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Quem sou eu

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Durante 25 anos apoiei a formação de equipes e líderes, bem como busquei ser uma pessoa melhor, respeitando meus valores e mantendo um posicionamento ético diante da vida. Neste momento me entrego à minha missão de vida. A vivência adquirida até aqui me levou à uma visão crítica da maturidade dos ambientes corporativos em pequenas, médias e grandes empresas, bem como dos comportamentos que possibilitam estratégias eficazes para alcance de resultados e formação de equipes altamente produtivas e colaborativas. Minha busca é para que as pessoas busquem seu empoderamento e tenham as rédeas da própria vida nas mãos, perseguindo a felicidade como sua principal meta. Esta formação se dará através de consultorias e treinamentos comportamentais, workshops, palestras motivacionais e personal e/ou professional coaching.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Carreira - Você tem autoconhecimento?

Começo hoje uma nova série. Vamos falar de vários aspectos que envolvem CARREIRA.

Em tempos de crise e de discussões sobre o modelo de trabalho, a recolocação e perfis profissionais requeridos, verifiquei que posso contribuir com o meu olhar sobre alguns pontos que se tornam críticos e diferenciais nestes momentos.

Hoje são tantos caminhos e tantas opções que as pessoas também deixam de olhar para todos os lados e algumas esquecem que podem ter mais de uma. Por que não?!

As carreiras não estão apenas nos ambientes corporativos. Lá elas são mais estruturadas, mas é preciso que você reconheça as opções que tem, incluindo as carreiras liberais e de assistencialismo. O terceiro setor está aí e já emprega, você sabia?!
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Autoconhecimento

A primeira questão que levo às pessoas que me pedem sugestão sobre a carreira ou mudança nela, é se elas possuem autoconhecimento. Se elas gostam do que fazem? ou o que não gostam, ou o que gostaria de fazer? Se elas sabem quais são as suas características comportamentais e de relacionamento e se elas acreditam que são diferenciais?
A maioria fica minutos para responder. Sabe por que? As pessoas não param para fazer esta auto-análise. Descobrem-se indecisas para o primeiro trabalho e frustradas quando a carreira não deslancha ou não se sentem motivadas por aquela que está em curso.

A carreira, na maior parte das vezes veio pelas imposições familiares, por acidente (a oportunidade caiu no colo) e não necessariamente buscada por estas aptidões ou por um foco que se tenha decidido dar. O resultado é que quando as pessoas se deixam levar por uma carreira, salvo se a pessoa acorda no meio e redireciona o caminho, o crescimento profissional demora muito mais pra acontecer e daí a frustração é certa.

Em tempos de redução no número de vagas disponíveis no mercado de trabalho, formatos de trabalho, e onde há tanta concorrência, essa questão é de extrema importância. Não subestime a relevância. 

As características ou aptidões para o relacionamento tem muito mais peso do que as técnicas. Você lidará muito mais com questões humanas do que técnicas. Mas alguns dirão: "Eu trabalho com tecnologia e não tenho que me preocupar com isso". Ledo engano. Como profissional da área lhe afirmo: Muitos de nós teremos que traduzir o tecniquês para que todos entendam, sob o risco de termos um boicote com um determinado projeto ou nova ferramenta. Quanto mais as pessoas entenderem o quanto estão envolvidas e o que é esperado delas em tempo de projeto, mas defenderá o novo. No entanto, se elas não forem envolvidas e sensibilizadas para o que trazemos, não terão qualquer compreensão sobre o papel dela. 

Exemplo: Se uma pessoa está numa carreira onde a sua habilidade de comunicação/negociação é exigida (e a maioria delas exigirá isso em maior ou menor grau) e ela não tem esta característica natural na personalidade, a probabilidade é que assuma muito mais responsabilidades do que tenha condição de entregar ou sofra para cumprir entregas que não são suas. Se ainda, sabendo disso, ela não busca esta competência através de cursos ou ferramentas que lhe possibilitem este despertar, então ela não escolheu um caminho. Sua carreira está a deriva e daí tudo será ainda mais difícil. Há também uma alta probabilidade de que esta pessoa seja desligada por desempenho, porque aceita tudo  mas não entrega com qualidade ou porque não entrega nada. 

