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Quem sou eu

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Durante 25 anos apoiei a formação de equipes e líderes, bem como busquei ser uma pessoa melhor, respeitando meus valores e mantendo um posicionamento ético diante da vida. Neste momento me entrego à minha missão de vida. A vivência adquirida até aqui me levou à uma visão crítica da maturidade dos ambientes corporativos em pequenas, médias e grandes empresas, bem como dos comportamentos que possibilitam estratégias eficazes para alcance de resultados e formação de equipes altamente produtivas e colaborativas. Minha busca é para que as pessoas busquem seu empoderamento e tenham as rédeas da própria vida nas mãos, perseguindo a felicidade como sua principal meta. Esta formação se dará através de consultorias e treinamentos comportamentais, workshops, palestras motivacionais e personal e/ou professional coaching.
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sábado, 15 de outubro de 2016

Aos mestres com carinho

Na fase de alfabetização aprendi a receber meus professores de pé. No início fazia aquilo porque era mandada a fazer, sem entendimento do que significava.  Vou me deter ao que chamam hoje de ensino fundamental porque acredito que é dele que tudo nasce.

Quando aprendi a ler descobri um outro mundo, cega estaria sem a professora de português, que ao meu ver foi aquela que mais contribuiu para aquela que sou hoje, por me possibilitar tantas experiências maravilhosas a partir da oportunidade de conhecer as letras. Sem o português eu não poderia aprender as outras disciplinas. Ler melhorou meu olhar e a minha capacidade de ser crítica: concordo, não concordo. Aprendi a me posicionar. Obrigada Ivone Bechara. 

Depois conheci a História do Brasil e a História Geral e entendi onde estava no meu contexto. Entendi a respeitar as etnias, entender que se tinha índios, portugueses e espanhóis em minha descendência, que tudo era importante. Que o passado é aquilo que fazemos hoje. Deriva o que virá amanhã. Responsabilidade por meu papel com o futuro.

Saber que você é um pó que se mexe no universo diante da grandeza que é o mundo, fez entender o valor das Ciências (Química, Física e Bilogia). Entre os elementos e as energias o nascimento de micro-partículas que tornam o todo fantástico e incrivelmente desafiante. É Deus manifestado na inteligência concedida para criar tudo o que precisamos, seja para o sustento do todo, seja para a evolução do que somos.

Viajar 2 horas entre São Paulo e a Praia Grande, passando pela serra do mar, quando era pequena e estava aprendendo geografia, despertou e revelou o mundo de paisagens lindas e deslumbrantes que até agora não me canso de contemplar. Como é lindo este mundo!

A matemática me ensinou a contar as horas do dia, do mês, do ano, da vida. A somar amigos. A compartilhar o que sobrava e transformar o menos em mais, além de tantas outras operações que resultam EXATAMENTE no certo. Professor Emanuel faleceu de câncer quando alcancei a 7ª série. Ele nos deixou saudades e a certeza, já naquela época, sobre a importância de cada dia. 

Havia no meu tempo, além dessas uma outra disciplina. Educação Moral e Cívica. Nela aprendi a respeitar os outros. A ser cidadã. A ser ética. A dar lugar aos idosos, crianças e deficientes, antes mesmo de terem de pintar as cadeiras nos transportes coletivos e criar filas preferenciais para atendimento. Olhar para o meu direito no limite do direito do outro. Aprendi o valor do meu voto e o quanto ele pode melhorar a vida PARA TODOS.

Estudei em colégio adventista e lá éramos apresentados a Deus na aula de religião. A professora, a mesma que dava geografia, representava num quadro de feltro os personagens das histórias da bíblia. Não faltava ninguém, nem no Eden, nem nos animais na Arca de Nóe, nem os animais na manjedoura...linda a forma como ela trazia a fé. A forma lúdica que ela traduzia a generosidade de Deus me fez crer que nunca estarei sozinha. Obrigada Dona Ester. 

Meus professores, em todas as épocas da vida, incluindo agora, me inspiram. Ensinar é mais que apenas transferir conhecimento. Um professor acima de tudo é um motivador e um entusiasta do conhecimento. Um provocador. Alguém que acredita que a educação transforma o mundo. Aquele que incessantemente busca levar consciência e entendimento sobre as coisas para que possamos fazer escolhas com discernimento amplo. Fui preparada por eles para isso. Segui e sigo a minha vida com preparo. OBRIGADA.

Por isso, sugiro que avaliemos e fiquemos de pé, com carinho e respeito, sempre que um mestre se apresentar, seja em que disciplina for, seja em que tempo for. Fica aqui meu reconhecimento eterno.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Coworking : As flores do jardim da nossa casa



Hoje após uma reunião dei uma volta no jardim. Henrique me alertou que a orquídea havia desabrochado. Que lindo. Vejam só. 


Adoro flores. Tenho hábito de tirar fotos onde quer que elas estejam. Fiquei ali um tempo contemplando o privilégio de poder trabalhar tão perto delas, e ainda mais, de poder vê-las integradas na natureza e não transferidas para vasos. 

Não tenho nada contra os vasos, mas como é linda a composição que a natureza gera para acolher a exuberância. Vejam como ela se acomoda no tronco, se alimentando dele e como a própria árvore abriga suas pétalas, entre suas folhas...o contraste das cores... a delicadeza dessa integração...lindo isso.

Assim também, nós humanos, nos comportamos. A medida que vamos convivendo com as pessoas, vamos buscando nos acomodar onde nos sentimos mais seguros e confortáveis, onde os valores estejam afinados conosco, gerando um crescimento mútuo e uma troca sadia.

É claro que existem riscos e nem sempre as integrações acontecem sem algum prejuízo. 

Por isso é importante que estejamos atentos para buscar ambientes que propiciem essa identidade, onde possamos entregar nosso intelecto e nossa energia, favorecendo o compartilhamento e garantindo a saúde de nossas emoções, tal qual a beleza das flores do jardim da "nossa casa". 

sábado, 6 de agosto de 2016

Coworking : Tamanho G - Tudo por hora: Estações, sala de reunião, sala de treinamento, todo o espaço

Agora que você já deixou de preconceito com o coworking e entendeu que para cada modelo de negócio cabe um "tamanho" de serviços que pode ser P, M, está faltando falar do G.

