? Que tipo de estrategista é você?


Quem leu ou lê os quadrinhos da Mônica sabe muito bem quem é o Cebolinha. Personagem criado pelo Mauricio de Souza nos anos de 1960 que homenageava um amigo de infância.


Dentre tantas características, Cebolinha se destacou mais tarde como o garoto que vivia pra infernizar a vida da Mônica e todos os dias inventava um plano "infalível" para roubar o coelho dela(Sansão) e amarrar suas orelhas, o que sabia, deixa Mônica furiosa. Ele não queria o coelho, mas fazer algo que a deixasse nervosa, pelo prazer de desequilibrá-la.

Cebolinha era aquele que pensava que tinha um plano. Ele envolvia um monte de gente ao seu entorno e os envenenava e os colocava em risco, contra a menina que era mais forte, fazendo-os participar das estratégias que ele efetivamente não tinha e que culminam na surra dada por aquela que deveria ser sua vítima. Pra mim quem batia era a VIDA representada pela Mônica. Porque ele não tinha motivos éticos. Só pensava em si e em se dar bem. Merecia apanhar.

Cebolinha era movido pela imaturidade, pela maldade e pela falta de capacidade de construir qualquer plano bem sucedido. A raiva e a inveja o consumiam e o vedavam.

Adoro Maurício de Souza, que fique bem claro! Falo aqui do personagem criado lá nos anos 60 que buscava ridicularizar o jeito que muitos garotos assumiam a malandragem pra se dar bem. Se achavam espertos e que enganariam à todos. Soberbos. Coitados.


Daí, quase uma década depois, a televisão mexicana traz o seu herói. A série parodiava os heróis norte-americanos e fazia constantemente críticas sociais em relação à América Latina. 


Mas na minha ingenuidade, no Brasil, esse personagem tomou um apelo diferente. Ele não tinha super poderes e qualidades de outros heróis, mas conseguia superar as suas deficiências e superar seus problemas, fazendo disso seu maior valor na minha opinião.

Chapolin Colorado se apresentava corajosamente para os desafios. Ele tentava de verdade desvendar os mistérios que se formavam e vencer os inimigos indo atrás daquilo que fosse preciso para desvendá-los. Construía planos para flagrar o inimigo. Ele não era muito inteligente, mas era bem intencionado. E isso o salvava ou lhe trazia sorte. Além disso tinha antenas na cabeça, ao que acredito funcionavam ou faziam alusão a sua intuição.

Por uma ou várias coincidências quaisquer crimes se desvendavam justamente no caminho dele, fazendo com que recebesse os méritos daquela descoberta. Ficaram famosas muitas de suas frases de efeito aos inimigos: "Todos os meus movimentos são friamente calculados", "Não contavam com minha astúcia!", "Suspeitei desde o princípio!", "Aproveitam-se de minha nobreza!", todas essas sempre ditas na solução do enigma. 

Mas, havia uma delas que ficou mais forte em minha memória, quando ele chamava as pessoas à apoiá-lo em suas investidas:
"Sigam-me os bons".

Chapolin queria fazer o que era certo e só queria ao seu lado quem era bom. Sabia que se estivesse bem acompanhado tudo daria certo. Talvez ele levasse mais tempo para descobrir as coisas ou resolvê-las, mas só teria os bons ao seu lado. Ele não iria sozinho e nem pensando em si próprio apenas, mas com os bons, e trabalhava para que todos pudessem participar do plano que levaria o criminoso para a cadeia. 



Hoje vejo que nenhum dos dois eram estrategistas. 

Então, lembrei do General Norman Schwarzkopf do exército americano, que era um grande estrategista, e resolvo que dentre os dois, se tiver que escolher entre o plano infalível e o caráter, Chapolin fala muito mais comigo.

E você?! 

domingo, 12 de junho de 2016

Que amor é este?!

Algumas pessoas duvidam do amor, sofrem por ele e outras desprezando-no. 
Algumas poucas o reconhecem e o alimentam.

O amor não é uma competição para saber quem gosta mais, quem demonstra para os outros  (de fora) o que sente, pois ele se alimenta da constatação de quem se esforça diariamente, que cede pela felicidade daquele que diz amar, silenciosamente, discretamente... quando não há ninguém assistindo, nas pequenas coisas...nas demonstrações mais sinceras de dedicação, de cuidado.


Poucos reconhecem e valorizam o amor. Alguns passam a vida sem vivê-lo efetivamente naquilo que é mais precioso: na mente. Ter alguém vivo no pensamento ou alguém para quem voltar é um privilégio. 


Um doce acalento que a vida ensina a valorizar. O sentimento morno e contínuo que enche o coração...que o torna valente e destemido diante das dificuldades da vida. 




quarta-feira, 8 de junho de 2016

Intuição ou Instinto: Não Importa. Ouça!