Existem vários formas de você buscar este auto-conhecimento. Vou citar duas(mas existem muitas mais):

Teste para Avaliação de Comportamento - O objetivo deste teste é levar ao entendimento de como a pessoa reage às situações em que está inserido. Minha recomendação é que o faça com profissionais certificados e não por testes gratuitos. Pequenos desvios por falta de metodologia podem levar a um resultado parcial de comportamento. O teste dará um entendimento sobre o comportamento atual.   Busque um profissional certificado para aplicação do teste. Sugiro o "DISC" (aspectos que serão analisados: Dominância/Influência/Estabilidade/Conformidade). O teste é o início de um caminho. Para mudar características que a pessoa perceba necessárias hà um longo percurso a percorrer. Mudar hábitos ou posturas é um exercício diário e difícil, mas muito necessário se quiser manter-se com grau de empregabilidade.

Coaching Profissional - O coaching é reconhecido mundialmente como uma ferramenta poderosa para o auto-conhecimento. Sessões individuais podem ajudar a ter entendimento sobre estas questões e direcionar a esta descoberta. Sessões em grupo poderão possibilitar a troca de experiência com aqueles que estão na mesma busca. Procure um profissional certificado ou uma instituição de sua confiança e agende uma entrevista. Geralmente os profissionais não cobram pela entrevista. Avaliar este caminho pode ser libertador. Pessoalmente o considero o melhor.

Após iniciar este caminho tenho certeza tudo ficará bem mais claro e a carreira tenderá a deslanchar naturalmente e com muito mais velocidade!




O sintoma que determinará se está tudo bem, é que a pessoa estará feliz, realizada por suas escolhas, sejam elas quais forem!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Às mães e avós de primeira viagem!

Quando tive minha primeira filha não estava preparada para as emoções que viriam. Ela chorava e eu também. Ela se sentia insegura nos meus braços e eu também. Não fosse minha mãe para apoiar-me sei lá o que teria sido. 
Fico pensando nas minhas amigas que tiveram filhos e que não puderam contar com suas mães. É muita emoção de uma vez e o desiquilíbrio trazido pelos hormônios e a responsabilidade por uma vida são extremamente grandes.

Acredito que toda mãe de primeira viagem tenha a sensação de que não dará conta: nem das emoções e nem de manter a criança viva. 

Perdi a conta de quantas vezes cutuquei minha filha no berço para saber se estava respirando. E fiz o mesmo quando tive meu segundo. Isso não passa. Sono de criança é tão profundo que as vezes a gente duvida. Vai dizer que estou mentindo?!

Depois a separação da criança  no retorno ao trabalho após a licença maternidade. Se de um lado sentia falta do trabalho, de outro a ausência dela nos meus braços, a amamentação e o cheiro do bebê prometem explicar o que é saudade. Quase morri de tristeza. Mas dizem que para ela é ótimo conviver com outras. Tomara.
As despesas que se seguem com berçário, fraldas, alimentação, leite, remédios e as jornadas de levar, buscar e etc...difícil. É uma nova rotina que também era iniciante. 

A todo momento fui provada quanto ao egoísmo e visão centrada em mim mesma de outrora. Nunca mais fui a mesma. Durante os primeiros anos do bebê não havia outra prioridade em minha mente. 

Há um grande desgaste emocional. Culpa se vai ao trabalho, culpa se falta à ele para cuidar de uma doença ou acidente do bebê, correndo o risco de uma demissão. Se ele cai e se machuca à um passo de você e não conseguiu evitar...culpa, culpa, culpa.

Noutro dia li uma reportagem que dizia que algumas mulheres começaram um movimento bem interessante. Segundo a matéria elas fizeram contas e optaram por reduzir ou excluir alguns hábitos e necessidades que geravam despesas para que pudessem acompanhar o crescimento dos filhos. Voltaram para a casa e como nossas mães no passado se dedicam aos seus bebês. É uma escolha consciente e que busca acompanhar os anos mais importantes da vida da criança. Que lindo. 