O G é uma combinação que você monta a seu critério e não necessariamente precisa incluir o que tem no P ou no M. É G porque é customizado por você e não necessariamente mais caro. Confuso?! Vamos lá:

  • Estação fixa por mês
    • Uma ou mais estações exclusivas, com toda a infraestrutura e acesso a internet para ser usada por você e equipe mensalmente em horário comercial;
  • Estação fixa por período
    • Nas agendas pré definidas - 2 ou 3 vezes por semana - só no período da manhã, em horário comercial
  • Estação  por hora
    • Sem agenda pré-programada, você chega e usa. Simples assim. Neste caso você depende da disponibilidade de estações, mas não assume um compromisso de reserva regular. Só paga se usar.
  • Sala de reunião/treinamento por dia
    • Reserva da sala de reunião por dia, horário comercial para reuniões, entrevistas ou treinamentos (em função de sua demanda;
  • Sala reunião/treinamento por hora, horário aleatório para qualquer demanda acima.
  • Reserva de todo ou parte do espaço para eventos: Vernissage / Lançamento de Livros / Encontros Pessoais, Profissionais ou Acadêmicos / Oficinas de Faça Você Mesmo / etc... Já pensou no seu evento num lugar que lhe propicia tantas opções?!

No tamanho G você configura a sua necessidade da forma como você quer. Por hora, sem complicação.

Os espaços compartilhados são uma tendência muito interessante e já estão sendo praticados por alguns coworking's com sucesso. A proposta é adequar o espaço à necessidade e não o contrário como ocorre em ambientes convencionais.

Na próxima sexta feira(12) é o dia internacional do Coworking e muitos deles estão abrindo suas portas gratuitamente para você viver esta experiência.

Por que não aproveita e assiste de perto aquilo que estou recomendando?!

Em breve falaremos de outros aspectos. Aguarde!

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Vander Lee - Mais um "Romântico em Extinção"

Fomos surpreendidos com a morte precoce de Vander Lee. 50 anos. Coração.
Perdemos um dos melhores poetas brasileiros da nova safra. Não conhece?! Que pena.

Alguns de seus versos ficam ecoando em sua despedida:

"A vida anda louca, as pessoas andam tristes, meus amigos são amigos de ninguém"/
 "Eu queria viver morrendo em sua teia / Seu sangue correndo em minha veia / Seu cheiro morando em meus pulmões / Sou pista vazia esperando aviões", "Românticos são loucos desvairados, que querem ser o outro, que pensam que o outro é o paraíso...e passam a noite em claro e conhecem o gosto raro de amar sem medo de outra desilusão" / "Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores, refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores..tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores, tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho, tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho, tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho ...escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho, estou podando meu jardim, estou cuidando bem de mim".
Fui com uma amiga num show dele em 2011, no dia seguinte ao falecimento de meu irmão. Obrigada Aparecida Costa pela companhia em hora tão difícil. Coincidência ou não, meu irmão também tinha 50 anos quando se foi. Quando ele cantou essa eu desaguei toda a minha indignação com aquilo que fazemos da vida porque achamos que temos tempo. 

Lá eu tomei as rédeas de minha vida para defender os valores que acredito. Para isso os poetas nos servem... transformando aquilo que sentimos em letras e músicas para acalentar nosso coração e embalar nossos sentimentos. Mas também para nos emocionar e nos motivar.
É Vander Lee... Vá com Deus. Obrigada por todas as emoções que me fizeram ser mais humana, mais romântica, mais gente!

terça-feira, 26 de julho de 2016

Vim falar de homens e não apenas de pais


Vim falar de HOMENS e não apenas de PAIS.
Vim cumprimentar aqueles que além de se sentirem responsáveis pelas tarefas que envolvem a paternidade (natural ou escolhida), DESEJAM fazer parte dela, vivê-la em sua plenitude. SÁBIOS é o que são.


Vim homenagear aqueles que acompanham a maternidade e respeitam o que os hormônios fazem com o humor, emoções e o corpo daquela que ama; que curtem a escolha do enxoval e dos móveis(aqui ou no exterior) carregando toda a tralha sem reclamar; que se levantam quando o bebê acorda na madrugada; cuidam de pentear os cabelos e vestir o uniforme naquela criança ainda sonolenta; que carregam sacolas de fraldas, roupas e mamadeiras,
além do próprio neném com a cabeça encaixada entre o ombro e o pescoço, compensando em seus braços e força nas pernas, o outro pêso que vai na outra barriga - mais um filho - verdadeiros HERÓIS é o que parecem.

Vim cumprimentar aqueles que mesmo separados da esposa, tem tempo para ouvir aquela que amou e se faz amigo dela; que dá um conselho com carinho para ajudar na educação dos filhos; que acompanham as reuniões escolares; que dividem ou assumem as despesas quando podem, mesmo não estando lá no dia a dia; que levam ao médico e aos passeios porque nem tudo é tristeza; que não esquecem os dias comemorativos, seja como for! PRESENTES é como estão.

Vim solidarizar com aqueles que mais tarde respeitam as escolhas dos filhos. Que entendem o arbítrio mesmo que discordem, sofrendo antecipadamente o que a experiência lhes antecipa, mas não se limitando pois presumem (ou rezam fervorosamente) para que o tempo tenha mudado o rumo de suas certezas e poupem suas crias do sofrimento. é o que lhes sustenta.

Vim prestigiar os homens que precisaram assumir sua família INTEIRA, todos eles, como filhos pelos infortúnios da vida. Que apesar ou além dos filhos biológicos não negam a missão dos outros (pais, irmãos, sobrinhos e netos) do coração. ABDICAÇÃO é sua vida.


Por fim, vim lembrar as saudades do meu pai, que mesmo pertencendo à gerações machistas, fez tudo isso sem se preocupar com os julgamentos e deixou em mim a certeza de que eu saberia escolher aquele que seria não apenas o meu companheiro de jornada mas o pai daqueles que Deus nos confiaria! 
BRAVO para ele também!


Coworking : Tamanho M - Domicílio Comercial + Atendimento Personalizado

Dando sequência aos posts sobre coworking e entendendo que as necessidades são diferentes em função do momento e modelo de negócio de cada cliente, vamos falar agora de mais um serviço.

Trata-se do Atendimento Personalizado.

Criação de Marcelo Aversano da Upper Propaganda
Além daquela questão sobre a importância e serviços agregados em ter um domicílio comercial, há outra questão que é a sua disponibilidade para o atendimento telefônico de seus clientes. 

Nem sempre você pode atendê-los: por estar em deslocamento no trânsito, viajando, em reuniões, em lazer, então para estes casos, você pode contar com esse suporte. 