Somos todos intuitivos e instintivos, em maior ou menor grau. 

Algumas vezes, por uma razão qualquer, um pressentimento nos alcança. Isso é intuição. Ele fica ali, martelando, batendo, ocupando espaço. Pode tardar mas não falha, prenuncia algo que nós "já sabíamos". A idade faz isso com a gente: alerta. A experiência da vida ensina a perceber os sinais, as energias e a enxergar muito antes o que vai acontecer. É racional,..quase palpável. Por isso os mais velhos "adivinham" o que vai acontecer ali na frente. É o formato, ou a camada que pressupõe o resultado.

O instinto é coisa animal, é pela sobrevivência mesmo. Fazer sem pensar, pela sua natureza. Esse não é racional, percebido. Agimos por reflexo, sem domínio consciente. Nada nos impede.





O que nos diferencia dos animais?! É esta percepção e a possibilidade de preservar a vida e nossas conexões?!




Que tenhamos maturidade para OUVI-LOS E PERCEBÊ-LOS!

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Mogly - O Autoconhecimento do Menino Lobo

Hoje estive no cinema. Mogly - O menino lobo, da disney, em 3D.

Lembrei-me das inúmeras vezes que vi Rei Leão quando meus filhos eram pequenos. Penso que os desenhos da Disney devam mesmo lotar salas e gerar bilheterias milionárias, tal qual o cuidado que eles tem na geração dos diálogos e a preocupação de levar as pessoas à reflexão...seja em que idade for. Os desenhos da Disney não são apenas para crianças. Prestem atenção ao moral da história.

Fiquei impressionada não apenas com a qualidade de arte e tecnologia trazidas num mundo exuberante de faz de conta digital, mas com a capacidade de trazer para as telas a busca pelo autoconhecimento a que Mogli é submetido durante uma fuga que lhe é imposta, mas que ele nunca desejou.

São cenas que colocam questionamentos muito ricos sobre como nos organizamos para formar grupos; de como a nossa identidade pode ser questionada a todo tempo por não sermos iguais aos outros; a como podemos não ser reconhecidos como parte de um grupo mas o quanto o sentido de pertencimento faz com que arregacemos as mangas e façamos o que precisa ser feito... muitas vezes em nome daqueles que não se apropriam da responsabilidade....da estratégia que possibilita que a batalha seja vencida por quem aparentemente parece mais frágil: a força da inteligência e a coragem.
Frases de impacto: 

"Quantas vidas valem o filhote do homem?"
"Você não é um lobo, então lute como um homem" 
"A força do lobo é a alcateia"

Muito lindo e rico. 
Não sei se isso tudo estava lá dessa forma, mas foi assim que senti. Somos nós que escolhemos a que grupo queremos pertencer, como fez o menino. Obrigada Disney.

sábado, 7 de maio de 2016

Tia Miriam - A Mãe de tantos!

Nossa mãe não pôde estudar o quanto desejava. Completou o quarto ano primário. Mas transmitiu muito bem os valores essenciais da vida, nos fazendo entender que as escolas transmitem conhecimento, educação a gente tem em casa. Meus irmãos e eu sabemos muito bem o que é certo e errado.


Há muitas formas de ser mãe. A nossa, Dona Milian (com L mesmo, embora todos pensem e digam R), optou por ser do jeito convencional. Casou-se, engravidou quatro vezes até que eu pudesse nascer e depois de mim, outras duas filhas. Em oito anos, teve seis filhos. 

Imaginem a fase de fraldas e mamadeiras. 



Tive dois filhos e penso que no passado as mulheres eram mais corajosas.
Mas adotou muitos outros em sua jornada que sempre estão por perto.
Foi e é uma mulher paciente e trabalhadora. Adora crianças e até hoje a sua maior alegria é ver as suas crianças (hoje na casa dos 50 anos), dos seus netos (na casa dos 20 anos) e da sua bisneta (perto de completar 2 anos), ao seu entorno.

Muitas vezes livrou-nos da rigidez do meu pai, protegendo-nos das explosões que eventualmente sua carga de trabalho lhe causava. Coitado.

Em minhas memórias mais representativas a vejo chegar dirigindo uma kombi nos anos 70 e carregando não apenas os seus filhos, mas todos os outros que os pais entregavam à ela, em confiança, para os passeios mais insanos: Centro Esportivo Municipal na Zona Sul de São Paulo, Parque do Ibirapuera, Zoológico e tantos outros. Minha mãe foi uma mulher moderna apesar da sociedade estranhar sua independência.