Mas, em tempos de crise nem todas podem fazer o mesmo, pois mal conseguem dar conta das despesas básicas. Fase difícil e longa onde todo o suporte é pouco. Como não pude abrir mão do trabalho, busquei dedicar-me à carreira para que tudo que fosse essencial à educação que queria dar-lhe acontecesse. 

Se você é mãe quero lhe recomendar que acredite que esta fase difícil vai passar e que tome cuidado com a demasiada atenção que dá ao trabalho. O tempo não volta. Curta o seu bebê. Quando em casa, esqueça tudo o mais. Faça valer a qualidade deste momento.

Se você tem ajuda, da mãe, da sogra ou de uma pessoa, que nunca vai remunerar o suficiente pelo carinho que entrega ao seu bebê, o que pode fazer é agradecer e ouvi-la! Ela quer o seu melhor e para o seu bebê.

O tempo passou e os meus filhos cresceram e sobreviveram à tudo, junto comigo. Tudo deu certo.
Aguardo calmamente o momento de ter um neto nos braços, quando poderei devolver a atenção que minha mãe deu aos meus filhos. 
Se você é avó, não perca a oportunidade de viver este momento sem as inseguranças da sua primeira maternidade. Entregue o seu amor à sua filha e seus netos. Não há nada melhor que deixar de legado o reconhecimento de ter sido uma vó carinhosa e participativa. Tudo passa e os momentos felizes valem mais do que ter razão. Seja compreensiva com as inseguranças dela como a sua mãe ou babás foram com as suas.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A ansiedade e a matemática


Sempre fui conhecida pela característica ansiosa que tenho. 

Talvez por causa do exercício profissional contínuo e do pensamento processual, e de na maioria das vezes buscar antecipar o tratamento e mitigação dos riscos durante o processo de levantamento de cenários, aspectos envolvidos e etc, sofra antecipadamente o que virá, acreditando que isto me possibilita prever e contornar a tudo. 

Esse "modus operandi" exige que esteja sempre alerta, vigiando tudo, o que causa um desgaste de energia imenso. Contínuo.  

A área em que atuo exige velocidade, visão ampliada, processos e que as pessoas os cumpram, claro. Mas sobre isso está a decisão individual dos OUTROS.

E o que não posso prever?! Ou o que por mais devaneios que tenha não serei capaz de evitar sob nenhuma hipótese?!

Seja em TI seja na vida não serei capaz de prever ou evitar os fatos, os impactos de tudo.

A ciência e a vida me surpreenderão: na tecnologia, na economia, nas relações humanas....provando que não adiantou querer prever o futuro. Sempre haverá algo novo, inesperado.

Então o que me resta?!

Já há algum tempo busco desacelerar. Não tomar decisões de cabeça quente e sob pressão imposta sem justificativas. É um exercício, nem sempre consigo!

Entendo que a experiência ou a opinião de quem me precedeu deva ser respeitada e traga a solução sem que eu precise virar um heroína. Oxigenar o cérebro, pesquisar o que já está pronto para ser aplicado...ou simplesmente aguardar para que as idéias venham, naturalmente, como uma invenção. 

Pois bem, faço o meu melhor e tenho certeza que surpreendo quando algo me é exigido. Penso rápido sob pressão mas não abro mão de seguir um método:

1) Exerço minha aptidão de olhar para as coisas sobre diversos ângulos, esta é a minha característica mais forte. 

2) Posso supor o que está além porque exercito o meu olhar : conhecer o que ocorreu ontem (respeito aos fatos) e para os lados - o que está ocorrendo agora (consciência).

3) Esse saber reduz o número de cenários que podem ocorrer a frente, e a probabilidade de eu acertar, é maior. Não é mágica, é ciência matemática.

Não sou advinha, que fique claro! 

Esta descoberta pode gerar incomodação naqueles mais vaidosos : "porque não pensei nisso?!".

Sugiro repetir o método se você também é exigido a fazer "milagre"! 
Sua ansiedade será reduzida e suas respostas mais frequentemente certas.