Entenda melhor o que este serviço disponibiliza:

  • Atendimento de ligações em horário comercial de segunda a sexta das 08h às 18h, minimizando perda de chamadas;
  • Saudação personalizada em nome de sua empresa (num script que você escolher);
  • Anotação de recados, e
  • Transmissão de recado pelo canal escolhido (email, whatsapp, sms, etc)

Este plano pode ser feito utilizando aparelho e linha celulares disponibilizados pelo cliente ou através da configuração de uma linha VoIP(¹) exclusiva. Por qualquer uma das soluções este serviço pode ser feito para qualquer ddd em todo o Brasil.

(¹) VoIP, ou Voz sobre Protocolo de Internet, é uma tecnologia que permite a transmissão de voz por IP (Protocolos de Internet), ou seja, transforma sinais de áudio analógicos, como em uma chamada, em dados digitais que podem ser transferidos através da Internet. 
Criação de Marcelo Aversano da Upper Propaganda


Então no conceito de tamanho de demanda, o "M" compreenderia o domicílio comercial e o atendimento telefônico. 

É claro que você pode compor apenas este serviço e contratar outros adicionalmente conforme sua necessidade, o que é ainda mais vantajoso: Não usou, não paga, simples assim. 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

O Parque Botânico Eloy Chaves e o Mestre Afonso


Há muitos anos atrás optamos por mudar-nos para Jundiaí para que as crianças pudessem usufruir da liberdade que a grande São Paulo já restringia aos condomínios. Nós tínhamos um sonho: viver no interior e ver nossos filhos crescerem com menos medos.

Moramos em vários bairros mas compramos o nosso imóvel num bairro próximo à Serra do Japi. Um bairro afastado do centro mas era onde podíamos pagar. Moramos ao todo 8 anos na cidade e eles puderam brincar de bola e andar de bicicleta na rua; aprenderam a nadar no Bolão que é um ginásio de esportes bem conhecido aqui...Deu tudo certo. Tornaram-se adultos felizes e seguros.

Tivemos uma oportunidade e passamos alguns no Rio de Janeiro e depois de 3 anos, voltamos pra São Paulo quando Juliana atingiu a idade da faculdade optando por Biologia Marinha na cidade de Santos. Nós nos empregamos e fomos ficando em São Paulo. Quando ela terminou a Biologia em Santos, prestou Gestão Ambiental na FATEC de Jundiaí e voltou ao seu berço, sozinha.

Voltamos todos pra cá em abril último e a vimos concluir sua segunda graduação neste mês.


O bairro do Eloy Chaves tinha se transformado. A avenida onde vivemos, hoje tem banco, restaurantes, lojas, academias, bares, padarias, supermercado....e um lindo parque botânico onde antes era apenas um terreno baldio. Felizmente não fizeram ali um condomínio.



O parque que tem 41 mil m² de área verde. Um projeto da prefeitura de Jundiaí e o único que acomoda uma academia a céu aberto com aparelhos hidráulicos e onde parte deles é dedicado  à portadores de mobilidade reduzida. Hoje estivemos lá: Juliana, Nico e eu, pela manhã.





A pista de caminhada, o banco de areia, os pássaros e as pontes de madeira somam-se ao projeto de paisagismo e conservação do ambiente que foi reflorestado nestes anos que nos ausentamos por aqui.





Tudo tão lindo...os pássaros....os bancos para o descanso ao longo do trajeto...as pontes de madeira que facilitam atravessar de um lado para outro.










Nico viu os patos, os gansos, a família de capivaras e o GALO. Isso mesmo. Um galo que esganiça atrapalhado com tanta beleza à sua volta. Vejam e ouçam.

Que lindo tudo isso. E mais um parque gratuito na cidade. O segundo que visito em 10 dias. Bonito ver o que a administração ética e responsável que uma prefeitura é capaz de produzir com a aplicação correta de nossos impostos.

Este post é uma homenagem à todos que direta e indiretamente buscam, apesar dos escândalos na política e administração pública.... e alguns movimentos que ainda estou tentando entender, como a desativação do IAC de Jundiai,... a fazer a vida das pessoas melhor e garantir o mesmo para as gerações que virão. Que tenhamos tempo para elogiar aqueles que fazem a diferença e não apenas para maldizer aqueles que não fizeram por merecer nossos votos.


Em especial quero agradecer o professor e pesquisador Afonso Peche Filho, do IAC de Jundiaí, pela incansável influência  em tantos projetos na Cidade e ao olhar crítico desenvolvido em minha filha nos anos de convivência e aprendizado. Que ele tenha certeza que deixou um legado. Obrigada mestre, por tudo!

domingo, 17 de julho de 2016

Coworking : Tamanho P - Domicílio Fiscal e Domicílio Comercial

Agora que já nos conscientizamos sobre onde surgiu e o que é o coworking, vamos entender um pouco mais do que estamos falando em relação aos serviços.

A maior parte dos serviços oferecidos por um coworking são:

  • Domicílio Fiscal e Domicílio Comercial
  • Atendimento Personalizado
  • Coworking - estação individual
  • Office - sala de atendimento
  • Sala de Reunião 

Embora a composição de serviços possa variar, penso que o tamanho de nossa necessidade determina o tamanho dos serviços que devemos contratar. 
Exemplo:

Vamos falar dos serviços de empresa tamanho "P" : Domicílio Fiscal e Domicílio Comercial. 
Mas o que é isso?!

Uma das principais exigências, quando uma empresa é criada, é que seja declarado um endereço de registro da empresa, o chamado Domicílio Fiscal. Entretanto, esse endereço não precisa necessariamente ser o mesmo usado comercialmente : Domicílio Comercial, isto é, o local onde sua empresa realmente está localizada ou o endereço que você deseja utilizar para divulgar em seu website ou cartão de visita. E isto não é ilegal.

Quando abri minha empresa em 2011 meu contador me orientou a registrar a empresa no meu endereço residencial, pois serviria apenas como ponto de referência, o que é aceito pela prefeitura para profissionais autônomos ou liberais. Assim o fiz. 

Mas se você vai utilizar outro endereço, é importante ressaltar que para usar essa opção, você precisará de autorização do proprietário do imóvel, caso não seja você. Se eu não tivesse essa opção, provavelmente minha única opção seria contratar um serviço de Endereço Fiscal. Esse tipo de serviço é oferecido por empresas do ramo de escritórios virtuais há muitos anos. Agora muitos espaços de coworking também passaram a oferecê-lo devido a grande demanda. Sabia disso?!

Então vamos à um exemplo:

Empresa XPTO 1
Rua Sérgio da Silva, 94, Bloco 2, Aptº 171, Vila Ideal - São Paulo-SP.