Mas não pense que ela se contentou com o rótulo "do lar" que as mães que optam por cuidar dos próprios filhos levam... ao invés de dedicar-se à outras carreiras. Minha mãe fez crochê, tricô, ponto cruz, vendeu Avon e Natura de porta em porta,  pintou quadros, teve loja e escola de artesanato....nunca a vi sem uma ocupação e sem a condição de comprar as suas e as nossas lingeries. Sempre tínhamos uma roupa nova para as datas comemorativas. Minha mãe é vaidosa e com ela aprendi de que não se sai de casa sem pentear os cabelos ou passar um batom.

Com ela aprendi a ouvir Nelson Gonçalves, Lupicínio Rodrigues, Noite Ilustrada, Ray Connif com as grandes orquestras e tantos outros que só me fizeram entender o quanto a música pode traduzir a felicidade, a grandeza e as tristezas de quem viveu.


Minha mãe recebeu nossos amigos na infância e adolescência como se fossem sobrinhos dela e muitos deles ainda a chamam de "Tia Miriam". Mundos de comidas e louça pra lavar, hahah.


Depois nossos namorados e namoradas...sabe as datas de aniversário de seus genros, noras, netos e bisneta de cor...o ponto cruz preservou a sua memória. Graças a Deus.

Todos que a conhecem a admiram e para nós isso é um orgulho.

Dona Milian ficou viúva cedo e pensamos, apesar de ter saudades de nosso pai, que ela merecia um companheiro a vida toda...mas, a vida não foi assim.

Por tudo que somos....por tudo que nos ensinou...pelo privilégio de tê-la por perto com saúde por tantos anos, para aproveitar o que é melhor nessa história toda: os bons momentos, nós agradecemos a Deus!

quarta-feira, 4 de maio de 2016

A Dança do Conhecimento

Sempre acreditei no poder da música. Acredito que este gosto tenha nascido na minha infância quando observava minha mãe sempre cantarolando enquanto driblava tantos afazeres para criar seis filhos. A música sempre a alegrou. Os discos de vinil, a eletrola...ai ai.

Mais tarde as cantigas de roda, as músicas de folclore e natalinas. Lembro também que minhas duas irmãs e eu adorávamos cantar e dançar, então virávamos a bacia de alumínio que minha utilizava para quarar a roupa, e a fazíamos de palco e o cabo da vassoura era o microfone. Uma delas imitava a Martinha, a outra Vanderléia e eu o Elvis. Ouçam bem a letra da música, apesar de ser uma composição do Frank Sinatra ninguém a interpreta melhor que o Elvis, muito menos eu, hahah. É uma lição de vida e alguém que devia fazer coaching hahah.

Desculpem os mais novos se não sabem quem são esses, mas na época era uma "sensação", "uma brasa mora", hahah...saudades.

Um pouco além: os bailes de garagem e depois as danceterias. 

As moças passavam o dia enrolando os cabelos (nos bobes e não nas escovas e secadores) e cuidando da maquiagem e figurino. Sem contar os secadores de quem podia ir ao salão para fazer a produção, hahah  Depois íamos para os bailes e danceterias e esperávamos um rapaz para tirar-nos para dançar. Nem sempre tínhamos sucesso, hahah. As vezes, com muita sorte, aquele rapaz que passava a noite te paquerando do outro lado do salão, tomava coragem, e enfim o par se fazia e dançávamos juntos de verdade.

Estas lembranças me vieram noutro dia, durante o acompanhamento do curso de formação em Coaching Profissional pelo Instituto Edson De Paula lá em Recife, onde num momento muito lindo e que jamais vou esquecer,Vânia Portela (Psicóloga Clínica e Organizacional, Coach Comportamental, Escritora, Palestrante e Especialista em Estilos Comportamentais) e Marcelo Arruda (professor de dança) demonstraram como os estilos comportamentais se comunicam, utilizando a dança para isso.
Que lindo o que prepararam para o nosso aprendizado. Obrigada sinceramente.

Minhas memórias vieram e o prazer pela música e dança voltaram com força. A vida pode apresentar conhecimento de várias formas e isto pode ser divertido!

Mas preste atenção: Vania Portela está na terceira idade e não cansa de nos surpreender e ensinar como é possível manter a mente sadia e inovar.

BRAVO !!!

segunda-feira, 21 de março de 2016

Geração Saúde Psicossomática?!

Já há alguns anos nos percebo mais preocupados com nossa alimentação. Isto sim é uma preocupação importante. A ciência não cansa de avisar sobre os alimentos e seus efeitos. Novos negócios surgiram a partir desta preocupação: verduras e legumes orgânicos pré-lavados e ensacados nas prateleiras dos supermercados; os vídeos e programas de TV ensinando as pessoas a cultivarem suas próprias hortas e a melhor forma de prepará-los; multiprocessadores domésticos para facilitar a vida de quem se dispõe à seguir estas receitas; etc e etc. 