Empresa XPTO 2
Avenida Paulista, 500, Sala 806 – Bela Vista, São Paulo-SP

Se você pudesse, qual dos endereços acima você escolheria para sua empresa? 
É bastante provável que você tenha escolhido o segundo. A razão é simples: é um endereço que passa credibilidade e não um apartamento residencial que parece amador.

De 2011 a 2013, fiz projetos pontuais: um em Santa Catarina e outro no Rio de Janeiro. Minha empresa tem domicílio fiscal em São Paulo. Para estes projetos viajei o tempo todo. Não precisava de uma estrutura física para receber meus clientes, já que eles haviam me contratado para fazer os projetos nos seus ambientes. Meu domicílio comercial então era o mesmo, mas no meu cartão de visita não possuía endereço comercial e nem no site. Isso não foi muito profissional, confesso.

Criação de Marcelo Aversano
da Upper Propaganda
Este ano (2016) quando quando me mudei pra Jundiaí, no interior de São Paulo, precisei de um novo endereço comercial pois aqui tenho clientes de atendimento regular presencial, além de precisar receber empresas para projetos de consultoria. Então, eu busquei um coworking que oferecesse este serviço.

O serviço de domicílio comercial é um serviço com custo bem acessível e os escritórios de coworking permitem que você utilize-o para divulgar em seu site, cartões de visita, assinatura de e-mails, dentre outros lugares. A maior parte das empresas também incluem uma caixa postal para recebimento de correspondências, com aviso de recebimento. 

Basicamente, o serviço de domicílio comercial é mais indicado para divulgação de sua empresa, caso seu endereço fiscal não seja útil ou apresentável, ou pouco para os propósitos de expansão de seus negócios. Já o domicílio fiscal, é voltado para quem deseja abrir uma empresa e não tem opção de endereço para registrá-la. Se você estiver abrindo a sua, pense num domicílio fiscal que seja apresentável para que você também possa utilizá-lo como domicílio comercial. Facilite as coisas.

Em termos de economia, caso você tenha um modelo de trabalho que não exija uma posição de trabalho diário, mas um domicílio fiscal e comercial são bem vindos, saiba que você pode contratar apenas isso. 

O coworking se responsabiliza e assina correspondências com aviso de recebimento, e pode ter uma caixa postal para ela. Daí você retira lá quando puder ou voltar de suas viagens. Não lhe parece otimizado?! Pois então!

Em breve falaremos do Atendimento Personalizado. Tamanho M. 

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Coworking : Você tem preconceito? Deixa disso!

Trabalhei 25 anos em ambientes corporativos. "Uma vida" como diria minha mãe.

Em todos eles recebia um crachá com o logo da empresa, uma mesa, um ramal, um ponto de rede, depois o celular corporativo e mais tarde um cartão de visitas com o "título", endereço comercial e contatos impressos nele. Para minha geração (e pra mim também) isso era considerado estabilidade e status. Duas sensações boas: de pertencimento e conquista. 

Mas, do outro lado do mundo, desde 2005 os Estados Unidos, que já liam os resultados da crise imobiliária iniciada em 1990, já iniciavam um conceito diferente para atender as empresas que foram vitimadas pela recessão. Lá os profissionais de diversas empresas e áreas, optavam por compartilhar o mesmo espaço para diversas necessidades. Entre os motivos originais alegados estavam:
  • Networking 
  • Colaboração 
  • Parcerias 
  • Convívio social 
  • Amizades 
Mas haviam muito mais motivos. Claro.

Criação de Marcelo Aversano 
da Upper Propaganda
No Brasil o conceito teve sua primeira versão em 2008 com "PTO de Contato" em São Paulo - Capital. A inovação copiada foi derivada da crise financeira que se deu neste ano por aqui e nos afetou em cadeia, partida da sucessão de falências de instituições financeiras, nos Estados Unidos e na Europa.  
Aqui estes espaços foram primeiramente fundados por empreendedores e autônomos da área de tecnologia (os primeiros afetados pela crise), que buscavam locais de trabalho alternativos aos Cyber Cafés  ou suas próprias casas, onde se sentiam isolados e pouco profissionais.

Hoje são milhares de espaços de coworking em todo o Brasil.
Estamos em 2016 e ninguém se atreve a dizer que este modelo é uma "modinha" que vai passar. Aquela crise e a de agora voltam a nos ensinar e remetem a avaliação da forma e com o que estamos gastando nosso dinheiro e nos colocam em xeque num repensar constante: preciso mesmo disso?!

Cada vez mais somos convidados a pensar "FORA DA CAIXA", aliás tem um link aí pra você conhecer um grupo no Facebook que leva este nome e que promove conhecimento, comportamento e networking. 

Muitos profissionais que migraram para o empreendedorismo ainda pensam ser necessário ter um lugar seu, imitando aquele modelo que vivemos lá atras: "...Essa mesa é minha, essa cadeira é minha, esse armário é meu, esse telefone fixo é meu, esse ponto de rede é meu...o endereço comercial é só meu...".... mas finalmente começam a travessia para modelos mais otimizados. 

Pois bem. Considerando que o DRE(¹) de uma empresa esteja na última linha do relatório, devemos buscar tanto a venda quanto reduzir nossas despesas, pois é na resultante de tudo que saberemos se vamos ou não, indo bem.
(¹) O Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE) é um relatório que oferece uma síntese econômica completa das atividades operacionais e não operacionais de uma empresa em um determinado período de tempo, demonstrando claramente se há lucro ou prejuízo.

Trabalhar em outros modelos de contrato é cada vez mais comum. Além disso profissionais seniores já estão sendo compartilhados entre as empresas, e são chamados sob consultoria quando a necessidade pontual ocorre. É muito caro mantê-los para tocar a operação. Aceite ou sofra.

E onde estão estes profissionais enquanto esta oportunidade não se manifesta?

Pois então...o Coworking se dispõe a prover esta infraestrutura para recebê-los:


  1. Ele foi concebido para ser flexível e fornecer diversos planos e serviços à este grupo de profissionais (ao qual eu pertenço) que trabalham de forma independente umas das outras, e em modelos de negócio que tem tempos e necessidades de estrutura bem diferentes. 
  2. Propõe o compartilhamento de despesas comuns, fazendo com que o rateio delas se torne não apenas mais econômico, mas muito mais inteligente. 
  3. E finalmente propicia um ambiente com outras pessoas para nos dar aquele sentido de pertencimento, e com estrutura de endereço e salas para receber nossos clientes de forma profissional. Neste ponto nos temos diversas opções de coworking e cada uma num estilo que se alinhem ao nosso negócio.

Criação de Marcelo Aversano
da Upper Propaganda
Não estou dizendo que este modelo sirva à todos. Estou sugerindo que reflitam.

Em breve trarei mais detalhes para levar consciência e entendimento sobre o que precisamos ou não em nosso "pacote".

Vão pensando. Até breve!

terça-feira, 21 de junho de 2016

Cebolinha ou Chapolin? Que tipo de estrategista é você?


Quem leu ou lê os quadrinhos da Mônica sabe muito bem quem é o Cebolinha. Personagem criado pelo Mauricio de Souza nos anos de 1960 que homenageava um amigo de infância.


Dentre tantas características, Cebolinha se destacou mais tarde como o garoto que vivia pra infernizar a vida da Mônica e todos os dias inventava um plano "infalível" para roubar o coelho dela(Sansão) e amarrar suas orelhas, o que sabia, deixa Mônica furiosa. Ele não queria o coelho, mas fazer algo que a deixasse nervosa, pelo prazer de desequilibrá-la.

Cebolinha era aquele que pensava que tinha um plano. Ele envolvia um monte de gente ao seu entorno e os envenenava e os colocava em risco, contra a menina que era mais forte, fazendo-os participar das estratégias que ele efetivamente não tinha e que culminam na surra dada por aquela que deveria ser sua vítima. Pra mim quem batia era a VIDA representada pela Mônica. Porque ele não tinha motivos éticos. Só pensava em si e em se dar bem. Merecia apanhar.

Cebolinha era movido pela imaturidade, pela maldade e pela falta de capacidade de construir qualquer plano bem sucedido. A raiva e a inveja o consumiam e o vedavam.

Adoro Maurício de Souza, que fique bem claro! Falo aqui do personagem criado lá nos anos 60 que buscava ridicularizar o jeito que muitos garotos assumiam a malandragem pra se dar bem. Se achavam espertos e que enganariam à todos. Soberbos. Coitados.


Daí, quase uma década depois, a televisão mexicana traz o seu herói. A série parodiava os heróis norte-americanos e fazia constantemente críticas sociais em relação à América Latina. 


Mas na minha ingenuidade, no Brasil, esse personagem tomou um apelo diferente. Ele não tinha super poderes e qualidades de outros heróis, mas conseguia superar as suas deficiências e superar seus problemas, fazendo disso seu maior valor na minha opinião.

Chapolin Colorado se apresentava corajosamente para os desafios. Ele tentava de verdade desvendar os mistérios que se formavam e vencer os inimigos indo atrás daquilo que fosse preciso para desvendá-los. Construía planos para flagrar o inimigo. Ele não era muito inteligente, mas era bem intencionado. E isso o salvava ou lhe trazia sorte. Além disso tinha antenas na cabeça, ao que acredito funcionavam ou faziam alusão a sua intuição.

Por uma ou várias coincidências quaisquer crimes se desvendavam justamente no caminho dele, fazendo com que recebesse os méritos daquela descoberta. Ficaram famosas muitas de suas frases de efeito aos inimigos: "Todos os meus movimentos são friamente calculados", "Não contavam com minha astúcia!", "Suspeitei desde o princípio!", "Aproveitam-se de minha nobreza!", todas essas sempre ditas na solução do enigma. 

Mas, havia uma delas que ficou mais forte em minha memória, quando ele chamava as pessoas à apoiá-lo em suas investidas:
"Sigam-me os bons".

Chapolin queria fazer o que era certo e só queria ao seu lado quem era bom. Sabia que se estivesse bem acompanhado tudo daria certo. Talvez ele levasse mais tempo para descobrir as coisas ou resolvê-las, mas só teria os bons ao seu lado. Ele não iria sozinho e nem pensando em si próprio apenas, mas com os bons, e trabalhava para que todos pudessem participar do plano que levaria o criminoso para a cadeia. 



Hoje vejo que nenhum dos dois eram estrategistas. 

Então, lembrei do General Norman Schwarzkopf do exército americano, que era um grande estrategista, e resolvo que dentre os dois, se tiver que escolher entre o plano infalível e o caráter, Chapolin fala muito mais comigo.

E você?! 

domingo, 12 de junho de 2016

Que amor é este?!

Algumas pessoas duvidam do amor, sofrem por ele e outras desprezando-no. 
Algumas poucas o reconhecem e o alimentam.

O amor não é uma competição para saber quem gosta mais, quem demonstra para os outros  (de fora) o que sente, pois ele se alimenta da constatação de quem se esforça diariamente, que cede pela felicidade daquele que diz amar, silenciosamente, discretamente... quando não há ninguém assistindo, nas pequenas coisas...nas demonstrações mais sinceras de dedicação, de cuidado.


Poucos reconhecem e valorizam o amor. Alguns passam a vida sem vivê-lo efetivamente naquilo que é mais precioso: na mente. Ter alguém vivo no pensamento ou alguém para quem voltar é um privilégio. 


Um doce acalento que a vida ensina a valorizar. O sentimento morno e contínuo que enche o coração...que o torna valente e destemido diante das dificuldades da vida. 




quarta-feira, 11 de maio de 2016

Mogly - O Autoconhecimento do Menino Lobo

Hoje estive no cinema. Mogly - O menino lobo, da disney, em 3D.

Lembrei-me das inúmeras vezes que vi Rei Leão quando meus filhos eram pequenos. Penso que os desenhos da Disney devam mesmo lotar salas e gerar bilheterias milionárias, tal qual o cuidado que eles tem na geração dos diálogos e a preocupação de levar as pessoas à reflexão...seja em que idade for. Os desenhos da Disney não são apenas para crianças. Prestem atenção ao moral da história.

Fiquei impressionada não apenas com a qualidade de arte e tecnologia trazidas num mundo exuberante de faz de conta digital, mas com a capacidade de trazer para as telas a busca pelo autoconhecimento a que Mogli é submetido durante uma fuga que lhe é imposta, mas que ele nunca desejou.