Junto com isso voltamos a nos exercitar. O conforto engorda. Novos negócios: academias em diversos formatos; personal trainer; moda fitness; tênis com alta tecnologia; equipamentos e alimentos dedicados a melhor performance; etc e etc.

Há alguns dias devido um problema no carro saí a pé e fui de ônibus resolver algumas coisas. Meu coração parecia que iria sair pela boca. O calor deu dor de cabeça. As pernas, pouco exigidas devido a embreagem e o acelerador, tremiam ao subir a ladeira de onde moro. 

Se o conforto trazido pela evolução tecnológica não nos exige nem mesmo subir escadas (graças aos elevadores), então que façamos a caminhada, natação ou qualquer outro esporte que coloque o organismo para funcionar e nos condicionar, para que o sistema possa fazer o seu papel.

Lembrei-me de dois projetos que fiz: um em Santa Catarina e outro no Rio de Janeiro. Ambos me propiciaram longas caminhadas diárias na orla da praia. Respirava muito melhor e a beleza do por do sol no mar enchiam meu coração de alegria.

Tudo isso é muito produtivo e acredito que esta é uma onda que veio para ficar. Acredito que cada vez mais nos preocuparemos com isso.

Mas, existem coisas que não sei quantos de nós está realmente tratando. Falo de índole e comportamento.

Que sentimentos estamos armazenando dentro de nós? 
Com o que estamos alimentando o nosso coração e o nosso equilíbrio emocional?
Percebemos o que estamos ingerindo e envenenando no nosso próprio sangue e nos dos outros?
Cuidamos para não magoar as pessoas que dizemos amar? 
Nos damos conta no momento exato que tomamos a decisão de maldizer os outros com nosso egoísmo ? 
Nossa vaidade não é um prato cheio de colesterol? 
Estamos orgulhosos do que fazemos e dizemos entre paredes ou achamos que ninguém saberá? 
Estamos pensando o que fazemos aos outros ou apenas acreditando que eles nos perdoarão?
E o que fazemos pelos outros? Neste caso o prato não está demasiadamente raso e o alimento sem nutrientes que possam alimentá-los?
Como levamos esperança aos outros? Cultivamos a horta da solidariedade para que todos possam se fartar ou nesse momento apenas cuidamos do nosso umbigo? Eles que se virem?!
Como enchemos nosso coração de alegria?  Estamos "multiprocessando" sentimentos dignos e servindo de exemplo aos outros? 

O que proponho é que todos nós cuidemos dos alimentos orgânicos, do exercício físico, mas não esqueçamos do que estamos produzindo através dos nossos pensamentos e comportamentos. Que liberemos energias boas aos outros, não um dia, não por conveniência, mas sempre! 

Que façamos escolhas justas na hora de tomar uma decisão ou expressar nossa opinião sobre o outro...que cultivemos amigos e que eles nos sirvam de porto seguro para o dia de amanhã. A vida é um moinho de vento que leva tudo o que produzimos para os nossos filhos, netos, bisnetos e amigos.

As doenças só não nos alcançarão e aos que amamos se cuidarmos de tudo que mandamos para o mundo. Não nos enganemos. Cuidemos de tudo em sua origem, seja na produção de alimentos ou de sentimentos.

segunda-feira, 14 de março de 2016

A errante e o anônimo



Muitas vezes tomei decisões que não agradaram à todos. O fato de acreditar estar fazendo o melhor pode ter vedado os meus olhos algumas muitas vezes, mas sempre justifiquei porque fazia assim ou assado.

A minha transparência incomodou e ainda incomoda muitas pessoas. Difícil agradar à todos, mas confesso que durante muito tempo acreditei ser possível isso. Ao longo da minha história aquelas que se incomodaram e se manifestaram tiveram a explicação do meu porquê. Nem sempre as convenci dos meus argumentos. Paciência. Mas o que é a vida senão um discordar constante?! 

Para mim o importante é posicionar-me e seguir em frente. Calar-me diante dos problemas não é um comportamento que possam esperar de mim. Esta é a minha natureza.

A minha transparência também já agradou à muitas pessoas e talvez as mesmas que algumas vezes incomodo ou incomodava. Muitas vezes meu discurso declarou o que outros também pensavam; muitas vezes trouxe para mim mais responsabilidades que deveria assumir e daí era conveniente usufruir daquilo que eu defendia; então isso fazia com que muitos estivessem representados pelas minhas palavras: seja porque estava certo,  ou porque se desse errado eu fosse responsabilizada. 

Muitas vezes errei. Muitas vezes me redimi. Muitas vezes pedi desculpas; muitas vezes mudei a forma de agir: diferente ou melhor para aqueles que se manifestaram afetados de alguma forma.
Esta é a conduta da errante, porque só erra quem FAZ.

O anônimo é aquele que fica parado sem se posicionar e muitas vezes sem trabalhar. Aguardando que tudo seja resolvido ou entregue sem que ele precise dizer o que realmente pensa, ou provar suas competências, mantendo sua identidade preservada. 
O anônimo é aquele que só se manifesta as escuras, protegido pelas tecnologias que dão à ele esta condição. O anônimo não incomoda porque não se posiciona, porque na verdade não é NINGUÉM

Como não tem como sustentar o que diz mostrando sua identidade, foge do argumento do outro, agindo portanto como um COVARDE. 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

A crise contra a honra das pessoas!

Todos sabemos que a famosa "crise" está levando à um repensar das estruturas dentro das cabeças, casas e organizações.

A falta de água(e consequente energia elétrica) e o tal mosquito atingiram a minha cidade e tantas outras, fazendo com que as pessoas sejam responsabilizadas por tudo o que está ocorrendo. Passam a direcionar bônus(desconto) por suas economias, a fingirem uma educação de "prevenção" para não deixar água parada e etc. Fazem com que elas se sintam culpadas por tudo. Da mesma forma as empresas ao lerem seus resultados, vasculham suas despesas e concluem que somente suas reduções poderão melhorar o resultado já que as vendas não respondem. 

Momentos difíceis temos passado.

Noutro dia vi uma reportagem na globo onde apontavam um erro/risco numa das casas visitadas no mutirão de combate ao mosquito: a mangueira da saída do ar condicionado de um dos quartos que dava para o quintal era levada para uma garrafa pet, que estava com vão entre a mangueira e o bico, propiciando a reprodução do mosquito dentro dela. O fiscal então pareceu se realizar com aquilo, se empolou todo; causando constrangimento naquela cidadã e a apontou como a única responsável pelo risco; e na sequência rapidamente deu a solução (fazendo pose para a câmera): "Virou a água contida na garrafa no ralo. Pronto, resolvido. Não tem mais água parada. Não tem mesmo".

Mas daí fiquei observando a solução (e lembrando tudo que li sobre os recursos finitos e a reprodução do mosquito) e pensei: Dado que naquele momento não havia larva alguma do mosquito naquela água dentro da garrafa (e não tinha mesmo) o fiscal poderia ter orientado a moradora a colocar cloro dentro da garrafa pet e quando fosse limpar o quintal, a utilizá-la. O uso da água então atingiria o seu máximo aproveitamento. Mas ele não fez. Disse pra ela deixar a mangueira pingar no quintal e jogasse a garrafa fora.

Observei em paralelo, nas ações de ajustes de estrutura nos ambientes corporativos, algo similar. Nestes no entanto não há fiscais, mas heróis. Estes heróis comportam-se como oportunistas(gente de pouca índole) que nada sabem daquilo que criticam, que ao verem uma oportunidade de aparecerem na foto(neste caso cair nas graças do novo chefe), saem voando em bandos, grudados uns nos outros e também ao lado dos novos paladinos, de um lado para o outro, fazendo bastante barulho, apontando culpados e se prontificando para ajudar a resolver coisas que sempre souberam ocorrer e que pouco se importavam; desconsiderando riscos; desrespeitando a história das pessoas; difamando os ausentes(que fingiam amizade e solidariedade nas dificuldades) e fazendo com que aqueles que ainda estão lá e que participaram das entregas feitas antes, se sintam incluídos naquilo que eles acreditam não foi bom o suficiente.
Usam fatos isolados para suas conclusões, não contextualizam nada, não se preocupam em saber o porque algumas coisas foram feitas do jeito A ou B. Ouvem apenas o discurso que lhes convém. Usam palavras de baixo calão para se referirem ao que não entendem, aos excluídos ou àqueles que pretendem excluir mas ainda não podem porque dependem do conhecimento deles. Nada do que foi construído e que sustentou a continuidade é sequer visitado. simplesmente jogam tudo o que foi feito no ralo, ou fingem que jogam(o que é ainda pior). Mudam o formato, utilizam todo o conteúdo e as boas práticas de antes, mas colocam seus nomes como autores e amanhã se apropriam dos feitos dos outros. Desrespeitosos é o que são.

A verdade irá se revelar. Nada que se constrói com imediatismo ou falta de ética tem efetividade. Bater cadência é outra coisa. Garantir a constância como disse o Abílio Diniz no outro dia é que é a glória. O mundo se desmorona ali na frente: na propagação do mosquito pelos continentes, no número de mortos, ou ainda pelo abandono dos ratos quando o navio começar a afundar ou ainda quando as empresas mais precisarem de compromisso profissional para atravessar o que virá. Estão construindo seus indicadores sobre suas métricas. Ficarão todos doentes, contaminados por sua soberba e vaidade.Triste legado. 