São cenas que colocam questionamentos muito ricos sobre como nos organizamos para formar grupos; de como a nossa identidade pode ser questionada a todo tempo por não sermos iguais aos outros; a como podemos não ser reconhecidos como parte de um grupo mas o quanto o sentido de pertencimento faz com que arregacemos as mangas e façamos o que precisa ser feito... muitas vezes em nome daqueles que não se apropriam da responsabilidade....da estratégia que possibilita que a batalha seja vencida por quem aparentemente parece mais frágil: a força da inteligência e a coragem.
Frases de impacto: 

"Quantas vidas valem o filhote do homem?"
"Você não é um lobo, então lute como um homem" 
"A força do lobo é a alcateia"

Muito lindo e rico. 
Não sei se isso tudo estava lá dessa forma, mas foi assim que senti. Somos nós que escolhemos a que grupo queremos pertencer, como fez o menino. Obrigada Disney.

sábado, 7 de maio de 2016

Tia Miriam - A Mãe de tantos!

Nossa mãe não pôde estudar o quanto desejava. Completou o quarto ano primário. Mas transmitiu muito bem os valores essenciais da vida, nos fazendo entender que as escolas transmitem conhecimento, educação a gente tem em casa. Meus irmãos e eu sabemos muito bem o que é certo e errado.


Há muitas formas de ser mãe. A nossa, Dona Milian (com L mesmo, embora todos pensem e digam R), optou por ser do jeito convencional. Casou-se, engravidou quatro vezes até que eu pudesse nascer e depois de mim, outras duas filhas. Em oito anos, teve seis filhos. 

Imaginem a fase de fraldas e mamadeiras. 



Tive dois filhos e penso que no passado as mulheres eram mais corajosas.
Mas adotou muitos outros em sua jornada que sempre estão por perto.
Foi e é uma mulher paciente e trabalhadora. Adora crianças e até hoje a sua maior alegria é ver as suas crianças (hoje na casa dos 50 anos), dos seus netos (na casa dos 20 anos) e da sua bisneta (perto de completar 2 anos), ao seu entorno.

Muitas vezes livrou-nos da rigidez do meu pai, protegendo-nos das explosões que eventualmente sua carga de trabalho lhe causava. Coitado.

Em minhas memórias mais representativas a vejo chegar dirigindo uma kombi nos anos 70 e carregando não apenas os seus filhos, mas todos os outros que os pais entregavam à ela, em confiança, para os passeios mais insanos: Centro Esportivo Municipal na Zona Sul de São Paulo, Parque do Ibirapuera, Zoológico e tantos outros. Minha mãe foi uma mulher moderna apesar da sociedade estranhar sua independência.

Mas não pense que ela se contentou com o rótulo "do lar" que as mães que optam por cuidar dos próprios filhos levam... ao invés de dedicar-se à outras carreiras. Minha mãe fez crochê, tricô, ponto cruz, vendeu Avon e Natura de porta em porta,  pintou quadros, teve loja e escola de artesanato....nunca a vi sem uma ocupação e sem a condição de comprar as suas e as nossas lingeries. Sempre tínhamos uma roupa nova para as datas comemorativas. Minha mãe é vaidosa e com ela aprendi de que não se sai de casa sem pentear os cabelos ou passar um batom.

Com ela aprendi a ouvir Nelson Gonçalves, Lupicínio Rodrigues, Noite Ilustrada, Ray Connif com as grandes orquestras e tantos outros que só me fizeram entender o quanto a música pode traduzir a felicidade, a grandeza e as tristezas de quem viveu.


Minha mãe recebeu nossos amigos na infância e adolescência como se fossem sobrinhos dela e muitos deles ainda a chamam de "Tia Miriam". Mundos de comidas e louça pra lavar, hahah.


Depois nossos namorados e namoradas...sabe as datas de aniversário de seus genros, noras, netos e bisneta de cor...o ponto cruz preservou a sua memória. Graças a Deus.

Todos que a conhecem a admiram e para nós isso é um orgulho.

Dona Milian ficou viúva cedo e pensamos, apesar de ter saudades de nosso pai, que ela merecia um companheiro a vida toda...mas, a vida não foi assim.

Por tudo que somos....por tudo que nos ensinou...pelo privilégio de tê-la por perto com saúde por tantos anos, para aproveitar o que é melhor nessa história toda: os bons momentos, nós agradecemos a Deus!

quarta-feira, 4 de maio de 2016

A Dança do Conhecimento

Sempre acreditei no poder da música. Acredito que este gosto tenha nascido na minha infância quando observava minha mãe sempre cantarolando enquanto driblava tantos afazeres para criar seis filhos. A música sempre a alegrou. Os discos de vinil, a eletrola...ai ai.

Mais tarde as cantigas de roda, as músicas de folclore e natalinas. Lembro também que minhas duas irmãs e eu adorávamos cantar e dançar, então virávamos a bacia de alumínio que minha utilizava para quarar a roupa, e a fazíamos de palco e o cabo da vassoura era o microfone. Uma delas imitava a Martinha, a outra Vanderléia e eu o Elvis. Ouçam bem a letra da música, apesar de ser uma composição do Frank Sinatra ninguém a interpreta melhor que o Elvis, muito menos eu, hahah. É uma lição de vida e alguém que devia fazer coaching hahah.

Desculpem os mais novos se não sabem quem são esses, mas na época era uma "sensação", "uma brasa mora", hahah...saudades.

Um pouco além: os bailes de garagem e depois as danceterias. 

As moças passavam o dia enrolando os cabelos (nos bobes e não nas escovas e secadores) e cuidando da maquiagem e figurino. Sem contar os secadores de quem podia ir ao salão para fazer a produção, hahah  Depois íamos para os bailes e danceterias e esperávamos um rapaz para tirar-nos para dançar. Nem sempre tínhamos sucesso, hahah. As vezes, com muita sorte, aquele rapaz que passava a noite te paquerando do outro lado do salão, tomava coragem, e enfim o par se fazia e dançávamos juntos de verdade.

Estas lembranças me vieram noutro dia, durante o acompanhamento do curso de formação em Coaching Profissional pelo Instituto Edson De Paula lá em Recife, onde num momento muito lindo e que jamais vou esquecer,Vânia Portela (Psicóloga Clínica e Organizacional, Coach Comportamental, Escritora, Palestrante e Especialista em Estilos Comportamentais) e Marcelo Arruda (professor de dança) demonstraram como os estilos comportamentais se comunicam, utilizando a dança para isso.
Que lindo o que prepararam para o nosso aprendizado. Obrigada sinceramente.

Minhas memórias vieram e o prazer pela música e dança voltaram com força. A vida pode apresentar conhecimento de várias formas e isto pode ser divertido!

Mas preste atenção: Vania Portela está na terceira idade e não cansa de nos surpreender e ensinar como é possível manter a mente sadia e inovar.

BRAVO !!!

segunda-feira, 21 de março de 2016

Geração Saúde Psicossomática?!