Acredito na leitura de resultado no médio e longo prazos como: educar as pessoas para economizar água e energia elétrica(mesmo quando ela não é escassa); em construir programas de saneamento básico que impeçam a propagação de doenças(e não apenas deste mosquito); em pessoas que constroem suas histórias em cima dos seus feitos e das suas inovações e não nas calúnias, injúrias e difamações de quem as precederam. 



Até que esse mundo que idealizo possa acontecer, lamento por todos nós que temos de conviver com os discursos, ações vazias e arrogantes de governos e dirigentes inexperientes e ineficientes.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Dia da Mulher

O Dia da Mulher foi instituído para homenagear os diversos movimentos daquelas que se posicionaram e brigaram por várias causas e não apenas por aquelas que morreram no tal incêndio. Cuidado com o que tentam lhe convencer. Leia aí como foi que definiram o dia da mulher.

Mas... li noutro dia uma matéria sobre uma mulher que estava sendo perseguida em redes sociais porque declarou que detestava ser mãe. Corajosa ela.

Vi em seu depoimento um pouco do que eu mesma vivi e compreendi o seu desabafo. Os hormônios, as horas de pouco sono, as emoções de ter um ser que depende de você 24 horas por dia quando é bebê, a responsabilidade de educar(para sempre), o medo de que algo de ruim ocorra...nossa. É muito desgaste para qualquer SER HUMANO. Mas a mulher não pode falar né gente?! Tem que aguentar CALADA.

Conheço mulheres que batem no peito e dizem que aceitam o seu papel de mãe, blá, blá, blá, mas na primeira necessidade de serem acolhedoras e compreensivas (como qualquer ser humano deve ser), julgam ou ainda condenam os filhos porque eles não fazem do jeito que elas acham melhor. 

Gosto muito do posicionamento da Lya Luft quanto a este assunto. Se puderem leiam mais sobre ela. Ajuda muito a ver que não estamos sozinhas.

Rezo aqui e agora para que nos libertemos do roteiro que escreveram para nós. Que nossos testemunhos não sirvam ao booling de nós mesmas e sim ao conhecimento para quem está a frente, que possamos avaliar tudo isso antes de assumirmos papéis que não temos nenhuma inclinação ou aptidão. Que respeitemos nossos desejos e limites.

Há muita cobrança a respeito do papel da mulher: que temos que ser fortes, vitoriosas, poderosas. Mas se a nossa escolha não é sermos heroínas que assumem a responsabilidade dos 3 turnos caladas, que tenhamos direito ao grito, e que não sejamos vistas como menores, as "desertoras" simplesmente por não engolir a insatisfação.

Que possamos decidir por querermos ou não sermos mães, profissionais funcionárias ou liberais, do lar, atletas, voluntárias, missionárias... e que se nossas experiências não nos fizeram felizes que possamos declarar nossa frustração sem sermos recriminadas ou julgadas

Todas nós quando assumimos responsabilidades certamente tentamos fazer o nosso melhor, mas pode ser pouco para ficar excelente e a sociedade não está disposta a pegar leve na "qualidade" de nossas entregas. 

Devemos no entanto estarmos prevenidas com relação aos discursos demagogos que podem advir desse posicionamento e que saibamos exatamente como nos posicionar se alguém desejar nos atribuir culpa sobre nossas escolhas e sentimentos.


Aí sim, teremos motivos para comemorar o "dia da mulher", fazendo valer nossos posicionamentos e defendendo os nossos direitos: direitos inclusive de não querer exercê-los.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Profissionais de Recursos Humanos?! Mesmo?!

Vejo muitas pessoas escrevendo dicas para que o candidato se saia bem numa entrevista, o perfil profissional num site pessoal deixando o curriculo do passado e tantas outras dicas importantes, mas vejo pouco cuidado para dizer aos selecionadores o que esperamos deles. O quanto seu feedback é importante para nós. Vejo muitas críticas à eles aqui e ali, mas o que esperamos não deixamos claro.

Pessoalmente tive sorte, encontrei mais profissionais preparados do que despreparados para esta missão. Mas não é assim que tenho visto com pessoas próximas à mim que buscam oportunidade. Se o requisito que não atendemos é comportamental ou técnico, eles tem obrigação de nos informar. 
Muitos destes profissionais de RH parecem não entender a importância do seu papel para o fortalecimento de nossas competências. Neste momento apresentam um comportamento descomprometido, talvez devido à grande oferta de candidatos, os prazos apertados para fechar as vagas e tantos outros argumentos. Se o motivo é um desses estão errando duplamente. Lamentável.

Entendo também o lado do RH. Muitas áreas ao requererem um perfil, na definição de uma vaga  pedem competências que nunca serão utilizadas. Encontrar candidatos que atendam à elas, pelo orçamento e remuneração que oferecem, fazem com que a jornada do RH seja hercúlea. Não encontrarão todas. Muito difícil.

Se posso contribuir, sugiro que estes profissionais de RH sejam críticos na execução de suas tarefas:

  • Dos requisitos exigidos pelas vagas - antes de sair atrás de candidatos, que o RH questione as áreas contratantes sobre o que está sendo solicitado e a efetiva aplicação destas competências nas rotinas que o cargo trará. Se é uma empresa séria estará preocupada em não gerar passivo trabalhista por atribuições de responsabilidade que são de cargos maiores dentro do que as profissões estabelecem e até ao que o próprio plano de cargos da empresa prega.
  • Da remuneração - entendo que as empresas estão sofrendo com a crise mas é preciso que o RH exija discernimento nas competências exigidas se o orçamento que possuem não é competitivo. Que demonstre o que o mercado paga para quem possui todas elas. Sugiro que adeque as competências se não possuem orçamento. Que alerte as áreas contratantes que profissionais com tantas competências, que aceitem esta remuneração o farão por necessidade, mas no momento que houver oportunidade lá fora pelo que elas valem, irão embora, gerando novas despesas de recrutamento e seleção entrando num looping que custa mais do que a adequação da vaga.
  • Do processo seletivo e feedbacks - o RH deve ser respeitoso com os candidatos, mesmo que opte por não chamá-los ao processo. Que siga com os candidatos potenciais, mas que dê feedback positivo à quem foi aprovado pela área, mas também o negativo. Que voltem à reserva de profissionais que participaram (chamados ou não) e dedique um pouco do tempo(por menor que seja) para dar à eles um pouco de dignidade.

Espero ter contribuído de forma clara com aquilo que rapidamente entendo possa manter o nosso respeito àqueles que nos apoiam em nossa recolocação. Meu respeito à área de RH, apesar de tudo! É um momento difícil para todos!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Às mães e avós de primeira viagem!

Quando tive minha primeira filha não estava preparada para as emoções que viriam. Ela chorava e eu também. Ela se sentia insegura nos meus braços e eu também. Não fosse minha mãe para apoiar-me sei lá o que teria sido. 
Fico pensando nas minhas amigas que tiveram filhos e que não puderam contar com suas mães. É muita emoção de uma vez e o desiquilíbrio trazido pelos hormônios e a responsabilidade por uma vida são extremamente grandes.

Acredito que toda mãe de primeira viagem tenha a sensação de que não dará conta: nem das emoções e nem de manter a criança viva. 

Perdi a conta de quantas vezes cutuquei minha filha no berço para saber se estava respirando. E fiz o mesmo quando tive meu segundo. Isso não passa. Sono de criança é tão profundo que as vezes a gente duvida. Vai dizer que estou mentindo?!

Depois a separação da criança  no retorno ao trabalho após a licença maternidade. Se de um lado sentia falta do trabalho, de outro a ausência dela nos meus braços, a amamentação e o cheiro do bebê prometem explicar o que é saudade. Quase morri de tristeza. Mas dizem que para ela é ótimo conviver com outras. Tomara.
As despesas que se seguem com berçário, fraldas, alimentação, leite, remédios e as jornadas de levar, buscar e etc...difícil. É uma nova rotina que também era iniciante. 

A todo momento fui provada quanto ao egoísmo e visão centrada em mim mesma de outrora. Nunca mais fui a mesma. Durante os primeiros anos do bebê não havia outra prioridade em minha mente. 

Há um grande desgaste emocional. Culpa se vai ao trabalho, culpa se falta à ele para cuidar de uma doença ou acidente do bebê, correndo o risco de uma demissão. Se ele cai e se machuca à um passo de você e não conseguiu evitar...culpa, culpa, culpa.

Noutro dia li uma reportagem que dizia que algumas mulheres começaram um movimento bem interessante. Segundo a matéria elas fizeram contas e optaram por reduzir ou excluir alguns hábitos e necessidades que geravam despesas para que pudessem acompanhar o crescimento dos filhos. Voltaram para a casa e como nossas mães no passado se dedicam aos seus bebês. É uma escolha consciente e que busca acompanhar os anos mais importantes da vida da criança. Que lindo. 

Mas, em tempos de crise nem todas podem fazer o mesmo, pois mal conseguem dar conta das despesas básicas. Fase difícil e longa onde todo o suporte é pouco. Como não pude abrir mão do trabalho, busquei dedicar-me à carreira para que tudo que fosse essencial à educação que queria dar-lhe acontecesse. 