Já há alguns anos nos percebo mais preocupados com nossa alimentação. Isto sim é uma preocupação importante. A ciência não cansa de avisar sobre os alimentos e seus efeitos. Novos negócios surgiram a partir desta preocupação: verduras e legumes orgânicos pré-lavados e ensacados nas prateleiras dos supermercados; os vídeos e programas de TV ensinando as pessoas a cultivarem suas próprias hortas e a melhor forma de prepará-los; multiprocessadores domésticos para facilitar a vida de quem se dispõe à seguir estas receitas; etc e etc. 

Junto com isso voltamos a nos exercitar. O conforto engorda. Novos negócios: academias em diversos formatos; personal trainer; moda fitness; tênis com alta tecnologia; equipamentos e alimentos dedicados a melhor performance; etc e etc.

Há alguns dias devido um problema no carro saí a pé e fui de ônibus resolver algumas coisas. Meu coração parecia que iria sair pela boca. O calor deu dor de cabeça. As pernas, pouco exigidas devido a embreagem e o acelerador, tremiam ao subir a ladeira de onde moro. 

Se o conforto trazido pela evolução tecnológica não nos exige nem mesmo subir escadas (graças aos elevadores), então que façamos a caminhada, natação ou qualquer outro esporte que coloque o organismo para funcionar e nos condicionar, para que o sistema possa fazer o seu papel.

Lembrei-me de dois projetos que fiz: um em Santa Catarina e outro no Rio de Janeiro. Ambos me propiciaram longas caminhadas diárias na orla da praia. Respirava muito melhor e a beleza do por do sol no mar enchiam meu coração de alegria.

Tudo isso é muito produtivo e acredito que esta é uma onda que veio para ficar. Acredito que cada vez mais nos preocuparemos com isso.

Mas, existem coisas que não sei quantos de nós está realmente tratando. Falo de índole e comportamento.

Que sentimentos estamos armazenando dentro de nós? 
Com o que estamos alimentando o nosso coração e o nosso equilíbrio emocional?
Percebemos o que estamos ingerindo e envenenando no nosso próprio sangue e nos dos outros?
Cuidamos para não magoar as pessoas que dizemos amar? 
Nos damos conta no momento exato que tomamos a decisão de maldizer os outros com nosso egoísmo ? 
Nossa vaidade não é um prato cheio de colesterol? 
Estamos orgulhosos do que fazemos e dizemos entre paredes ou achamos que ninguém saberá? 
Estamos pensando o que fazemos aos outros ou apenas acreditando que eles nos perdoarão?
E o que fazemos pelos outros? Neste caso o prato não está demasiadamente raso e o alimento sem nutrientes que possam alimentá-los?
Como levamos esperança aos outros? Cultivamos a horta da solidariedade para que todos possam se fartar ou nesse momento apenas cuidamos do nosso umbigo? Eles que se virem?!
Como enchemos nosso coração de alegria?  Estamos "multiprocessando" sentimentos dignos e servindo de exemplo aos outros? 

O que proponho é que todos nós cuidemos dos alimentos orgânicos, do exercício físico, mas não esqueçamos do que estamos produzindo através dos nossos pensamentos e comportamentos. Que liberemos energias boas aos outros, não um dia, não por conveniência, mas sempre! 

Que façamos escolhas justas na hora de tomar uma decisão ou expressar nossa opinião sobre o outro...que cultivemos amigos e que eles nos sirvam de porto seguro para o dia de amanhã. A vida é um moinho de vento que leva tudo o que produzimos para os nossos filhos, netos, bisnetos e amigos.

As doenças só não nos alcançarão e aos que amamos se cuidarmos de tudo que mandamos para o mundo. Não nos enganemos. Cuidemos de tudo em sua origem, seja na produção de alimentos ou de sentimentos.

segunda-feira, 14 de março de 2016

A errante e o anônimo



Muitas vezes tomei decisões que não agradaram à todos. O fato de acreditar estar fazendo o melhor pode ter vedado os meus olhos algumas muitas vezes, mas sempre justifiquei porque fazia assim ou assado.

A minha transparência incomodou e ainda incomoda muitas pessoas. Difícil agradar à todos, mas confesso que durante muito tempo acreditei ser possível isso. Ao longo da minha história aquelas que se incomodaram e se manifestaram tiveram a explicação do meu porquê. Nem sempre as convenci dos meus argumentos. Paciência. Mas o que é a vida senão um discordar constante?! 

Para mim o importante é posicionar-me e seguir em frente. Calar-me diante dos problemas não é um comportamento que possam esperar de mim. Esta é a minha natureza.

A minha transparência também já agradou à muitas pessoas e talvez as mesmas que algumas vezes incomodo ou incomodava. Muitas vezes meu discurso declarou o que outros também pensavam; muitas vezes trouxe para mim mais responsabilidades que deveria assumir e daí era conveniente usufruir daquilo que eu defendia; então isso fazia com que muitos estivessem representados pelas minhas palavras: seja porque estava certo,  ou porque se desse errado eu fosse responsabilizada. 

Muitas vezes errei. Muitas vezes me redimi. Muitas vezes pedi desculpas; muitas vezes mudei a forma de agir: diferente ou melhor para aqueles que se manifestaram afetados de alguma forma.
Esta é a conduta da errante, porque só erra quem FAZ.

O anônimo é aquele que fica parado sem se posicionar e muitas vezes sem trabalhar. Aguardando que tudo seja resolvido ou entregue sem que ele precise dizer o que realmente pensa, ou provar suas competências, mantendo sua identidade preservada. 
O anônimo é aquele que só se manifesta as escuras, protegido pelas tecnologias que dão à ele esta condição. O anônimo não incomoda porque não se posiciona, porque na verdade não é NINGUÉM

Como não tem como sustentar o que diz mostrando sua identidade, foge do argumento do outro, agindo portanto como um COVARDE. 

domingo, 6 de março de 2016

Carreira - O Desemprego e o Plano B!

Sigo com a nova série dedicada à Carreira. 
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Ficou curioso?! Sabe por que?! Porque você já sabe que não há emprego para todos! Ponto! Isso mesmo! 
Mas e agora?

Até pouco tempo acreditávamos que o capitalismo iria prover empregos para as próximas gerações, e que só seriam empreendedores aqueles que quisessem ou tivessem aptidão para este caminho. Estávamos enganados.

Dormimos num dia e acordamos no outro com as manchetes e indicadores apontando a taxa crescente e perturbadora de desemprego. Resultado de uma economia que desacelera.



É sabido que o melhor momento para o plano B é quando não precisamos dele. 

Mas se o plano B for o que se pode fazer porque o plano A já não existe, então precisamos mudar. Mudar a forma de pensar. Mudar a forma de olhar para as coisas. Olhar para as oportunidades sem preconceitos. 
Precisamos despir o manto sagrado da carreira que nos manteve até aqui e buscar onde é que o trabalho existe. 

Você já deve estar cansado de ouvir que o empreendedorismo é arriscado, que não é para todos, blá, blá, blá. Ok, mas as pessoas que ficam lhe colocando medo estão confortáveis vivendo do resto de oxigênio que ainda existe por aí. Mas todos terão de mudar, então que seja já!
Não estou dizendo que devemos nos colocar em risco. Sejamos prudentes. Estou dizendo que não devemos ficar aguardando que alguém resolva como vamos ganhar a vida, pagar nossas contas e seguir com dignidade o nosso caminho.


Vamos abrir os olhos, vamos ler, vamos avaliar o que nos chega, observar e conversar com as pessoas que conhecemos. O que sentimos falta? Onde está o caminho que dependa apenas da nossa capacidade de entrega?



Quem pode nos ajudar nesta jornada e pensar junto conosco sobre ela? Quem tem otimismo e confiança em si mesmo para o esforço que nos será exigido? 

Vamos nos lembrar de que as pessoas mais prósperas deste século foram aquelas que INOVARAM. Aquelas que desenvolveram algo que ninguém enxergou que poderia ser um caminho. Estavam à frente e quando a demanda chegou elas estavam prontas para atender e usufruíram dos resultados daquele período de esforço empregado quando ninguém acreditava naquele caminho.



ABRAM OS OLHOS E OS OUVIDOS!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

A crise contra a honra das pessoas!

Todos sabemos que a famosa "crise" está levando à um repensar das estruturas dentro das cabeças, casas e organizações.

A falta de água(e consequente energia elétrica) e o tal mosquito atingiram a minha cidade e tantas outras, fazendo com que as pessoas sejam responsabilizadas por tudo o que está ocorrendo. Passam a direcionar bônus(desconto) por suas economias, a fingirem uma educação de "prevenção" para não deixar água parada e etc. Fazem com que elas se sintam culpadas por tudo. Da mesma forma as empresas ao lerem seus resultados, vasculham suas despesas e concluem que somente suas reduções poderão melhorar o resultado já que as vendas não respondem. 

Momentos difíceis temos passado.

Noutro dia vi uma reportagem na globo onde apontavam um erro/risco numa das casas visitadas no mutirão de combate ao mosquito: a mangueira da saída do ar condicionado de um dos quartos que dava para o quintal era levada para uma garrafa pet, que estava com vão entre a mangueira e o bico, propiciando a reprodução do mosquito dentro dela. O fiscal então pareceu se realizar com aquilo, se empolou todo; causando constrangimento naquela cidadã e a apontou como a única responsável pelo risco; e na sequência rapidamente deu a solução (fazendo pose para a câmera): "Virou a água contida na garrafa no ralo. Pronto, resolvido. Não tem mais água parada. Não tem mesmo".

Mas daí fiquei observando a solução (e lembrando tudo que li sobre os recursos finitos e a reprodução do mosquito) e pensei: Dado que naquele momento não havia larva alguma do mosquito naquela água dentro da garrafa (e não tinha mesmo) o fiscal poderia ter orientado a moradora a colocar cloro dentro da garrafa pet e quando fosse limpar o quintal, a utilizá-la. O uso da água então atingiria o seu máximo aproveitamento. Mas ele não fez. Disse pra ela deixar a mangueira pingar no quintal e jogasse a garrafa fora.

Observei em paralelo, nas ações de ajustes de estrutura nos ambientes corporativos, algo similar. Nestes no entanto não há fiscais, mas heróis. Estes heróis comportam-se como oportunistas(gente de pouca índole) que nada sabem daquilo que criticam, que ao verem uma oportunidade de aparecerem na foto(neste caso cair nas graças do novo chefe), saem voando em bandos, grudados uns nos outros e também ao lado dos novos paladinos, de um lado para o outro, fazendo bastante barulho, apontando culpados e se prontificando para ajudar a resolver coisas que sempre souberam ocorrer e que pouco se importavam; desconsiderando riscos; desrespeitando a história das pessoas; difamando os ausentes(que fingiam amizade e solidariedade nas dificuldades) e fazendo com que aqueles que ainda estão lá e que participaram das entregas feitas antes, se sintam incluídos naquilo que eles acreditam não foi bom o suficiente.
Usam fatos isolados para suas conclusões, não contextualizam nada, não se preocupam em saber o porque algumas coisas foram feitas do jeito A ou B. Ouvem apenas o discurso que lhes convém. Usam palavras de baixo calão para se referirem ao que não entendem, aos excluídos ou àqueles que pretendem excluir mas ainda não podem porque dependem do conhecimento deles. Nada do que foi construído e que sustentou a continuidade é sequer visitado. simplesmente jogam tudo o que foi feito no ralo, ou fingem que jogam(o que é ainda pior). Mudam o formato, utilizam todo o conteúdo e as boas práticas de antes, mas colocam seus nomes como autores e amanhã se apropriam dos feitos dos outros. Desrespeitosos é o que são.

A verdade irá se revelar. Nada que se constrói com imediatismo ou falta de ética tem efetividade. Bater cadência é outra coisa. Garantir a constância como disse o Abílio Diniz no outro dia é que é a glória. O mundo se desmorona ali na frente: na propagação do mosquito pelos continentes, no número de mortos, ou ainda pelo abandono dos ratos quando o navio começar a afundar ou ainda quando as empresas mais precisarem de compromisso profissional para atravessar o que virá. Estão construindo seus indicadores sobre suas métricas. Ficarão todos doentes, contaminados por sua soberba e vaidade.Triste legado. 

Acredito na leitura de resultado no médio e longo prazos como: educar as pessoas para economizar água e energia elétrica(mesmo quando ela não é escassa); em construir programas de saneamento básico que impeçam a propagação de doenças(e não apenas deste mosquito); em pessoas que constroem suas histórias em cima dos seus feitos e das suas inovações e não nas calúnias, injúrias e difamações de quem as precederam. 



Até que esse mundo que idealizo possa acontecer, lamento por todos nós que temos de conviver com os discursos, ações vazias e arrogantes de governos e dirigentes inexperientes e ineficientes.