Se você é mãe quero lhe recomendar que acredite que esta fase difícil vai passar e que tome cuidado com a demasiada atenção que dá ao trabalho. O tempo não volta. Curta o seu bebê. Quando em casa, esqueça tudo o mais. Faça valer a qualidade deste momento.

Se você tem ajuda, da mãe, da sogra ou de uma pessoa, que nunca vai remunerar o suficiente pelo carinho que entrega ao seu bebê, o que pode fazer é agradecer e ouvi-la! Ela quer o seu melhor e para o seu bebê.

O tempo passou e os meus filhos cresceram e sobreviveram à tudo, junto comigo. Tudo deu certo.
Aguardo calmamente o momento de ter um neto nos braços, quando poderei devolver a atenção que minha mãe deu aos meus filhos. 
Se você é avó, não perca a oportunidade de viver este momento sem as inseguranças da sua primeira maternidade. Entregue o seu amor à sua filha e seus netos. Não há nada melhor que deixar de legado o reconhecimento de ter sido uma vó carinhosa e participativa. Tudo passa e os momentos felizes valem mais do que ter razão. Seja compreensiva com as inseguranças dela como a sua mãe ou babás foram com as suas.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A ansiedade e a matemática


Sempre fui conhecida pela característica ansiosa que tenho. 

Talvez por causa do exercício profissional contínuo e do pensamento processual, e de na maioria das vezes buscar antecipar o tratamento e mitigação dos riscos durante o processo de levantamento de cenários, aspectos envolvidos e etc, sofra antecipadamente o que virá, acreditando que isto me possibilita prever e contornar a tudo. 

Esse "modus operandi" exige que esteja sempre alerta, vigiando tudo, o que causa um desgaste de energia imenso. Contínuo.  

A área em que atuo exige velocidade, visão ampliada, processos e que as pessoas os cumpram, claro. Mas sobre isso está a decisão individual dos OUTROS.

E o que não posso prever?! Ou o que por mais devaneios que tenha não serei capaz de evitar sob nenhuma hipótese?!

Seja em TI seja na vida não serei capaz de prever ou evitar os fatos, os impactos de tudo.

A ciência e a vida me surpreenderão: na tecnologia, na economia, nas relações humanas....provando que não adiantou querer prever o futuro. Sempre haverá algo novo, inesperado.

Então o que me resta?!

Já há algum tempo busco desacelerar. Não tomar decisões de cabeça quente e sob pressão imposta sem justificativas. É um exercício, nem sempre consigo!

Entendo que a experiência ou a opinião de quem me precedeu deva ser respeitada e traga a solução sem que eu precise virar um heroína. Oxigenar o cérebro, pesquisar o que já está pronto para ser aplicado...ou simplesmente aguardar para que as idéias venham, naturalmente, como uma invenção. 

Pois bem, faço o meu melhor e tenho certeza que surpreendo quando algo me é exigido. Penso rápido sob pressão mas não abro mão de seguir um método:

1) Exerço minha aptidão de olhar para as coisas sobre diversos ângulos, esta é a minha característica mais forte. 

2) Posso supor o que está além porque exercito o meu olhar : conhecer o que ocorreu ontem (respeito aos fatos) e para os lados - o que está ocorrendo agora (consciência).

3) Esse saber reduz o número de cenários que podem ocorrer a frente, e a probabilidade de eu acertar, é maior. Não é mágica, é ciência matemática.

Não sou advinha, que fique claro! 

Esta descoberta pode gerar incomodação naqueles mais vaidosos : "porque não pensei nisso?!".

Sugiro repetir o método se você também é exigido a fazer "milagre"! 
Sua ansiedade será reduzida e suas respostas mais frequentemente certas.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O Tempo de Deus

Muitas vezes ficamos ansiosos para alcançar uma ou outra coisa. Nesta urgência nos cobramos por fazer diversas coisas ao mesmo tempo e algumas outras muitas vezes, negligenciando outras.

Certos de que temos a capacidade de medir este esforço vamos exigindo cada vez mais de nós mesmos...estendendo jornadas....apressando os feitos....esquecendo de tudo e de todos.

Daí vem o tempo de Deus: dado que você não desacelera Deus se incumbe de colocar "gatilhos" para criar o gap necessário à oxigenação do cérebro e reforço dos laços eternos. Parada obrigatória.

Nada pode ser feito exceto respeitá-lo. 


Nesse estágio como "em câmera lenta" você olhará para os lados e lá estarão aqueles que você neglicenciou, apoiando e cuidando do seu bem estar. Triste ironia: o tempo que você não tinha se apresenta glorioso apesar da sua soberba e auto-suficiência. 

O segredo estará em aprender a lição: cumprir obrigações e perseguir objetivos só fará sentido se você não estiver só.